quarta-feira, 31 de outubro de 2007

Centro Pompidou abre exposição: Fotografias, Aquisições recentes, 2003-2007

A mostra apresenta uma seleção das últimas aquisições do gabinete de fotografia nos últimos cinco anos. Mais 1.750 obras de 250 artistas foram agregadas à coleção do Centro Pompidou, que possui 70 000 imagens.


©
ZHANG Huan, Family Tree, 2000.


Exposição: Fotografias, Aquisições recentes, 2003-2007

De 7 de novembro 2007 a 7 de janeiro 2008

Centre Pompidou

11h00 - 21h00

33 (0)1 44 78 12 33
Place Georges Pompidou

75004 Paris

Exposição"Imagens de um Flâneur Brasileiro em Paris" em novembro, no Rio.

A cidade de Paris foi imortalizada em preto e branco nas lentes de fotógrafos franceses conhecidos mundialmente como Henri Cartier-Bresson e Robert Doisneau. Influenciado por esse olhar, de uma Paris humanista da segunda metade do século XX, Fernando Rabelo iniciou sua carreira aos quatorze anos de idade na capital francesa, onde viveu durante a adolescência e onde tomou contato com as primeiras luzes da fotografia. Retratou a cidade luz no final dos anos setenta, onde realizou sua primeira mostra em preto e branco. Em 2005 Rabelo regressou a Paris para realizar o meu mais recente trabalho fotográfico intitulado: "Imagens de um Flâneur Brasileiro em Paris"

© Fernando Rabelo, Mulher na janela, rue Lépic, Paris 2005.


Exposição
"Imagens de um Flâneur Brasileiro em Paris" de Fernando Rabelo

De 30 de novembro de 2007 a 27 de janeiro de 2008

Centro Cultural Justiça Federal

Av Rio Branco, 241 Centro.

Rio de Janeiro RJ
Telefone (21) 3212-2550

MASP reúne ícones da arte contemporânea internacional como Josef Albers, Willi Baumeister, Andy Warhol e Hans Arp.

A Mostra DA BAUHAUS A (AGORA!) da Coleção DaimlerChrysler, reúne no MASP destaques da arte internacional contemporânea e do século 20. Cerca de 100 pinturas, instalações, esculturas, fotografias e vídeos estarão no Museu de Arte de São Paulo até 9 de dezembro. As obras fazem parte da Coleção DaimlerChrysler e reúnem ícones da arte contemporânea internacional como Josef Albers, Willi Baumeister, Andy Warhol e Hans Arp, além dos novíssimos Mathieu Mercier, Sylvie Fleury e John M Armleder
A imagem acima pode ser vista nas cinco obras em vídeo produzidas por Sylvie Fleury, a pedido da DaimlerChrysler França, para a inauguração do novo Centro da Marca Mercedes-Benz em Paris. As imagens mesclam o apelo dos lendários automóveis Mercedes-Benz com as mais recentes idéias contemporâneas dos mundos da arte e da moda numa abordagem tão enigmática quanto elegante.

Até 9 de dezembro
Exposição Exposição "DA BAUHAUS A (AGORA!)"
Realização MASP - Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand

www.sammlung.daimlerchrysler.com

Local Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand - MASP

Av. Paulista, 1578 Tel: (11) 3251-5644

Poesia: Carlos Drummond de Andrade


Diante das fotos de Evandro Teixeira

A pessoa, o lugar, o objeto

estão expostos e escondidos

ao mesmo tempo sob a luz,

e dois olhos não são bastantes

para captar o que se oculta

no rápido florir de um gesto.

É preciso que a lente mágica

enriqueça a visão humana

e do real de cada coisa

um mais seco real extraia

para que penetremos fundo

no puro enigma das imagens.

Fotografia - é o codinome

da mais aguda percepção

que a nós mesmos nos vai mostrando

e da evanescência de tudo,

edifica uma permanência,

cristal do tempo no papel.

