sexta-feira, 31 de julho de 2009

Mostra do fotógrafo Alécio de Andrade estréia em Belo Horizonte

© Fotos de Alécio de Andrade.

Estréia na próxima quarta-feira, dia (05/08), no Instituto Moreira Salles, a exposição com 102 imagens realizadas pelo fotógrafo carioca Alécio de Andrade (1938-2003) como trabalho particular ou sob encomenda para veículos como Manchete, Elle, Newsweek e a Agência Magnum, da qual Alécio foi membro associado entre 1970 e 1976. Também integram a mostra itens como um poema de Carlos Drummond de Andrade, um depoimento do pianista Alfred Brendel, cartões postais de Henri Cartier-Bresson e uma carta de Julio Cortázar, todos endereçados ou dedicados ao fotógrafo. Influenciado por Henri Cartier-Bresson, o trabalho de Alécio é marcado por elementos como o registro em preto-e-branco e a ausência de retoques e flashes. Para Pedro de Souza, jornalista que assina o texto de apresentação do catálogo produzido pelo IMS para a exposição, a obra de Alécio de Andrade é uma junção de criatividade e fotojornalismo: “A arte do instante, que foi se impondo à fotografia ao longo do século XX, é também uma homenagem à vida, e nisso Alécio foi mestre por si só. Seu olhar sobre o humano é quase etnográfico”.Atualmente, o acervo de Alécio reúne cerca de 4 mil contatos e 120 mil negativos em preto-e-branco, além de 3 mil cromos.IMS - Belo Horizonte. Av. Afonso Pena, 737, Centro. CEP: 30130-002 – Belo Horizonte-MG. Tel: 31 3213-7900; fax: 31 3213-7906. De terça a sexta, das 13h às 19h; sábado e domingo, das 13h às 18h. Até (30/08).

quinta-feira, 30 de julho de 2009

Rosângela Rennó concede entrevista para o blog do Paraty em Foco

© Foto de Fernando Rabelo. Rosângela Rennó em seu ateliê no bairro de Santa Teresa, Rio de Janeiro, 2009.

Fernando Rabelo (editor do Images&Visions) entrevistou Rosângela Rennó em seu ateliê no bairro de Santa Teresa, Rio de Janeiro. A entrevista foi concedida para o blog do Paraty em Foco, que é feito por alguns blogueiros convidados para produzir conteúdo editorial para o 5º Festival Internacional de Fotografia. A artista visual fala de arquivo, blog, digital e sobre a sua expectativa em participar do 5º Paraty em Foco. Rosângela Rennó é artista visual e doutora em Artes pela Escola de Comunicação e Artes da USP. Mineira, radicada no Rio de Janeiro, é hoje referência obrigatória quando o assunto é a imagem fotográfica e seus desdobramentos. Ao ser indagada sobre o grande crescimento dos blogs fotográficos e sobre troca virtual na rede, Rosângela declarou: “Na minha opinião, o futuro do arquivamento poderá ser a própria circulação do arquivo. Um dia todas as imagens vão ficar circulando e todo mundo vai guardar tudo. 50 mil pessoas vão acessar e poder deter as imagens porque elas vão estar circulando. Os blogs são hoje o lugar onde se concentram informação e imagem. Talvez esteja aí a origem do novo modelo de arquivo”. Sobre suas expectativas de participar do Festival em Paraty, Rosângela afirmou: “Estou super empolgada com esse encontro em Paraty, pois estou muito impressionada com uma certa mudança do “foco” das discussões sobre as imagens técnicas, principalmente da fotografia. Não se discute mais, tanto, as questões técnicas, do meio fotográfico. Hoje a discussão está muito mais voltada para o conceito e isso me interessa pois estou curiosa pra ver onde tudo isso vai dar”. Participou da entrevista, Teresa Bastos, pesquisadora, jornalista e professora de fotografia da ECO-UFRJ.
Leia a entrevista completa no blog do Paraty em Foco Aqui

A intrigante fotografia de Paul Strand

© Foto de Paul Strand. "Young boy", 1951.

A intrigante fotografia intitulada "Young boy", do fotógrafo norte-americano Paul Strand foi feita em 1951, durante uma viagem à cidade de Gondeville, na França. Essa imagem foi amplamente discutida nos meios intelectuais, que a consideram como um dos grandes portraits do século XX. A foto durante quase cinqüenta anos provocou indagações. Onde estaria hoje o jovem enigmático, do olhar profundo, conturbado e desafiador? Estaria ele vivo ainda? O repórter da France-Culture Michel Boujut resolveu investigar o destino desse jovem. A única pista era a legenda da foto deixada por Paul Strand. O repórter viajou para Gondeville, onde conseguiu localizar a irmã. Dessa forma, a identidade do jovem foi revelada, trata-se de Claude Grigalvas, serralheiro, cinco filhos e aposentado. O Cerco foi se apertando, até que o repórter conseguiu enfim localizá-lo num modesto conjunto habitacional nas proximidades de Paris. O sinal dos tempos se expressava no rosto de Claude Grigalvas. Depois de vencer a sua resistência, ele não queria dar entrevista, ele disse que se lembra muito bem dessa foto em que ele foi forçado pelo pai a posar, contrariado por perder a pescaria. Ele se emociona ao lembrar desse momento: “Esse meu olhar na foto me angustia, eu era rebelde, eu poderia ter sido feliz, mais isso não foi possível”.

quarta-feira, 29 de julho de 2009

A fotografia de Tazio Secchiaroli

© Foto de Tazio Secchiaroli. Federico Fellini et Marcello Mastroianni durante as filmagens de "8 ½", 1962.

O fotógrafo italiano Tazio Secchiaroli, falecido em 1998, é considerado o primeiro paparazzo da história da fotografia e assim foi imortalizado no filme de Federico Fellini "La Dolce Vita". As histórias do fotógrafo inspiraram o roteiro de Fellini. Foram 30 anos de trabalho dedicados ao cinema, numa obra cheia de elegância e toques de humor. Sua lentes registraram Fellini no set de filmagem de filmes como "8 ½", "Cidade das Mulheres" e "Amarcord". Outros diretores foram homenageados pelas lentes de Secchiarolli: Vittorio De Sica, Marco Ferreri, Pasolini, Antonioni, Sergio Leone, Ettore Scola, Mario Monicelli, Lucchino Visconti e Charles Chaplin. Tazio Secchiaroli fotografou os astros e estrelas que filmaram nos estúdios de Cinecittá em Roma: Ava Gardner, Bette Davis, Virna Lisi, Claudia Cardinale, Brigitte Bardot, Ursula Andress, Vanessa Redgrave, Silvana Mangano, Tony Curtis, Peter Sellers e Gregory Peck, Sophia Loren e Marcello Mastroianni, de quem Secchiaroli foi fotógrafo pessoal e de confiança.

terça-feira, 28 de julho de 2009

O fotógrafo norte-americano Bruce Weber e a modelo Luiza Brunet

© Foto de Bruce Weber. Luiza Brunet em sessão de fotos no Copacabana Palace, Rio de Janeiro, 1986.

Em 1986, o célebre fotógrafo norte-americano Bruce Weber esteve no Brasil para fazer o livro intitulado “O Rio de Janeiro”. A presença de um dos ícones do mundo da moda no País despertou a atenção de Luiza Brunet. “Fui para ver como era, conhecer uma pessoa interessante e pegar um autógrafo dele”, lembra. Chegando ao hotel Copacabana Palace, onde seria a seleção das modelos, encontrou uma fila de lindas jovens, mas, para sua surpresa, o fotógrafo mandou que ela passasse na frente. “Ele simpatizou comigo logo de cara, começamos a fotografar naquele dia mesmo. Aí, sim, fiquei nervosa. Para uma modelo dos anos 80, ser clicada por Bruce era um sonho”. Na sessão de fotos, Luiza não economizou sensualidade.

Exposição reúne as mais importantes imagens do fotojornalismo mundial

© Foto de Eraldo Peres. Pessoas em volta do corpo de Thiago Franklino de Lima, 21 anos, morto na Favela do Coque, no Recife. Brasil, 2008.