Das lutas de rua no Rio

em 68, que nos resta,

mais positivo, mais queimante,

do que as fotos acusadoras,

tão vivas hoje como então,

a lembrar como a exorcizar?

terça-feira, 30 de outubro de 2007

Rio de Janeiro: Exposição da fotógrafa italiana Fabian no Ateliê da Imagem.

Tudo começou no final de 1995, quando a fotógrafa italiana Fabian, com a ajuda do coreógrafo francês Laurent -Marie Affre, decidiu iniciar uma série fotográfica com bailarinos.

E por que fotografar corpos de bailarinos? Porque quem melhor do que eles quando se trata de consciência do próprio corpo, algo que ultrapassa a percepção normal .

Fabian desejava unir dois universos que sempre foram suas verdadeiras paixões: a fotografia e a dança. A série começou na Europa e constituiu uma verdadeira busca por corpos e almas que tivessem o desejo de se liberarem dos esquemas sólidos e de dançarem fora dos palcos e dos estereótipos da fotografia de dança comum. Daí a necessidade de fotografar os corpos nús ou semi-nús e sobretudo sem o apoio da música, para que cada um dos bailarinos pudesse seguir sua própria música interior.

Fabian

Nascida em Montecchio Emilia ( Reggio Emilia, Italia ), em 1965. Iniciou sua carreira de fotografa no setor da moda em Milão em 1992. Colabora frequentemente com diversas revistas, entre elas Anna, Grazia, Vogue Pelle, Vogue Gioiello, GQ, Glamour, Io Donna, Elle França, Max França ,BIBA, Stile, Vizoo, OI ,TRIP, W New York.

Até 17 de novembro
seg a sex das 10h às 21h30
sábados das 10h às 17h30
Galeria do Ateliê
Av. Pasteur, 453 Urca RJ
(21) 2541.6930 | 2244.5660

Brasilia: Foto Arte 2007

Com o FOTO ARTE 2007 - um dos principais festivais de fotografia do Brasil e da América Latina - centenas de artistas, fotógrafos, críticos, curadores, colecionadores, leitores de portfólios e admiradores da fotografia estão fazendo de Brasília, a Capital da Fotografia. O projeto conta com o apoio do Ministério da Cultura, por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura.
Em sua quinta edição, o FOTO ARTE apresentará até o mês de dezembro mais de 20 exposições internacionais, muitas delas inéditas no Brasil. São cerca de 120 mostras de mais de 600 artistas, em quase 60 espaços culturais de Brasília, além de locais alternativos, como shoppings, bares e restaurantes. Em 2003, o projeto recebeu a chancela do Festival of Light (FOL), grupo que reúne os mais importantes eventos do gênero no mundo.
O objetivo do festival é investir na formação de público e disseminar o conhecimento e, também, catalisar o descobrimento de novos talentos. Esses propósitos são alcançados por meio do programa educacional, com workshops, seminários, lançamentos de catálogos, leituras de portfólios e visitas guiadas.

Saiba mais no site: www.fotoartebrasilia.com.br.

Poços de Caldas:Exposição de fotografias comemora os 10 anos dos Cadernos de Literatura Brasileira

O IMS-Poços apresenta exposição de fotos de Edu Simões, em comemoração aos 10 anos dos Cadernos de Literatura Brasileira.

Exposição CLB 10 anos
até janeiro de 2008
Institituto Moreira Salles- Poços de Caldas

Rua Teresópolis, 90, Jardim dos Estados

CEP 37701-058 - Poços de Caldas-MG.

Tel./fax: 3722-2776

De terça a domingo, das 13h às 19h.