O Rio de Janeiro recebe de a mais importante exposição mundial de fotojornalismo. Unindo arte, fotografia e jornalismo, a mostra promovida pela organização World Press Photo, que premia a cada ano as melhores imagens publicadas na imprensa internacional, chega à Caixa Cultural Rio de Janeiro, de 29/07 a 23/08. O Rio de Janeiro é a primeira cidade da América Latina a receber a exposição. Reunindo 196 fotos em 62 painéis de 1,65m x 1,10m, a World Press Photo pode ser vista como uma retrospectiva dos fatos marcantes de 2008, um retrato de tudo o que aconteceu no mundo na política, economia, esportes, cultura, natureza. Nesta edição do prêmio o Brasil teve três fotógrafos premiados, entre eles Eraldo Peres, da Associated Press, que ganhou a Menção Honrosa em Vida Cotidiana, Categoria Singles, com uma foto feita em 22 de janeiro de 2008, mostrando várias pessoas em volta do corpo de Thiago Franklino de Lima, 21 anos, morto na Favela do Coque, no Recife, nordeste do Brasil. Exposição World Press Photo 2009, na CAIXA Cultural RJ, de 29 de julho a 23 de agosto, de terça a sábado, 10h às 22h; domingo, 10h às 21h, Av. Almirante Barroso, 25 – Centro (Metrô: Estação Carioca). Entrada Franca Telefone: (21) 2544-4080.
Fonte: Revista Fator

segunda-feira, 27 de julho de 2009

O incrível flagrante de um assassinato

© Foto de Robert H. Jackson. Jack Ruby mata a tiro o jovem Lee Harvey Oswald, acusado de assassinar o presidente John Kennedy. EUA. 1963.

A histórica foto de autoria de Robert H. Jackson mostra o exato momento em que Jack Ruby, um gerente de casas de prostituição com ligações com a máfia, mata a tiro o jovem Lee Harvey Oswald, acusado de assassinar o presidente John Kennedy. O assassinato ocorreu num prédio público de Dallas, durante a transferência de Oswald para outra prisão. Jack Ruby alegou razões passionais para cometer o crime e disse que pensou que seria visto como herói nacional. A morte de Oswald, em novembro de 1963, foi o primeiro assassinato transmitido ao vivo na História e causou grande comoção nacional. A foto de Robert H. Jackson ganhou o Prêmio Pulitzer.

O fotógrafo Augusto Malta retratou as polacas do início do Século XX

© Foto de Augusto Malta. As “polacas”, Rio de Janeiro. 1920.

As “polacas” se prostituíram nas ruas do Rio de Janeiro, São Paulo, Buenos Aires e Nova York. Judias, nascidas no Leste Europeu. Conhecidas como "polacas", essas mulheres eram na maioria pobres, deixaram seus países ameaçadas por ondas de anti-semitismo, sem perspectivas, e acabaram recrutadas por cafetões. As fotos de Augusto Malta, que pertencem ao Museu da Imagem e do Som (MIS), no Rio, abrangem todos os aspectos da cidade, há uma parte dedicada às polacas retratadas nas zonas do meretrício do Mangue e da Lapa, no Rio de Janeiro.
http://www.mis.rj.gov.br/

domingo, 26 de julho de 2009

Foto de Domingo: Roberto Schmitt-Prym

© Foto de Roberto Schmitt-Prym. Imagem da série "Cenários da Memória".  Castelo Sant'Angelo, Roma. Veja mais fotos de Roberto Aqui

sábado, 25 de julho de 2009

A imagem que venceu os prêmios Pulitzer e World Press Photo

© Foto de Oded Balilty. The Power of One. 2007.

O fotógrafo Oded Balilty registrou a cena de uma judia, que em 2006 tentou sozinha conter o exército israelense que expulsava colonos ilegais da Cisjordânia. A foto foi vencedora do Prêmio World Press Photo e do Prêmio Pulitzer. Oded Balilty nasceu em 1979 em Jerusalém, Israel. Durante o seu serviço militar, Oded aprendeu noções básicas da fotografia e atuou como fotógrafo para o jornal “Defense Force”. Após o seu serviço, Oded passou a trabalhar para a agência foto ZOOM 77 e para o jornal “Yedioth Ahronot”. Em 2002, no auge do conflito entre Israel e Palestina, ele começou a trabalhar com a “Associated Press”, em Jerusalém, cobrindo eventos como a Cimeira da OTAN em Istambul e manifestações pós-eleitorais da Ucrânia, em 2004.

sexta-feira, 24 de julho de 2009

Feira Cultural da Fotografia exibe grandes momentos do futebol brasileiro

© Foto de Alberto Ferreira, bicicleta de Pelé. Maracanã, 1965. Imagem que se tornou um dos ícones do jornalismo esportivo

A Feira Cultural da Fotografia vai mostrar imagens de grandes momentos do futebol pentacampeão, que poderão ser vistas neste domingo, dia (26/07), no Museu da República, no Rio. A feira tem como convidado o fotógrafo carioca Guacyr Aranha. Uma das imagens que serão exibidas é a foto de Alberto Ferreira, da bicicleta de Pelé, feita em 1965, durante uma partida entre Brasil e Bélgica, no Maracanã, imagem que se tornou um dos ícones do jornalismo esportivo. Feira Cultural da Fotografia. Museu da República – Palácio do Catete (em frente à estação do metrô do Catete). Data: domingo, 26/07/2009. Exposição no jardim do Palácio: das 10 às 17h. Entrada franca – Estacionamento interno (pago). Em caso de chuva, a exposição será adiada para semana seguinte. Fonte: Arfoc-RJ

Exposição do fotógrafo Mauro Restiffe foi destaque em festival realizado na Espanha

© Foto de Mauro Restiffe. “Red Light Portrait 19”, 2006.

A edição do PhotoEspaña 2009 será encerrada no próximo domingo, dia (26/07). Um dos destaques foi a mostra do fotógrafo paulista Mauro Restiffe, considerado como um dos artistas renovadores da fotografia documental brasileira. A exposição intitulada “Mirante” acontece na Casa da América em Madri, com mais de 30 imagens em preto e branco, onde cidades como São Paulo, Istambul, Washington e Taipé se tornam personagens. A mostra que também se encerra neste domingo, dirige a atenção para metrópoles do mundo, de tal forma que, segundo o autor, "se estabelece um diálogo entre a cidade e a fotografia". Assim, a vastidão e o silêncio da arquitetura islâmica de Istambul dialogam com os espaços de Brasília; os motoristas presos no trânsito de Taipé, com os transeuntes deslumbrados pela luz dos edifícios da Quinta Avenida, em Nova York.O uso da cidade como protagonista se reflete também nas fotografias da posse do primeiro mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em 2003, ou da do chefe de Estado americano, Barack Obama, em Washington, no dia 20 de janeiro - nenhum dos dois aparece retratado. O fotógrafo paulista retira o sentido turístico destes eventos para tratá-los como documento histórico. "Restiffe não cai na homogeneização da fotografia porque cria uma nova linguagem em cada série. Em cada cidade que retrata, cria uma linguagem diferente", destaca o curador da mostra, o brasileiro Rodrigo Moura. Mauro Restiffe nasceu em 1970. Ele estudou na Fundação Armando Álvares Penteado (FAAP), na capital paulista, e no Centro Internacional de Fotografia de Nova York. Além de Mauro Restiffe, o Brasil esteve representado na PhotoEspaña 2009 por Vik Muniz, Albano Afonso, Márcio Vilela e Claudia Andujar.

quinta-feira, 23 de julho de 2009

A fotografia de um dos momentos mais marcantes da história recente no Brasil

© Foto de Fernando Rabelo. Com medo de represálias, meninos e meninas de rua cobrem o rosto durante o enterro das crianças assassinadas na Chacina da Candelária. Rio de Janeiro, 1993.

Na madrugada do dia 23 de julho de 1993, oito crianças moradoras de rua foram assassinadas à sangue frio por policiais militares enquanto dormiam sob uma marquise, em frente à Igreja da Candelária, no Rio de Janeiro. Elas estavam sendo ameaçadas de morte por policiais após um menino atirar pedras em um carro da corporação. O crime repercutiu no mundo todo. Essa fotografia foi feita horas depois durante o enterro das vitimas no cemitério do Caju. Com medo de represálias e aterrorizadas, as crianças escondiam os seus rostos para não serem fotografadas. Foi um dos momentos mais marcantes da história recente no Brasil.

Clicio Barroso lança guia completo para fotógrafos digitais


Acaba de ser lançado o novo livro, do fotógrafo Clicio Barroso intitulado "Adobe Photoshop Lightroom ", fartamente ilustrado, trata do fluxo digital da imagem desde sua captura até seu arquivamento, e explica passo-a-passo, com exemplos de trabalhos reais, as potencialidades do Adobe Photoshop Lightroom, um aplicativo simples, intuitivo, enxuto mas extremamente poderoso.Apesar de seguir uma ordem de uso cronológica, importando, processando, imprimindo, exportando, também pode ser usado como referência, possibilitando tirar as dúvidas mais comuns consultando-se diretamente os capítulos correspondentes. Várias dicas acompanham cada capítulo, e alguns truques que podem acelerar seu trabalho estão por todo o livro. O autor, Clicio Barroso Filho, é fotógrafo profissional desde 1972, com formação em Design de Multimídia e ministra cursos, palestras e workshops de tecnologia digital e fotografia avançada em várias instituições de ensino. Adquira online o livro Aqui

quarta-feira, 22 de julho de 2009

Exposição mostra as várias linhas em que trafega a linguagem audiovisual na fotografia

© Foto de Valéria Simões. Imagem que está sendo projetada no Oi Futuro, no Rio.

O Foto in Cena marca presença no FotoRio 2009 com projeção no Oi Futuro, sob curadoria de Debora 70 e Milton Guran. A idéia da coletiva é mostrar as várias linhas em que trafega a linguagem audiovisual na fotografia. Ora um poema visual com seqüências de textos e imagens, ora em um contraponto com a fotografia documental. Projeções: Dorival Moreira com “Um olhar sobre São Paulo” oferece cenários diversos em suas passagens, Américo Vermelho mostra casas e carros revirados, árvores caídas em imagens que não precisam de legenda, num ensaio sobre o “Furacão Katrina”, Valéria Simões em “Lugar de Ausência” expõe vestígios, insinua presenças, capta o vazio apresentando imagens carregadas de plasticidade, Guito Moreto além de uma visão geral da Festa de São Jorge "A Saga Escarlate" ilustra a manifestação da fé e da religiosidade através da representação imagética. “O destino da palavra é tornar-se água" de Danielle Fonseca mostra uma caixa de correspondências branca que vem sendo instalada nos mares e rios desde o início de Junho de 2008, "Os Estados da Luz" de Flávia Lage, retratam a luz em suas várias formas, "SOBRE", de Nicole Lima, a imagem como fatia, superfície plana, "Deslocamento" de Susana Dobal, a partir de frases aparentemente aleatórias, constrói-se um elo entre viagens de trem, fragmentos de textos, cenas e detalhes da França e Paula Cinquetti expõe as "Séries Invertidas"que foram produzidas com a câmera fotográfica Olympus Pen, popularmente conhecida por duplicar o filme 35mm gerando imagens de “meio-quadro”. FOTO IN CENA projeção no Nível 08 do OI FUTURO. (Rua Dois de Dezembro, 63 – Flamengo. Rio de Janeiro). Até 6/09/2009.

Estréia no Brasil documentário da cineasta e fotógrafa Agnès Varda

© Foto de Agnès Varda. Auto-retrato feito durante as filmagens do documentário "Les Plages d'Agnès", que é considerado um dos mais belos filmes de Varda.

Estréia nos cinemas nesta quinta-feira, dia (23/07), o filme "Les Plages d'Agnès", um documentário autobiográfico de Agnès Varda, a "Grande Mãe" do cinema francês, a fotógrafa que passa das imagens fixas para o cinema porque quer "ter mais palavras". Ao regressar às praias que marcaram a sua vida, Agnès Varda inventa uma forma de auto-documentário. Agnès coloca-se em cena entre os excertos dos seus filmes, imagens e reportagens. Nos primeiros trechos do filme, entramos nas fotografias da sua infância em Bruxelas, da vida no barquinho em Sète, da chegada a Paris. O primeiro emprego foi o de remendar redes, arte que aprendeu com um pescador. Faz-nos partilhar com humor e emoção o seu percurso, os primeiros passos como fotógrafa de teatro, cineasta nos anos cinqüenta, a vida com Jacques Demy, a sua militância feminista, as viagens a Cuba, à China e aos EUA, o percurso de produtora independente, a sua vida em família e o amor das praias. "Quando faço retratos, a beleza sai do rosto das pessoas: fazer uma foto é dividir, fazer cinema é dividir", afirma Varda. Duração: 110m. Veja o trailer Aqui

terça-feira, 21 de julho de 2009

Festival de Woodstock comemora 40 anos com mostra do fotógrafo Burk Uzzle

© Foto de Burk Uzzle. Festival de Woodstock, 1969.

O festival de Woodstock, que reuniu mais de 300 mil pessoas na maior manifestação do movimento hippie já vista, celebra em agosto 40 anos. Para comemorar a data, a Laurence Miller Gallery, em Nova York promove exposição com fotos de Burk Uzzle, que fotografou o evento na perspectiva de um participante. Ao invés de documentar a música, Uzzle optou por se concentrar seu olhar nos bastidores do festival mais famoso da historia do rock. Burk Uzzle começou a trabalhar aos 14 anos, teve seu primeiro emprego de fotógrafo em tempo integral aos 17 anos de idade. Alguns anos depois, se tornou o mais jovem contratado da revista LIFE. Por duas vezes foi eleito presidente da Agência Magnum. A exposição vai até 20 de agosto de 2009. Veja mais fotos Aqui

Iatã Cannabrava retratou a periferia de diversas cidades da América Latina

© Foto de Iatã Canabrava. Imagem que compõe a série "Uma Outra Cidade", em exibição no Museu da Casa Brasileira, em São Paulo.

O fotógrafo Iatã Cannabrava inaugura hoje, dia (21/07), a exposição "Uma Outra Cidade", no Museu da Casa Brasileira, em São Paulo, que apresenta 50 fotografias realizadas por ele entre 2000 e 2009, retratando a periferia de diversas cidades latino-americanas, como Lima, Caracas, La Paz, Buenos Aires, Montevidéu e Belém.O material da mostra também originou um livro intitulado "Uma Outra Cidade", editado pela Imprensa Oficial do Estado de São Paulo e Editora Terceiro Nome e que será lançado no museu no próximo dia (04/08), a partir das 19 horas. Fotógrafo, curador e agitador cultural, Iatã Cannabrava participou de mais de 40 exposições. Ganhou os prêmios P/B da Quadrienal de Fotografia de São Paulo, em 1985, o concurso Marc Ferrez da Funarte, em 1987, e dois prêmios da Secretaria de Estado da Cultura de São Paulo, em 1996 e 2006. Suas fotografias foram publicadas em diversos livros e nas coleções Masp-Pirelli, Galeria Fotoptica, Coleção Joaquim Paiva e MAM/São Paulo. Como agitador cultural, foi presidente da União dos Fotógrafos de São Paulo de 1989 a 1994, criou e dirige a empresa Estúdio Madalena, onde organizou mais de 30 exposições e ministrou mais de 80 workshops, além de projetos especiais, como Revele o Tietê que Você Vê, em 1991; Foto São Paulo, em 2001; Povos de São Paulo - Uma Centena de Olhares sobre a Cidade Antropofágica, em 2004, e a Expedição Cívica, Ecológica e Fotográfica De Olho nos Mananciais, em 2008. É responsável pela coordenação da programação do Festival Internacional de Fotografia de Paraty - Paraty em Foco e coordena o Fórum Latino-Americano de Fotografia de São Paulo. A exposição "Uma Outra Cidade", ficará em cartaz até 23 de agosto. O lançamento acontece no próximo dia 4, a partir das 19 horas. Museu da Casa Brasileira fica na Av. Faria Lima, 2.705, SP, tel. 3032-3727.

segunda-feira, 20 de julho de 2009

As fotógrafas Isabela Kassow e Daniela Conti inauguram painel com fotocolagem digital

© Fotos de Isabela Kassow e Daniela Conti. Painel com fotocolagem digital de 4,70x1,20m, que está sendo exibido na área externa do Oi Futuro.

As fotógrafas Isabela Kassow e Daniela Conti inauguram hoje, dia (20/07), às 20 horas, dentro da programação FotoRio 2009, uma fotocolagem digital num painel de 4,70x1,20m, na área externa do Oi Futuro, que conta um momento da vida de uma mulher moradora da Rocinha, chamada Maria. O trabalho foi realizado por Isabela Kassow, 43, e Daniela Conti, 33, entre setembro de 2008 e abril de 2009, na comunidade da Rocinha, no Rio de Janeiro. A idéia da fotocolagem foi sugerida por Daniela, que já havia participado do projeto Urban Space com quatro trabalhos usando essa linguagem. O primeiro passo foi encontrar o personagem, que deveria ser uma mulher de meia idade e com uma bonita e interessante história de vida, vivendo em comunidade. Alguém com personalidade! A Rocinha foi escolhida por ser emblemática. Por sua localização, sua dimensão e densidade demográfica, sua história e seus tipos humanos sabíamos que ali encontraríamos a pessoa certa para participar conosco desse projeto. As duas fotógrafas retrataram ao mesmo tempo, mas cada uma em seu ângulo, a rotina intensa de Maria: ela fazendo almoço, dando de comer aos netos, bisnetos e às crianças que ela toma conta. Ela indo buscar as crianças na escola, na casa da filha, no mercadinho, na peixaria, em frente de casa de conversa com a vizinha. Maria almoçando, vendo TV, falando ao telefone, dando banho no cachorro. Descansando no sofá e comendo laranja. Foram quase cinco mil imagens digitais realizadas (as duas juntas!), usando somente o material da sala azul por acreditarem que aquele local tinha uma unidade visual que serviria para a fotocolagem. Além da sala azul ser o coração da casa; o lugar onde tudo acontece. Também se inspiraram no azul e na delicadeza do pintor modernista Marc Chagall e em aspectos do cubismo, que desconstrói objetos para contar uma história. Porém nossas cores são mais fortes, com mais contrastes! Oi Futuro – Rua Dois de Dezembro, 63, Flamengo – (21) 3131 3060. De Terça à Domingo, de 11h às 20h. Entrada Gratuita.