SP: Itaú cultural apresenta fotografias de Alexandre Sequeira


A quinta edição do programa Portfólio apresenta o trabalho fotográfico do paraense Alexandre Sequeira. Os registros do fotógrafo estabelecem diálogo com o conto As Irmãs Passionistas, da escritora carioca Bruna Beber. A curadoria é de Eder Chiodetto, para as fotos, e de Nelson de Oliveira, para o texto literário. Até 25 de Novembro

Portfólio Alexandre Sequeira

domingo 21 outubro a domingo 25 novembro
Itaú Cultural
Avenida Paulista 149
São Paulo - SP
terça a sexta 10h às 21h
sábado domingo feriado 10h às 19h

Museu da Imagem e do Som disponibiliza nova sala de pesquisa no Rio de Janeiro


Está funcionando na sede da Lapa, uma nova sala de pesquisa. Agora, as diversas bases de dados com informações sobre o acervo estão acessíveis ao pesquisador, através de três terminais de computadores. Além dos registros já digitalizados, a sala dispõe de equipamentos que permitem a escuta dos documentos sonoros nas mais diferentes mídias (discos, LPs, CDs, fitas cassetes e fitas rolo). O acervo iconográfico e os vídeos da coleção “Depoimentos para posterioridade” e das outras coleções do acervo do MIS estão disponíveis na sala de consulta da Praça XV.

Museu da Imagem e do Som

Sede administrativa-Lapa

Rua Visconde de Maranguape, nº 15
Rio de Janeiro - RJ - CEP: 20021-390
Tel. fax(55) (21) 2224-8461 / 2224-8501

Sede Praça XV - Centro
Praça Rui Barbosa, nº 1 - Praça XV de Novembro
Rio de Janeiro - RJ - CEP: 20021-320
Tels.: (55) (21) 2262-0309 / 2220-3481
Tel. fax(55) (21) 2262-7653

Horário de Funcionamento
do Museu

Segunda a Sexta-Feira

Das 10:00 às 18:00 h

Rio de Janeiro: “Heróis” de Luiz Garrido na Casa do Saber.

A Galeria Tempo e a Casa do Saber apresentam a mostra “Heróis”, do fotógrafo Luiz Garrido, com 13 retratos feitos a partir de 1990, de personalidades de todos os segmentos de nossa sociedade. As obras foram ampliadas em papel de fibra especialmente para a mostra, e integram a série iniciada pelo fotógrafo uma década antes, e questionam nossa percepção do que é ser herói, e para quem se é considerado herói. As personalidades retratadas na exposição “Heróis” são: Betinho, Niemeyer, Tunga, Frans Krajcberg, Nelson Leirner, Fernando Gabeira, Rogéria, Lula, Collor, Benedita, Dercy Gonçalves, Pedro Bial e Gabriela Leite, da Daspu.

Pequena biografia: Luiz Garrido nasceu em 1945 e iniciou sua carreira como correspondente da revista Manchete em Paris, em 1968. Foi o único fotógrafo a documentar a campanha pela paz mundial feita por John Lennon e Yoko Ono. Em 1982, fundou com mais três fotógrafos a Casa da Foto no Rio de Janeiro, dedicando-se à publicidade e à moda. Consagrou-se particularmente como fotógrafo de portraits, gênero de sua preferência.

Exposição “Heróis – Luiz Garrido”, até 22 de dezembro de 2007, segunda a quinta, das 11h às 21h. sextas, das 11h às 20h, na Casa do Saber – Av. Epitácio Pessoa, 1164 – Lagoa- Rio de Janeiro (RJ). Entrada Franca. Telefone (21) 2227-2237.Curadoria: Galeria Tempo

segunda-feira, 29 de outubro de 2007

Niterói: Analogias, de Salvino Campos poderá ser visitada até o dia 4 de novembro, no MAC.