Festival nacional de fotografia promete movimentar o panorama cultural de Salvador

© Foto de Pierre Verger. Imagem que compõe a mostra “À Procura de Um Olhar: Fotógrafos Franceses e Brasileiros Revelam o Brasil”, que abrirá festival em Salvador.

O curador de Fotografia da Pinacoteca de São Paulo, Diógenes Moura chega a Salvador nesta quarta-feira para acompanhar os últimos preparativos do festival “A gosto da fotografia”, que acontece em cinco espaços da cidade de 31 de julho a 13 de setembro. A capital baiana volta a sediar o já consagrado festival, um dos mais expressivos e criteriosos projetos sobre fotografia no Brasil. Em sua quinta edição, o festival renova parceria com a Pinacoteca do Estado de São Paulo e promete movimentar o panorama cultural da cidade com mostras inéditas de fotógrafos brasileiros e estrangeiros. O Palacete da Artes inaugura o evento com a abertura da exposição “À Procura de um Olhar – fotógrafos franceses e brasileiros revelam o Brasil”, com cerca de 100 imagens - mostra que integra o Ano da França no Brasil. No mesmo espaço também poderá ser vista a obra do fotógrafo baiano e grande homenageado Voltaire Fraga. Completando o projeto estarão Vânia Toledo, Ieda Marques, Marc Dumas e Sérgio Benutti, além de palestras, entrevistas e exibições de filmes que ocuparão alguns dos mais importantes espaços culturais da cidade.
Acesse o site do festival Aqui

domingo, 19 de julho de 2009

Foto de Domingo: Loretta Lux

© Foto de Loretta Lux. The Rose Garden, 2001. Veja mais fotos de Loretta Aqui

sábado, 18 de julho de 2009

Jornal espanhol diz que foto de Robert Capa foi feita a 50 km do campo de batalha

Foto de Robert Capa. “Morte de um miliciano”. Espanha, 1936.

Uma das mais emblemáticas fotografias de guerra de todos os tempos continua suscitando controvérsias. Ontem o jornal espanhol El Periódico, que diz ter realizado um estudo sobre a mítica foto da Guerra Civil Espanhola intitulada “Morte de um miliciano” tirada em setembro de 1936, sustentou que Robert Capa fotografou seu soldado num local onde não houve combate, a 50 quilômetros de distância, perto da cidade de Espejo, comprovando que na realidade a foto foi uma farsa. El Periódico disse que baseou o seu estudo sobre uma seqüência exibida em Nova Iorque em 2007 e agora em Barcelona com 150 fotografias tiradas por Capa em conflitos ao redor do mundo durante os anos 1930 e 1940.
Leia mais Aqui

O lendário fotojornalista W. Eugene Smith

© Foto de W. Eugene Smith, Marine Demolition Team Blasting Out a Cave on Hill 382, Iwo Jima, 1945.
(Clique na imagem para ampliar)

W. Eugene Smith (1918-1978) foi um fotógrafo norte-americano nascido em Wichita, Kansas, onde começou a sua carreira trabalhando para dois jornais locais. Depois foi morar na cidade de Nova York e trabalhou para a Newsweek, tornando-se conhecido por seu perfeccionismo e pela sua forte personalidade. Smith foi demitido da Newsweek por recusar o tipo de câmera que seu patrão queria lhe impor. Como correspondente da II Guerra Mundial, Smith retratou a linha de frente da ofensiva norte-americana contra o Japão, em Saipan, Guam, Iwo Jima e Okinawa. Em Maio de 1945, durante o conflito de Iwo Jima ele sofreu graves ferimentos em uma das mãos e no rosto na explosão de um míssel. Foram necessárias 33 operações para recuperar as suas capacidades: “Quando quis experimentar tirar uma fotografia, até me foi difícil pôr o filme na máquina”, contou Smith. Após dois anos de tratamento, cirurgias plásticas e muitas dúvidas sobre o futuro, Smith voltou ao trabalho ainda mais inspirado em defender seus ideais de “fotografia humanística” (“humanistic photography”). Ingressou na Agência Magnum em 1955. A foto que ele fez sobre o desastre de Minamata em 1972 é uma das imagens mais conhecidas da sua obra. Veja mais fotos de W. Eugene Smith Aqui

sexta-feira, 17 de julho de 2009

Antes de se tornar cineasta, Stanley Kubrick trabalhou como fotógrafo

© Foto de Stanley Kubrick. Auto-retrato feito na década de 40.

Antes de se tornar cineasta, Stanley Kubrick trabalhou como fotógrafo na adolescência. O garoto tímido do Bronx registrava de forma dramática o cotidiano de Nova York, com preferência pelos personagens do submundo da cidade. Ele foi o mais jovem fotógrafo a ser contratado pela revista Look, Kubrick tinha 17 anos quando captou a expressão melancólica de um vendedor de jornais lendo a notícia da morte de Franklin D. Roosevelt, enviou a foto à revista, que a comprou por 25 dólares e a publicou na edição de 26 de Junho de 1945. A foto acabou por dar a Kubrick um emprego em tempo integral na revista como repórter fotográfico. Por lá trabalhou até 1951. Kubrick registrou com suas lentes as mais diversas situações da Nova York dos anos 40. Kubrick não só gostava de flagrar os seus personagens, como às vezes escondia a sua câmera em saco de papel (com um buraco para a lente), especialmente quando fotografava no metrô. Muitas dessas fotografias, tiradas entre 1945 e 1950, nunca foram vistas pelo público. O espólio fotográfico da Look foi doado à Biblioteca do Congresso americano e das cerca de trezentas imagens que Kubrick captou enquanto fotógrafo profissional, mais de cem estão disponíveis na coleção do Congresso americano. Kubrick, que morreu em 1999, ficou conhecido como diretor por filmes como Laranja Mecânica, O Iluminado, Spartacus e De Olhos Bem Fechados. Veja mais fotos de Stanley Kubrick Aqui

Morre o fotógrafo de arquitetura Julius Shulman, aos 98 anos

© Foto de Julius Shulman. A fotografia "Case Study House No. 22" que levou milhões de pessoas a sonhar com uma vida perfeita. Los Angeles, 1960.

O fotógrafo norte-americano Julius Shulman morreu aos 98 anos em Los Angeles, no Estado americano da Califórnia, informou nesta quinta-feira seu representante, Craig Krull. Nascido em Nova York, em 1910, Shulman morreu em sua casa na noite de quarta-feira. "Era o maior fotógrafo de arquiteturas de todos os tempos", comentou Krull. Shulman fez uma foto em 1960, intitulada "Case Study House Nº22", que levou milhões de pessoas a sonhar com uma vida perfeita. Eram duas mulheres sentadas numa casa de vidro aparentemente suspensa no ar, em Los Angeles. Quase 50 anos após a famosa foto, o homem visto como o melhor fotógrafo arquitetônico da história virou figura cult da arquitetura moderna minimalista da metade do século 20 que ele divulgou pelo mundo. As dezenas de milhares de fotos que ele fez nos anos 1950 e 1960 projetam o otimismo dos modernistas, que queriam melhorar a vida pelo bom design. "As pessoas estão descobrindo a arquitetura e o poder da fotografia", disse Shulman recentemente, em entrevista em sua casa, em Laurel Canyon, cercado por fotos e layouts de livros de arte de editoras como a Taschen. Shulman passou 12 dias fotografando a casa de Wright e sua escola Taliesen West, no Estado americano do Arizona, por onde passaram muitos dos arquitetos de Los Angeles. Leia mais sobre Julius Shulman Aqui
Fonte: Folha

quinta-feira, 16 de julho de 2009

Mais uma polêmica envolve a icônica imagem de Barack Obama

À esquerda, a foto feita por Mannie Garcia em abril de 2006, e à direita a criação do artista Shepard Fairey, realizada em 2008.

Uma polêmica sobre a – talvez – mais icônica imagem de Barack Obama foi parar na justiça. A agência de notícias Associated Press processou o artista Shepard Fairey por ter usado uma de suas fotos para o hoje famoso pôster em tons de vermelho e azul com o rosto do atual presidente americano. Esta semana, entretanto, o fotógrafo freelancer Mannie Garcia, autor da fotografia, declarou no tribunal que os direitos da agência sobre ela deveriam ser invalidados. "A AP está ciente – e estava quando preencheu o pedido de direitos autorais pela foto de Garcia – de que não era a verdadeira detentora dos direitos da imagem", afirmou o advogado do fotógrafo, George Carpinello. A agência processou Farey em março, acusando sua empresa, a Obey Giant Art, de violação de direitos autorais. A foto foi tirada em 2006 durante um debate sobre a crise humanitária no Sudão. A AP permanece confiante em seus direitos, pois alega que, naquele ano, Garcia era funcionário da agência. O fotógrafo, que hoje trabalha em Maryland, disse na corte que não poderia ser considerado funcionário da AP, porque trabalhou para a agência temporariamente, por um período de cinco semanas, sem benefícios como férias, seguro-saúde ou seguro-desemprego. Informações de Erik Larson [Bloomberg, 14/7/09].
Fonte: Observatório da Imprensa

Clício Barroso promove workshop e exposição em Recife

© Fotos de Clicio Barroso. Imagens que compõem a mostra “Verso/Reverso”, que será apresentada na Arte Plural Galeria, em Recife.

O fotógrafo paulista Clício Barroso chega ao Recife para ministrar um workshop na Arte Plural Galeria, no Bairro do Recife. Ele vai ensinar e demonstrar o uso das ferramentas do Photoshop CS4 e do Lightroom-Integrado, programas de edição e manipulação da imagem. As aulas serão realizadas de 07 a 09 de agosto, das 14h às 18h30. O objetivo do workshop é aumentar a produtividade dos fotógrafos usando um só aplicativo para ingerir, editar, processar, retocar, imprimir e arquivar as imagens. Dicas e técnicas não documentadas do Lightroom 2.0 e sua integração com o Photoshop CS4 também serão exploradas por Barroso durante as aulas. Estão disponíveis 25 vagas, as inscrições estão abertas e custam R$ 320, podendo ser pago em dois cheques pré-datado de R$ 160. Informações e inscrições pelos telefones: (81) 3424-4431/ 9164.3564 (Gabriela) / 9111.7568 (Tereza). Integrantes da associação de fotógrafos Fototech têm 20% de desconto. Além do workshop, o fotógrafo promove a exposição intitulada Verso/Reverso na Arte Plural Galeria e que tem abertura confirmada para o dia 5 de agosto. Com curadoria de Simonetta Persichetti e apoio da HP, a mostra trata basicamente do conceito de fragilidade da beleza contemporânea.

Depois de atrair 180 mil espectadores ao MASP, mostra de Vik Muniz termina domingo

© Vik Muniz. Elizabeth Taylor. Série Diamond Divas (2004).

Depois de atrair quase 50 mil pessoas à exposição no MAM do Rio de Janeiro, Vik Muniz superou essa marca no MASP ultrapassando os 180 mil espectadores. Com o maior número de visitantes em uma mostra de arte contemporânea do museu, a individual termina neste domingo, dia (19/07). Primeira retrospectiva sobre o artista no Brasil, a mostra "Vik" já passou pelos EUA, Canadá e México e reúne 131 trabalhos que passam por todos os momentos da carreira do "fotógrafo das multidões". Há obras da fase em que Muniz usou chocolate e diamante para retratar celebridades na recente série Pictures Of Garbage, formada por figuras desenhadas com objetos achados no lixo e fotografados do alto. Radicado em Nova York há 25 anos, o paulistano de Osasco é o artista brasileiro de maior prestígio internacional atualmente, junto com a pintora Beatriz Milhazes. Com uma popularidade que atinge não só os que têm interesse em artes visuais, a obra de Vik Muniz chama a atenção pelos materiais inusitados e técnica apurada, percebida até pelos mais leigos. Só para citar dois exemplos, ele trabalhou com pigmentos de tinta para reproduzir pinturas clássicas e usou escavadeiras para criar desenhos em áreas de mineração. Depois fotografou tudo. MASP, av. Paulista, 1578 - São Paulo – SP. tel. (11) 3251.5644 / Fax. (11) 3284.0574 R$ 15.

quarta-feira, 15 de julho de 2009

O fotógrafo canadense Robert Polidori promove palestra e exposição no IMS

© Foto de Robert Polidori. Casa devastada pelo furacão Katrina. Nova Orleans. EUA.

Amanhã, quinta-feira, dia (16/07), às 20hs, acontece a abertura da exposição do fotógrafo canadense Robert Polidori, que será precedida de palestra, às 19hs, no auditório do IMS com o próprio Polidori discutindo seu trabalho e sua trajetória ao longo dos últimos vinte anos. Na mostra serão exibidas 69 imagens, a primeira retrospectiva do artista na América Latina. Há séries sobre as cidades de Pripyat e Chernobyl, 15 anos após o acidente nuclear, Havana, Beirute e Nova Orleans, esta, devastada pelo Katrina, e cenas urbanas de Egito, Índia e Jordânia, além de apartamentos devastados por vândalos em Nova York. Robert Polidori foi fotógrafo da revista The New Yorker e colaborou para Geo, Architectural Digest Germany, Nest Magazine, Newsweek e Vanity Fair. Haverá distribuição de senhas uma hora antes (a partir das 18hs). IMS (Rua Marquês de São Vicente 476, Gávea, Rio de Janeiro) tanto para a palestra como para o vernissage.

Os nus femininos do fotógrafo Valdir Cruz estão em exibição no Rio

© Foto de Valdir Cruz. Studio's stairway. Nova York, 1989.

A LGC Arte Contemporânea e o FotoRio 2009, inauguram hoje, dia 15 de julho, às 19 horas, a mostra intitulada “NUS” do fotógrafo paranaense Valdir Cruz, radicado em Nova York há mais de 25 anos. Os nus femininos foram realizados ao longo de carreira do fotógrafo, desde o inicio dos anos 80 até 2009. A maior parte das obras foi fotografada com uma câmera de fole, ou seja, chapas formato 8 x 10 polegadas (aproximadamente 18 x 24 cms).Valdir já expôs em diversas galerias e museus nos Estados Unidos e Europa, além do Brasil, tendo seu trabalho nos acervos de coleções importantes, como o MoMA de Nova York, o Brooklyn Museum de NY, o Museum of Fine Arts de Houstone e o Masp de São Paulo. Em 2007, lançou o belíssimo livro “Caminho das Águas”, publicado pela CosacNaify. Abertura 15 de julho, das 19 às 23 horas. Visitação de 16 de julho a 29 de agosto. De terça a sexta das 11 as 19h. Sábado das 12 as 17h. Telefone: (21) 2263-7353. Veja mais fotos Aqui

terça-feira, 14 de julho de 2009

Jornal espanhol desvenda as circunstâncias do acidente que matou Gerda Taro

© Foto gentilmente cedida por Fernando Cambronero. O condutor do tanque que esmagou a fotógrafa Gerda Taro, Aníbal Gonzalez ( à esquerda), com um camarada russo.

Está desvendado mais um mistério da Guerra Civil espanhola: o homem que matou acidentalmente a fotógrafa Gerda Taro, pioneira do fotojornalismo e companheira de Robert Capa, e acabou com uma das mais prometedoras carreiras da fotografia moderna, chamava-se Aníbal González e tinha na cerca de 19 anos. A identidade do condutor do tanque que atropelou a fotógrafa e as circunstâncias exatas do acidente eram desconhecidas até o momento. Elas foram reveladas recentemente ao diário espanhol “El País” por Fernando Cambronero Tornero, sobrinho de Fernando Plaza, que conservou a memória oral do seu tio, falecido há cinco anos e as fotografias que este salvou da guerra escondendo-as nas botas quando foi feito prisioneiro ao terminar o conflito. Na tarde de 25 de Julho de 1937, na brutal confusão da retirada republicana em Brunete, debaixo do fogo da aviação de Franco, Gerda Taro – que trabalhava para o “Ce Soir”, caiu do automóvel em que ela estava dependurada e foi atropelada acidentalmente por um tanque T-26 russo do exército republicano. Gerda Taro apesar de esmagada foi levada ao hospital inglês de El Goloso, onde faleceu na madrugada do dia seguinte, seis dias antes de cumprir 27 anos. Aníbal González, o condutor do tanque, natural de Albacete, não percebeu e continuou o seu caminho. Foi o seu amigo Fernando Plaza, que conduzia outro tanque, que viu perfeitamente a horrível cena. Algum tempo depois, já fora da zona de combate, quando os tanques se preparavam para formar uma segunda linha defensiva, Plaza disse a González: "Esmagaste a francesa!".
Fonte: A Luz Clara

Willy Ronis, o mais parisiense dos fotógrafos humanistas vivos

© Auto-retrato de Willy Ronis. Autoportrait aux flashes. Paris, 1951.