Salvino faz parte de uma linhagem de fotógrafos que caminham como leitores pelas entrelinhas das escritas urbanas, o caos e as outras ordens de intertextos dos submundos ou mundos paralelos invisíveis para os apressados transeuntes dentro dos grandes centros de globalização. O exercício desses artistas corre sobre uma difícil fronteira ética e estética – entre arte e vida. Por um lado, eles apontam suas lentes para cliques do cotidiano onde um outro real surge das dobraduras de um grande labirinto da existência contemporânea, que fala muito de entre-mundos, entre-lugares, entre-olhares. No caso de Salvino, não se trata de um olhar sobre excluídos, ou da idealização de uma miséria humana pela arte. Suas fotos, pelo contrário, exibem a dignidade humana, mas ainda fora do glamour das ordens de sucesso e progresso. Suas fotos de diferentes centros urbanos exibem uma utopia de base – “grassroots” – da possibilidade humana.
Mas, enquanto a luz da vida é capturada pela “foto-grafia”, o desejo e aspiração pela arte nascem justamente da sua separação da vida. Esta é uma eterna questão existencial e ética – como lembrar aos habitantes dessas imagens a sua participação maior dentro de um mundo paralelo ao dos trabalhos mecânicos do dia-a-dia, que se transborda como “luz” de alta qualidade vital se realizando como criação estética? Como trazê-los para esse banquete de matéria lúcida? Da mesma forma, ao artista, que captura as luzes da vida, em almas, carnes e pedras urbanas, ao fotógrafo contemporâneo diante do século XXI a mesma questão se abre por simetria, como elo entre a responsabilidade e o desejo estético de captura do tempo em poesia visual, lida com o que Bakhtin enunciou como impasse: “Quando o homem está na arte não está na vida e vice-versa”. Apenas a responsabilidade – o compromisso ético com a humanidade – pode abrir a possibilidade de uma interseção entre arte e vida: “Pelo que vivenciei e compreendi na arte, devo responder com a minha vida para que todo o vivenciado e compreendido nela não permaneçam inativos.”
Luiz Guilherme Vergara
Diretor Geral do MAC

MAC - Museu de Arte Contemporânea de Niterói

Funcionamento de terça a sexta das 10h às 18h, sábado e domingo das 10h às 19h
A bilheteria encerra suas atividades 15 minutos antes.
Mirante da Boa Viagem, s/nº. Niterói, RJ • 24210-390 • Tel: (21) 2620-2400 • Fax: (21) 2620-2481
www.macniteroi.com.br

Exposição de Larry Clark na Maison Européenne de la Photographie em Paris

Depois de ter estudado na Layton School of Art de Milwaukee (Wisconsin), Larry Clark, que em 1963, aos vinte anos de idade retornou a sua cidade natal onde ele fotografou os amigos e a si mesmo durante oito anos. Ele estava a deriva de uma juventude americana perdida entre a droga, sexo e violência. As imagens reunidas na obra intitulada Tulsa são um jornal intimo e um documento raro sobre a miséria da América profunda. Publicado em 1971 por Ralph Gibson (Lustrum Press), O ensaio Tulsa escandalizou a cena artística, se tornando uma obra de referencia para muitos fotógrafos contemporâneos.

Exposição Larry Clark
Até 6 janeiro 2008

Maison Européenne de la Photographie
5/7 rue de Fourcy - 75004 Paris

Télefone: (33) 1 44 78 75 00
Fax: (33) 1 44 78 75 15

Rio de Janeiro: MAM apresenta Marilyn Monroe-O mito

A exposição inédita traz 60 fotos do acervo do fotógrafo americano Bert Stern, que fez o último ensaio da atriz, seis semanas antes de sua morte prematura aos 36 anos, em 05 de agosto de 1962. As fotos mostram que a grande deusa do cinema continua um ícone de sexualidade, e um mito incomparável, mesmo 45 anos após sua morte.

Bert Stern, um fotógrafo de Nova York que havia estado no Japão durante a guerra, trabalhado para a revista Look e agências de publicidade, sonhava com a possibilidade de desnudar Marilyn Monroe, o ícone da sensualidade de todos os tempos. Ao voltar de Roma, onde registrou Elizabeth Taylor no papel de Cleópatra, Stern tinha três perguntas prontas para seu agente. Marilyn Monroe aceita posar para ele? A Vogue quer as fotos? A revista já publicou um ensaio com a atriz? As respostas encadearam o momento: sim, sim e não.