Uma seleção de oitenta fotografias compõe a mostra retrospectiva de Willy Ronis, um dos fotógrafos franceses mais expressivos do século 20, da mesma geração de Bresson, Lartigue e Doisneau, que está sendo apresentada na cidade francesa de Arles. Conhecido como "o mais parisiense dos fotógrafos vivos", nascido em 1910, o trabalho de Willy Ronis precisou de muito tempo para ser reconhecido, o que só aconteceu na década de 80. Hoje, ele é uma das grandes referências mundiais da fotografia. Filho de um fotógrafo judeu de origem russa, Willy Ronis nasceu em Paris. O seu pai lhe presenteou a primeira câmera aos 16 anos. Em pouco tempo tornou-se fotógrafo para ajudar no sustento da família. Retratou Paris em todos os seus aspectos, registrando o cotidiano das ruas no pós-guerra. Considerado um dos mais importantes representantes da fotografia humanista, Ronis parou de fotografar em 2001. Vive em Paris e se dedica a organizar livros e exposições sobre a sua obra. Saiba mais sobre a exposição Aqui. Veja mais fotos de Willy Ronis Aqui

segunda-feira, 13 de julho de 2009

Mark Seliger lança no Brasil seu celebrado tributo fotográfico aos ídolos da música

© Foto de Mark Seliger. Johnny Cash, 1992.

O renomado fotógrafo norte-americano Mark Seliger vem ao Brasil para a edição de 2009 da PHOTOIMAGEBRAZIL e lança no dia 10 de agosto, em noite de autógrafos, o livro “Mark Seliger: The Music Book”, na Livraria Cultura Livraria Cultura, às 19h. A edição apresenta belíssimas fotografias dos principais astros da música internacional como Paul McCartney, Chuck Berry, Ray Charles, Johnny Cash, Diana Krall, Snoop Dog, Gilberto Gil, Ozzy Osbourne, Bono, Kurt Cobain, Courtney Love, B.B. King, Bob Dylan, Red Hot Chili Peppers, Metallica e Nirvana entre outros. Badalado no mundo das celebridades, Seliger é mundialmente reconhecido e famoso por seus retratos e estilo dos editoriais. Nesta sua exclusiva passagem pelo Brasil, Mark Seliger é presença garantida durante o maior evento de foto e imagem da América Latina, a 17ª PHOTOIMAGEBRAZIL. O fotógrafo participa do Fórum no dia 12 de agosto, com apresentação da palestra "Celebridades através das lentes de Mark Seliger”. Lançamento do Livro: Mark Seliger: The Music Book. Autor: Tom Wolfe. Preço: R$ 208. Dia 10 de agosto, às 19 horas. Livraria Cultura Conjunto Nacional. Av. Paulista, 2073 – São Paulo/SP. Acesse o site da PHOTOIMAGEBRAZIL Aqui

Mostra em Brasília destaca obras de grandes fotógrafos brasileiros

© Foto de Claudio Kubrusli. Imagem que compõe a coleção pessoal da curadora e pesquisadora Rosely Nakagawa.

Depois de ser exibida em Curitiba e São Paulo, chegou a vez de Brasília acolher a exposição intitulada "30 anos de fotografia", com quarenta imagens da coleção pessoal da curadora e pesquisadora Rosely Nakagawa. A exposição apresenta fotografias que Rosely reuniu durante os 30 anos de sua trajetória profissional, desde a primeira, que foi presente de Mario Cravo Neto, uma foto em preto e branco, até reunir um portfólio com 200 fotos de renomados fotógrafos brasileiros, das quais selecionou 40. Thomaz Farkas, Cristiano Mascaro, Carlos Moreira, Luiz Braga e Lucia Guanaes, são alguns dos fotógrafos que participam da mostra. Segundo a jornalista Simonetta Persichetti, as fotografias selecionadas para esta exposição mostram as transformações e a evolução da estética fotográfica ao longo de 30 anos de história da fotografia brasileira. A mostra fica em cartaz de 15 de julho a 16 de agosto, na Caixa Cultural (SBS, quadra 4), e fica aberta diariamente, das 9h às 21h. Entrada franca.

domingo, 12 de julho de 2009

Foto de Domingo: Manuel Alvarez Bravo

© Foto de Manuel Alvarez Bravo. "La hija de los danzantes". México, 1933.
Veja mais fotos de Manuel Alvarez Bravo Aqui

sábado, 11 de julho de 2009

A fotografia roubada

© Foto de Art Shay. A filósofa existencialista e ícone feminista Simone de Beauvoir. Chicago. 1952.

O fotógrafo Art Shay fez essa célebre foto em Chicago em 1952. Simone de Beauvoir era filósofa existencialista e ícone feminista. Art Shay era amigo de seu amante da época, o escritor Nelson Algren. O fotógrafo viu a cena pela porta entreaberta da sala de banho e a eternizou para sempre. “Como jovem fotógrafo da Life Magazine, eu sempre levava minha Leica comigo. E esse dia não era exceção. Estritamente falando, sim essa fotografia foi roubada, segundo uma ótica feminista. Eu me encontrava então nessa situação, fotógrafo estagiário da Life Magazine (inicialmente contratado para carregar as sacolas e escrever as legendas), quando eu vi Beauvoir sair do banho e ficar se penteando na frente do espelho. Eu rapidamente tirei duas ou três fotos e ela escutou os cliques. "Você é um rapaz malvado", ela me disse, no entanto, ela nem me pediu para que eu parasse de fotografar, nem fechou a porta, para mim, Madame não era "uma instituição" nessa época, era acima de tudo a amante estrangeira do meu amigo”, afirmou o fotógrafo em entrevista para a revista francesa “Le Nouvel Observateur” em 2008.

sexta-feira, 10 de julho de 2009

Manipulação digital em fotos causa retirada de ensaio publicado no site do NYT

Uma das fotografias publicadas no "New York Times Magazine" onde se identificam partes duplicadas.
(Clique na imagem para ampliar)

O fotógrafo português Edgar Martins passou 21 dias fotografando 19 cidades norte-americanas, a convite do “New York Times Magazine”. O trabalho, com mais de uma centena de fotografias sobre os efeitos da crise econômica no país, foi publicado no passado fim-de-semana, em seis fotografias. E retirado na terça-feira depois de um leitor ter identificado nas imagens alterações feitas em computador. Edgar Martins, fotógrafo free-lancer português, residente na Inglaterra, explicou que se trata de um mal-entendido entre o que o jornal queria publicar e aquilo que era a intenção do artista. Nas fotografias imperam imagens de casas inacabadas, vazio e destruição deixados para trás por famílias e empresas norte-americanas arruinadas pela crise. Mas o que foi detectado por um leitor do Minesotta, programador informático, que confessa nem entender de fotografia, foi que, em pelo menos um caso, onde se via o interior vazio de uma grande casa em madeira, havia manipulação digital da imagem: um dos lados era literalmente o espelho do outro, uma imagem simétrica só conseguida com recurso a um editor de fotografia, como o conhecido programa Photoshop. O leitor da denúncia chama-se Adam Gurno e acabaria por ficar famoso depois de ter dado uma entrevista ao blogue “Bloggasm”, de Simon Owens, contando a sua descoberta. Daí o caso passou para o site “Photo District News”, especializado em informação sobre fotografia. E partir deste site a discussão alargou-se ainda mais na Internet. Os editores da “New York Times Magazine”, que nunca tinham detectado as alterações nas fotografias, não gostaram de saber destas alterações nas imagens, até porque o trabalho tinha sido anunciado como puramente documental. E retiraram a fotogaleria do site da revista: “Soubessem os editores que as fotografias tinham sido manipuladas digitalmente e o trabalho não teria sido publicado. Por isso foi retirado”, pode ler-se numa mensagem deixada no lugar do portfólio. “Sabia que ia desafiar as convenções do jornalismo. Eu não fui para observar, fui para comentar”, admite Edgar Martins que frisa que nunca colocou de lado o uso do computador e que fala de “um desencontro” sobre o modo como cada parte assumiu o ponto de partida para o trabalho.