Stern guardou os negativos até o início dos anos 1980, quando publicou livros fora dos Estados Unidos. Ano passado, algumas fotos dessa série foram vistas no Museu Maillol, em Paris. Foi quando o editor Geraldo Jordão Pereira, da Sextante, impressionado com a beleza e o impacto da mostra, decidiu trazê-la para o Brasil, como uma inédita maneira de carrear recursos para o Instituto Rio, que administra o fundo “Vera Pacheco Jordão”, o primeiro fundo comunitário do país, que realiza mais de 60 projetos sociais na Zona Oeste do Rio de Janeiro. Será revertida para a instituição parte da receita do projeto “Marilyn Monroe – O Mito”, que envolve ainda a publicação de um livro com as imagens da exposição, texto do próprio Bert Stern e ensaio de Diógenes Moura, curador de fotografia da Pinacoteca do Estado de São Paulo

Exposição Marilyn Monroe - O mito
Museu de Arte Moderna - Rio de Janeiro
Até dia 25 novembro 2007
2º andar - espaço 2.2

SP: Panorama da Arte Brasileira 2007

O MAM-SP realizou a abertura do seu Panorama da Arte Brasileira 2007, exposição bienal que já se fixou no calendário das artes visuais do país como uma das mais representativas dos vértices da produção atual. A curadoria da edição 2007, que leva o título “Contraditório”, é de Moacir dos Anjos, ex-diretor do Museu de Arte Moderna Aloísio Magalhães (MAMAM – Recife) e co-curador da atual edição da Bienal do Mercosul. Na abertura, o coletivo Chelpa Ferro apresenta performance no Auditório Lina Bo Bardi. O catálogo da mostra, a ser lançado em 22 de novembro, trará, além de um ensaio do curador e de informações sobre todas as obras expostas, um conto inédito do escritor Milton Hatoum e um cd de remixes produzido por DJ Dolores especialmente para acompanhar a publicação.
Em sua 30ª edição, o Panorama investiga o que singularizaria a arte brasileira frente à criação contemporânea de outros países. Nas palavras do curador, “a exposição irá discutir, através da reunião de um elenco diverso de artistas, o estatuto da expressão arte brasileira em um ambiente de acelerado desmanche de fronteiras rígidas entre expressões culturais variadas”.

A exposição traz 28 artistas e 1 coletivo de 11 Estados brasileiros, incluindo um peruano (Gabrieu Acevedo Velarde, que apresenta trabalho em conjunto com a gaúcha Lucia Koch).

O espaço
O nome da exposição é escrito parcialmente de trás para frente e de ponta-cabeça, como a anunciar as indefinições que sustentam o conceito de “Contraditório” enfocado por Moacir dos Anjos.Para ocupar as duas salas de exposição do MAM, a museografia de Marta Bogéa buscou uma unidade entre todos os espaços pelos quais circula o espectador, incluindo o saguão da entrada e o corredor do Projeto Parede, ambos funcionando como ligação entre a Grande Sala e a Sala Paulo Figueiredo. A obra Espelho, do Projeto Parede concebido pelo artista baiano Marepe (que participa do Panorama “Contraditório” com a obra A mudança), acaba sendo integrada ao Panorama por seu conceito de desconstrução/construção do espaço do museu. No saguão, a instalação sonora de Laura Belém acentua a sensação de imersão na exposição, mantendo os sentidos do público ligados na experiência oferecida pela mostra. Nas duas salas, ambientes amplos e poucas paredes permitem o contato próximo entre as diversas obras, articulando-as de forma original.

CONTRADITÓRIO - PANORAMA DA ARTE BRASILEIRA
20 Out a 06 Jan
MAM - Grande Sala
“Contraditório” é o título do Panorama da Arte Brasileira 2007, do MAM-SP, com curadoria de Moacir dos Anjos

São Paulo


Fotografias Neoconcreta e P&B
Silvio Zamboni



Local: Ímã Foto Galeria
Abertura: 9 de novembro, as 20hs
Visitação: 9 a 29 de novembro de 2007. Segunda a sexta, das 10hs as 20hs e sábados, das 10hs as 17hs.

Mostra coletiva de mulheres na Galeria Tempo

A partir de 30 de outubro uma mostra coletiva apresenta o trabalho de varias mulheres, entre elas Ana Vitória Mussi, Deborah Engel, Valeria Costa Pinto e Isabel Löfgren assinam obras que têm a fotografia como eixo poético.
Até o dia 21 de dezembro.

Galeria Tempo, Av Atlântica - térreo do Edifício Chopin
Copacabana. Rio de Janeiro

domingo, 28 de outubro de 2007

Arquivo Nacional recebe acervo da Família Ferrez

No dia 22 de outubro, em cerimônia realizada na Instituição, o precioso acervo do pesquisador e defensor do patrimônio histórico e artístico brasileiro foi doado ao Arquivo Nacional.
O Arquivo Família Ferrez reúne um acervo documental de cerca de 40 mil itens acumulados e preservados ao longo de mais de 150 anos. Inclui os arquivos pessoais de Gilberto Ferrez, do seu pai, tio e avô, respectivamente, Júlio, Luciano e Marc Ferrez, além do arquivo da firma comercial que possuíam - Marc Ferrez & Filhos. São quatro gerações de documentos de diversos tipos: cartas, notas de trabalho, diários, textos de produção intelectual, recortes de jornais, fotografias e negativos, certidões, escrituras, livros-caixa, balanços, diplomas, entre outros.

Graças ao patrocínio da Petrobras estes documentos foram higienizados, classificados, catalogados e acondicionados, e seus dados inseridos em uma base de dados, de forma a permitir fácil acesso às suas informações. Esse processo consumiu quase dois anos de trabalho e envolveu equipe de cerca de trinta profissionais.

A escolha do Arquivo Nacional, para receber o Arquivo Familia Ferrez, foi da família. Helena Dodd Ferrez, documentalista e responsável pela coordenação técnica do projeto, afirma que optou pelo Arquivo Nacional por ser o principal órgão de arquivos do país, com excelentes condições técnicas, espaço e profissionais qualificados. Além disso, com a disponibilização da base de dados no site do Arquivo Nacional, pesquisadores do mundo inteiro terão acesso, em tempo recorde, a mais essa fonte de pesquisa.

Exposição Rio 1908: a cidade de portos abertos

O Arquivo Nacional inaugurou no dia 24 outubro a mostra Rio 1908: a cidade de portos abertos. Composta a partir de seu acervo de fotografias, obras raras, desenhos e plantas originais, é mais um produto da Instituição voltado às comemorações dos 200 anos da chegada da Corte ao Brasil.

Em cento e catorze imagens do Rio de Janeiro, selecionadas a partir do acervo de fotografias, obras raras, desenhos e plantas originais da Instituição, acompanhamos a celebração do centenário da abertura dos portos que ocorria no auge de uma onda de modernização que movia a elite nacional desejosa de integração ao progresso e afinada com os grandes centros mundiais. Na mostra destacamos as plantas originais das fachadas da Avenida Central, hoje Avenida Rio Branco, e as imagens da exposição comemorativa do centenário da abertura dos portos, realizada na Praia Vermelha, com pavilhões, restaurantes de luxo, parque infantil e grupos posando para fotografias tendo ao fundo as belas cenas da paisagem natural que em todos os tempos emoldurou o percurso da população pelas ruas, jardins e bairros que surgiam girando o eixo da cidade sobre si mesma.