Exposição na França reúne trabalhos em que fotógrafas e fotografadas são mulheres

© Foto de Julia Margaret Cameron. “My Favorite Picture of All My Works. My Niece Julia”. Abril, 1867.

“'No Feminino - Mulheres Fotografam Mulheres” é o título da exposição em cartaz até 29 de Setembro no Centro Cultural Calouste Gulbenkian, em Paris, com a originalidade de reunir trabalhos em que fotógrafas e fotografadas são mulheres. “Esta, julgo eu, é a primeira grande exposição só com fotografias de mulheres sobre o feminino”, afirmou o curador da exposição, Jorge Calado, adiantando que a iniciativa reescreve também a história da fotografia: “Sempre achei que a história da fotografia estava distorcida. Há mulheres fotógrafas tão boas como homens fotógrafos, em todas as alturas, mas a história da fotografia, tal como ela é conhecida e escrita, é dominada pelos homens”, esclareceu. A mostra reúne 140 obras de uma centena de mulheres fotógrafas, dos cinco continentes, entre 1850 e 2009 e abarca todos os gêneros fotográficos, contribuindo para o equilíbrio entre a representação do trabalho desenvolvido por homens e mulheres na arte fotográfica. “Acho que não há diferença entre o olhar masculino e o olhar feminino, e foi isso que, também, procurei aqui mostrar”, adiantou o curador. São exibidos na mostra trabalhos de Tina Modotti, Leni Riefenstal, Margaret Bourke-White, Dora Maar, Wynn Richards, Julia Margaret Cameron, entre muitas outras. Para o Diretor do Centro Cultural Calouste Gulbenkian de Paris, João Pedro Garcia, esta primeira mostra mundial em que com fotografias tiradas por mulheres a mulheres, é uma 'exposição de alta qualidade com obras primas raríssimas da história da fotografia desde meados do século XIX. Fonte: LUSA

A relação de Rodin e a fotografia

© Foto de Edward Steichen. Rodin—The Eve, 1907.

As sete mil fotografias encontradas em seus arquivos provam que o escultor Auguste Rodin colaborou com fotógrafos célebres e anônimos abrindo o seu ateliê para muitos deles no início do século XX. Entre eles: Eugène Druet, Jacques-Ernest Bulloz, Edward Steichen, Jean Limet, Stephen Haweis e Henry Coles, que registraram o processo de criação do artista no seu ateliê, dialogando entre a escultura e a fotografia. Pela primeira vez, o acervo fotográfico, exposto em 2008 no Museu Rodin, em Paris, participa de uma exposição fora da Europa. A mostra “Rodin, do Ateliê ao Museu”, estréia dia 13 de agosto na Casa Fiat de Cultura em Belo Horizonte, apresentado 195 fotografias originais do fim do século XIX e do início do século XX. Depois de Belo Horizonte, a mostra de Rodin segue para São Paulo.

quinta-feira, 9 de julho de 2009

Fotógrafo oficial do presidente Lula expõe no Rio de Janeiro

© Foto de Ricardo Stuckert. Imagem que compõe a mostra intitulada “Milhões de Lulas”, que exibe 80 imagens do fotógrafo oficial da Presidência da República.

Vai estrear dia 15 de julho, no Rio, a mostra intitulada “Milhões de Lulas”, que exibe 80 imagens do fotógrafo oficial da Presidência da República Ricardo Stuckert. A exposição se propõe a oferecer um recorte dos registros fotográficos do presidente nos mais diversos cenários, enfatizando, especialmente, a relação do presidente com os brasileiros. Ricardo Van Steen assina a curadoria da exposição. Ricardo Henrique Stuckert, brasiliense de 39 anos, nasceu em uma família de fotógrafos. Bisneto do suíço-alemão Edward, neto de Eduardo, filho de Roberto, Stuckert é a quarta geração deles. Atualmente ocupa o cargo de fotógrafo oficial da Presidência da República, função que já foi desempenhada por seu pai, no governo do general João Figueiredo. Começou sua carreira aos 19 anos, no jornal O Globo, e seguiu pelas redações de revistas semanais como Caras, IstoÉ e Veja. Em 2002, tirou fotos inéditas do então candidato à presidência do Brasil com a família, na intimidade de sua casa em São Bernardo do Campo, em São Paulo. Já eleito, foi convidado para o cargo de fotógrafo oficial. Desde o primeiro dia de mandato do presidente, que tomou posse em janeiro de 2003, onde quer que esteja Lula, Stuckert está por perto. Ele é o único integrante da equipe presidencial a acompanhá-lo em todas as viagens internacionais. Há mais de 70 meses, Ricardo Stuckert acompanha a rotina diária do presidente. Ricardo Stuckert – “Milhões de Lulas”. Vernissage dia 15 de julho, às 20h. Data: 15 de julho a 30 de julho. Grátis. Local: Centro Cultural Oduvaldo Viana Filho – Castelinho do Flamengo. Praia do Flamengo, 158 –Rio de Janeiro.

Chris Marker ganha mostra retrospectiva inédita no Brasil

© Foto de Chris Marker. Senhora caminha pela rue Gay Lussac em Paris após os distúrbios estudantis de maio de 1968.

Uma senhora de preto caminha pela rue Gay Lussac em Paris. Atrás dela, carros incendiados, ferros retorcidos, restos da barricada da noite anterior. A senhora caminha com a expressão tensa e mal entrevê, por trás dos óculos escuros, a câmera de Chris Marker, que registra aquele flagrante de maio de 1968. Pela primeira vez no Brasil, o Museu da Imagem e do Som vai exibir duzentas imagens do fotógrafo, documentarista e diretor de cinema Chris Marker, nome dos mais relevantes e misteriosos do cinema e do audiovisual contemporâneos. Exposição “Staring Back - Chris Marker”. Abertura: dia 14 de julho. De 15 de julho a 27 de setembro. Horários: De terça a sexta, das 12 às 19 horas; sáb, dom e feriados, das 11 às 18 horas. MIS – Museu da Imagem e do Som de São Paulo. Avenida Europa, 158, Jardim Europa. Entrada: R$ 4,00. Gratuito aos domingos. Informações: (11) 2117-4777.

O fotógrafo Fred Schiffer vai expor imagens que abordam a cultura milenar peruana

© Foto de Fred Schiffer. Imagem que compõe a exposição “Peru: Uma viagem pelos sentidos”.

Fred Schiffer, ex-fotógrafo do extinto jornal Última Hora, ex-professor da Escola de Artes Visuais do Parque Lage e do Centro Universitário de Fotografia da PUC-Rio, e da ONG http://www.amazonia.org.br/, coloca seu talento à frente de mais uma exposição: Peru: Uma viagem pelos sentidos. Em seu vôo recente, Fred Schiffer contabilizou 1.800 fotos digitais a bordo de sua poderosa Nikon, mas escolheu 40 delas. A partir de muita pesquisa, os rastros dessa viagem de 15 dias ao Peru, em janeiro de 2008, revelaram mais uma história sobre essa cultura milenar, cuja obra completa estará no salão do Forte de Copacabana (Av.Atlântica, Posto 6). Período da exposição: de 18 de julho a 03 de agosto. Horário: de terça a domingo (das 10 às 18h). Informações: (21) 2521.1032.

quarta-feira, 8 de julho de 2009

A francesa Sophie Calle realiza exposição e palestra em São Paulo

A artista conceitual e fotógrafa Sophie Calle na Bienal de Veneza, 2007.

Após o enorme sucesso em Paris, Nova York e Veneza, o Ano da França no Brasil traz para São Paulo a exposição “Cuide de Você” (“Prenez soin de vous”) da artista conceitual, jornalista e fotógrafa francesa Sophie Calle, que transformou o fim de um romance em arte. A exposição será aberta para convidados em 10 de julho e no dia 11 para o público no Sesc Pompeia, em São Paulo, e ficará em cartaz até 7 de setembro. No dia 11, Sophie Calle fará uma palestra às 15h, no Teatro do Sesc Pompeia.O mote da exposição foi uma carta de rompimento recebida de um ex-namorado, o escritor Grégoire Bouillier. Sophie Calle convidou 107 mulheres, famosas e anônimas, amigas ou estranhas, para analisar, interpretar e “esgotar” as mensagens contidas no texto e em seus subtextos. “É mais fácil realizar um projeto quando sofremos do que quando estamos felizes. Não sei o que prefiro: se é estar feliz com um homem ou fazer uma boa exposição”, já disse Sophie Calle. Em Salvador, a mostra será exposta no Museu de Arte Moderna da Bahia, de 22 de setembro a 22 de novembro. Exposição “Cuide de você”, de Sophie Calle. Sesc Pompeia. Rua Clélia, 93 – São Paulo. De 10 de julho a 7 de setembro. De terça a sábado, das 10h às 21h. Domingos e feriados, das 10h às 20h. Entrada gratuita.