A mostra, com entrada franca, fica em cartaz até o dia 11 de janeiro de 2008 e pode ser visitada de segunda à sexta-feira, das 8 às 18 h.

José Oiticica Filho: Fotografia e Invenção - Fotografia

Sob curadoria dos filhos César e Cláudio e do neto César Oiticica Filho, a exposição faz uma retrospectiva de José Oiticica Filho (1906-1964), pai do artista plástico Hélio Oiticica.

Não se conta a história da fotografia brasileira sem incluir José Oiticica Filho, também professor de matemática e física, cientista e engenheiro. Ele começou a se interessar por fotografia em 1941, quando se dedicou a registrar estruturas seccionadas de borboletas com perfeição para ilustrar sua produção científica. Ele também foi responsável pelo rompimento da linguagem visual da fotografia nos anos 50, momento em que ela se livra do compromisso de documentar a realidade e progride em ousadias geométricas e jogos de luz e sombra.

A mostra traz 158 fotografias, abrangendo da fase pictórica às séries Forma, Ouropretense, Derivação, Abstração e Recriação, 20 pinturas e cerca de 20 vitrines com catálogos de salões do mundo todo, dos quais o fotógrafo participou; negativos; moldes para fotografias, pequenos desenhos, apostilas de matemática, trabalhos de entomologia e cartões dobráveis com desenhos, recortes e colagens.

De 16/09 a 15/03 - Ter, Qua, Qui, Sex, Sab e Dom
Horário: ter a sex, das 11h às 19h; sab e dom, das 11h às 17h
Gratuito

Centro Municipal de Arte Hélio Oiticica
Rua Luis de Camões - 68
Centro

Exposição “Flashes da Guerra: registros pioneiros da Campanha do Paraguai (1864 –1870)


No âmbito da FotoRio 2007 – Encontro Internacional de Fotografia do Rio de Janeiro, o MHN apresenta ao público sua coleção de setenta fotografias referentes à Campanha do Paraguai (1864-1870). Naquele período, foram utilizados três processos fotográficos para retratar a guerra: carte-de-visite (formato 10,5 X 6,3cm), álbuns de fotografias com fotos maiores que os carte-de-visite, e fotografias medindo 13 x 20 cm, todas em sépia, coloração utilizada na época. Entre os fotógrafos destacam-se Bate y Ca. W (Montevidéu ), Carlos C. C, Carlos César, H. F. e Painynt. Numa época em que a fotografia ainda estava em seus primórdios, esse novo olhar sobre a guerra humanizou o conflito, dando rostos e identidades aos soldados que combatiam (importantes figuras da História, como o próprio Imperador D. Pedro II, se deixaram fotografar em trajes militares). Os jornais ainda não tinham condições técnicas de reproduzir as fotos, mas as carte-de-visite circulavam entre os combatentes e chegavam ao público nos álbuns produzidos pelos estúdios. Através dessas fotos, a sociedade brasileira da segunda metade do século XIX teve acesso a imagens que mostravam com realismo o cotidiano da guerra. Até 16 de novembro

PANorâmicas – fotografias de Fernando Maia

O Centro Cultural Justiça Federal apresenta a mostra PANorâmicas – fotografias de Fernando Maia. São ao todo 53 imagens da Agência O Globo que registram os Jogos Pan-Americanos do Rio em 2007, além de dois telões e uma projeção em vídeo dos Jogos de Santo Domingo. A mostra, gratuita, poderá ser conferida de terça a domingo, das 12h às 19h, nas galerias do 2º andar, e fica em cartaz até o dia 19 de dezembro.

Fernando Maia é fotógrafo do jornal O Globo há exatos 21 anos, já tendo passado por todas as editorias. Dentre seus trabalhos mais marcantes estão as coberturas de Copas do Mundo, das campanhas e posse do presidente Lula e das visitas do Papa João Paulo II ao Brasil. Com PANorâmicas Fernando pretende fazer um balanço visual da evolução do Brasil no quadro de medalhas dos Jogos Pan-Americanos além de oferecer o testemunho de um período particularmente positivo para a cidade do Rio de Janeiro.

PANorâmicas – Fotografias de Fernando Maia
Exposição de fotografias
Visitação: de terça a domingo,
das 12h às 19h. Galerias do 2º andar
Entrada Franca

Se eu puder falar com deus

O Centro Cultural Justiça Federal abriu para o público a exposição de fotografias Se eu puder falar com Deus, de Ricardo Mendes. No início serão 50 imagens, além de estúdio fotográfico e projeção em vídeo distribuídos pelas galerias do térreo. A mostra é gratuita e poderá ser conferida de terça a domingo, das 12h às 19h, até o dia 06 de janeiro.

A novidade é que se trata de uma exposição “viva”, ou seja, que vai crescendo ao longo do tempo. Semanalmente o autor vai permanecer durante algumas horas na calçada em frente ao prédio do CCJF, fotografando pessoas que queiram enviar sua mensagem para Deus. Essas imagens passarão a ser exibidas na sala de projeção, três dias após a captação.

O que as pessoas diriam se pudessem enviar uma mensagem para Deus? – A partir desta indagação, Ricardo Mendes saiu às ruas para investigar a relação do povo brasileiro com a divindade. Cada retratado responde à pergunta num pequeno quadro negro, que aparece na foto como expressão de sua voz. O resultado são imagens captadas no Rio de Janeiro junto aos mais diversos estratos sociais, econômicos e religiosos, revelando um pouco mais da alma do nosso povo.

Ricardo é fotógrafo profissional há 10 anos. Os principais focos de seu trabalho são lugares sagrados e o universo teatral. Em 2002, obteve a 2ª colocação no concurso promovido pelo Parque Nacional da Tijuca. É colaborador da revista Argumento e autor dos livros Santiago de Compostela, os 8 Portais do Caminho e Andando em Círculos, ensaio fotográfico em preto e branco realizado na Irlanda e no sul da Inglaterra.

Exposição Magnun 60 anos


A exposição Magnun 60 anos apresenta 50 fotografias mostrando a trajetória de uma das maiores agências de fotografias do mundo. A curadoria é de João Kulcsár. A foto Derrière la gare Saint-Lazare de Henri Cartier-Bresson é uma das fotografias que estarão expostas na galeria 1 da Caixa Cultural do Rio até o dia 2 de dezembro.

Sobre o flâneur


O termo flâneur se refere àquele que caminha tranqüilamente pelas ruas, observando cada detalhe, sem ser notado, sem se inserir na paisagem. Wallter Benjamin, em um ensaio de 1929 escreveu que "o flâneur é criação de Paris", pois ali o passante encontra os mais variados elementos para os seus devaneios. Um mundo de templos, praças confinadas e santuários nacionais. E o flâneur observa cada degrau, cada pedra do calçamento, cada placa de loja, cada portal. Ainda segundo Benjamin, Paris é a Terra Prometida dos flâneurs, uma "paisagem de gente viva". Paisagem é o que a cidade se torna para o flâneur. Ele não é um turista entusiasmado em busca de grandes vistas ou de pontos turísticos convencionais, ele busca sim uma nova percepção da cidade. As maravilhas, por um lado, são edificantes, por outro, não chegam a dar arrepios a esse observador. Foi o poeta francês Charles Baudelaire que eternizou a figura do flâneur.

Nasce o Blog Images&Visions

© Foto de Fernando Rabelo. Paris 2006.

Está no ar o blog sobre fotografia intitulado Images&Visions, ainda em fase experimental.
Opinem e divulguem para outras pessoas. Vocês podem mandar artigos, fotografias,material de divulgação de eventos fotográficos, como exposições, livros, palestras, concursos, etc...O blog está aberto para vocês.

Fernando Rabelo

Editor