Exposições retrospectivas de Gerda Taro e Robert Capa são abertas em Barcelona

© Foto Fred Stein. Os fotógrafos Gerda Taro e Robert Capa. Paris, 1936.

Duas exposições organizadas pelo Centro Internacional de Fotografia de Nova York (ICP), foram inauguradas em Barcelona, depois de serem exibidas NY e Londres. As mostras intituladas "Gerda Taro (1910-1937)" e "Esto es la guerra! Robert Capa en acción" vão permanecer no MNAC até o dia 27 de setembro. Pela primeira vez uma retrospectiva da fotógrafa Gerda Taro é apresentada na Espanha. Pioneira no fotojornalismo de guerra, Gerda teve sua fama ofuscada pela do seu amante, o legendário Robert Capa. Gerda morreu em 1937 esmagada por um tanque durante a cobertura de uma batalha. A mostra de Robert Capa exibe 150 fotografias tiradas nas guerras ao redor do mundo como fotógrafo de guerra durante as décadas de 1930 e 40, que fizeram dele um dos mais famosos fotógrafos do Século XX. Capa foi um dos primeiros a começar a utilizar as pequenas câmeras, como a famosa Leica, que lhe deram grande mobilidade. Em 1954, a convite da revista Life, Robert Capa foi cobrir a guerra na Indochina (mais tarde denominada Vietnã), acompanhando às forças francesas que combatiam os guerrilheiros comunistas. No dia 25 de Maio, no sul do país, perto do vilarejo de Thai Binh, Robert Capa saltou do caminhão do exército francês e embrenhou-se na mata para retratar manobras dos soldados no delta do Rio Vermelho, quando pisou em uma mina terrestre que dilacerou suas pernas. Robert morreu no meio a uma poça de sangue com a Leica na mão. Nas duas exposições serão exibidas imagens da mala mexicana encontrada com 126 rolos de negativos de 35 mm pertencentes a Robert Capa e Gerda Taro.

terça-feira, 7 de julho de 2009

Fotografia: memória e arte

© Foto de Anna Kahn. Imagem que compõe a mostra “Fotografia: memória e arte”, no Rio.

A Galeria Tempo apresenta na Casa do Saber, no Rio, a exposição “Fotografia: memória e arte”, com 19 trabalhos de sete artistas: Paula Trope, Deborah Engel, Claudia Tavares, Patricia Gouvea, Anna Kahn, Joana Mazza e Valeria Costa Pinto. A mostra integra a programação da FotoRio 2009. São apresentadas fotos individuais, dípticos e tripticos de sete fotógrafas, com diferentes perspectivas. O objetivo da exposição é mostrar um pouco da grande extensão que a fotografia assume nos diversos campos da nossa vida. “Memória, história, tempo, fotografia são palavras afins, conceitos complementares que se materializam na criação das sete artistas convidadas que surpreendem ao unir causa e efeito; sujeito e objeto numa única forma”, diz Márcia Mello, uma das sócias da Galeria Tempo ao lado de Georgianna Basto e Carolina Dias Leite. Exposição “Fotografia: memória e arte”, até 28 de agosto de 2009, de segunda a sexta, das 11h às 20h, na Casa do Saber, Avenida Epitácio Pessoa, 1164 – Lagoa – Rio de Janeiro (RJ). Telefone (21) 2227-2237. Entrada Franca. Acesse o site da Casa do Saber Aqui

Riso e melancolia são temas de exposição em Porto Alegre

© Foto de Yves Klein. A emblemática foto “Saut Dans Le Vide” feita em 1960 é considerada uma das obras de arte mais importantes do Século XX.

O riso e a melancolia são tema de uma exposição que ocorre na Usina do Gasômetro, em Porto Alegre, nas Galeria Iberê Camargo (térreo) e na Lunara (5º andar), permanecendo em cartaz até 26 de julho. A mostra “O Riso e a Melancolia” é uma coletiva que reúne trabalhos em vídeo e fotografia assinados por nomes como Yves Klein, Paul McCarthy, Thomas Hoepker, Terrence Koh, Martín Sastre, Guto Lacaz, Kátia Prates e Yoshua Okon, vários deles expondo pela primeira vez no Rio Grande do Sul. Segundo os curadores Bernardo de Souza e Mariana Xavier, “variantes de um amplo espectro emocional, o riso e a melancolia respondem por estados de espírito e de ânimo aparentemente opostos, porém complementares”. A célebre foto de Thomas Hoepker feita depois do atentado de 11 de setembro de 2001 é um dos destaques da exposição. Na imagem alguns jovens parecem indiferentes aos acontecimentos, enquanto uma nuvem negra de fumaça cobre os prédios de Manhattan. O público poderá também conferir de perto a emblemática foto “Saut Dans Le Vide”, do francês Yves Klein, considerada uma das obras de arte mais importantes do século XX. Na foto, em preto e branco, num ato suicida, representando com visível deleite na expressão do artista, de braços abertos em seu salto para o vazio. Klein é comumente visto como um enigmático precursor da arte contemporânea. Centro Cultural Usina do Gasõmetro. Avenida Presidente João Goulart, 551 – Centro. Porto Alegre. Telefone: (51) 3212 5979. Horário: de terça a domingo das 9h à 21h.
www.portoalegre.rs.gov.br/smc

Exposição itinerante de Edward S. Curtis e Claudia Andujar chega a Salvador

© Foto de Edward S. Curtis. EUA, 1922.

Depois de percorrer várias cidades brasileiras, a exposição itinerante “Legado Sagrado e Retratos Yanomami” chega a Salvador, Bahia. A mostra exibe os trabalhos do fotógrafo norte-americano Edward S. Curtis e da suíça naturalizada brasileira Claudia Andujar. “Legado Sagrado” mostra 60 fotografias do americano, pioneiro em revelar os costumes dos índios de seu país. As imagens exibem passagens da vida cotidiana e rituais dos peles-vermelha. Já em “Retratos Yanomami”, Claudia Andujar retrata, em 30 imagens, a luta do povo Yanomami pela preservação. Sempre entre a razão e a intuição, os cortes, enquadramentos e personagens de Claudia se arredondam para falar de uma incessante busca pelo entendimento e diálogo. A exposição será exibida na Caixa Cultural de Salvador. De 08/07 a 10/08. Rua Carlos Gomes, 57. Centro. Fone: 3322-0228. De terça a domingo, das 9h às 18h.

segunda-feira, 6 de julho de 2009

Museu Nacional de Belas Artes exibe mostra do fotógrafo Alécio de Andrade

© Foto de Alécio de Andrade. Museu do Louvre, Paris 1970. Imagem que compõe a mostra “O Louvre e seus visitantes”, que será inaugurada no dia 09 de junho, no Rio.

O Instituto Moreira Salles, em parceria com o Museu Nacional de Belas Artes, no Rio, inaugura na próxima quinta-feira, dia 9 de julho, às 12h, a exposição “O Louvre e seus visitantes”, um trabalho menos conhecido do fotógrafo brasileiro Alécio de Andrade (1938–2003), mas marcado pela mesma ternura genuína que caracteriza toda a sua obra. Fotógrafo, e também poeta, pianista e amigo de escritores e músicos do mundo todo, Alécio de Andrade, brasileiro residente em Paris, percorreu as salas do Museu do Louvre por quase trinta e nove anos, a partir de 1964. Desses passeios, deixou 12.000 imagens. Cada flagrante lembra uma cena teatral que assistiríamos por cima dos ombros do artista, tendo os visitantes como atores. Uma visão poética, onde o senso de humor se une a um certo carinho peculiar, revela a apropriação dos espaços do museu pelo público e as relações, às vezes insólitas, que se estabelecem entre alguns dos espectadores e as obras de arte. Paralelamente à exposição, será realizada no dia 10 de julho, às 16h, no auditório do Museu Nacional de Belas Artes, uma conferência em português de Jean Galard (diretor do serviço cultural do Museu do Louvre de 1987 a 2002) intitulada "O Louvre e seus públicos: uma política cultural". A exposição “O Louvre e seus Visitantes” faz parte da programação do Ano da França no Brasil. Museu Nacional de Belas Artes (MNBA). Av. Rio Branco – 199. Centro. Rio de Janeiro. Fone: 2240-0068. De 10/07 a 13/09 – De terça-feira a sexta, das 10h às 18h; sábado, dom e feriados, das 12h às 17h. Fonte: IMS