quarta-feira, 30 de setembro de 2009

A Galeria Tempo abre a exposição “Salão de Arte Fotográfica – Anos 1950”

© Foto de German Lorca. A geração fotógrafos modernos rompeu com o rigor “acadêmico”, ousou com fotos sem foco, enquadramentos diferentes do usual, fez muita experimentação, como a sobreposição de imagens, o alto contraste, e passou a buscar o grafismo.

A Galeria Tempo, no Rio, abriu a exposição “Salão de Arte Fotográfica – Anos 1950” trazendo cerca de 40 trabalhos focados na produção de 1950 dos fotógrafos Milan Alram, German Lorca, Jacob Polacow, Alberto Ferreira, Fernando Lemos, Geraldo Barros, Luiz Carlos Barreto, Gaspar Gasparian e Rubens Scavone. Apesar do foco da mostra ser na década de 1950, haverá algumas fotos de 1940 e 1960. O título sugere a idéia de um “salão de arte”, de grande importância nos anos 1950. “Quisemos resgatar a efervescência do momento, em que a fotografia era descoberta como obra de arte”, observam as sócias da Galeria Tempo, Marcia Mello, Carolina Dias Leite e Georgianna Basto. Essa geração fotógrafos modernos rompeu com o rigor “acadêmico”, ousou com fotos sem foco, enquadramentos diferentes do usual, fez muita experimentação, como a sobreposição de imagens, o alto contraste, e passou a buscar o grafismo “Eles começaram a se reunir como amantes de fotografia, e criaram temas e concursos, no Photo Club do Brasil, em São Paulo”, explica Marcia Mello. “Tudo passou a poder ser fotografado, até uma xícara de café”. À medida que as pesquisas foram se aprofundando, a fotografia ganha uma identidade que não existia até então. A fotografia vai em direção às questões geométricas, e se aproxima do movimento concreto e neoconcreto. Todas as fotografias que estão na exposição são em preto e branco, em um formato que varia de 30x40cm a 50x60cm. Várias são em edições vintage, ou seja, foram ampliadas pelo próprio fotógrafo, em período próximo do registro fotográfico, como no caso das obras de Lorca, Alberto Ferreira e Milan. Em outros casos, as ampliações foram feitas de forma analógica a partir dos negativos originais, e impressas, sob supervisão de seus herdeiros, como nos trabalhos de Geraldo de Barros, Polacow e Gasparian. As fotografias de Fernando Lemos, Scavone e Luiz Carlos Barreto foram digitalizadas a partir dos negativos, que em alguns casos precisarem ser recuperados. Exposição “Salão de Arte Fotográfica – Anos 1950”. De terça a sexta, das 12h às 19h e aos sábados, das 14h às 18h. Galeria Tempo: av. Atlântica, 1782, loja E, Copacabana, Rio. Informações: (21) 2255-4586. Até 14 de novembro.

Milton Guran vence o Prêmio Orilaxé

© Foto de Milton Guran. Chefe de culto em Uidá. Benim, 1996.

O fotógrafo Milton Guran venceu o “Prêmio Orilaxé”, na categoria Fotografia. Desde o ano 2000, quando completou sete anos de existência, o Grupo Cultural Afro Reggae vem homenageando pessoas e instituições que têm trabalhado em sintonia com percepções e desejos a respeito do mundo em que vivemos. A luta por melhorar esse mundo é o espírito que mobiliza o prêmio Orilaxé. Na linguagem dos povos iorubas, nossos ancestrais africanos, orilaxé significa “a cabeça tem o poder de realização”. Na cultura africana a cabeça é o receptáculo das forças emanadas pelos deuses e capaz de transformar o mundo. Simboliza também a capacidade de ordenar, governar e instruir. O júri criado pelo AfroReggae para este processo é composto por pessoas convidadas pelo grupo, de reconhecido saber sobre o que representa cada categoria. O objetivo é aprofundar o máximo possível a consistência e o caráter nacional do prêmio. Saiba mais sobre o Grupo Cultural Afro Reggae Aqui

O fotógrafo Renan Cepeda promove oficina de Light Painting no Peru

© Foto de Renan Cepeda. O fotógrafo Renan Cepeda vai promover um workshop sobre a técnica de light painting no Vale Sagrado, Peru.

O fotógrafo Renan Cepeda vai promover um workshop sobre a técnica de light painting no Vale Sagrado, Peru, de 30 de outubro a 08 de novembro de 2009. São 10 dias de oficina sobre a técnica de light painting, fotografando à noite em lindas paisagens e vilarejos do povo quéchua. O custo é de R$ 2.200,00 por pessoa, mais passagem aérea (em torno de mil reais). Inclui hospedagem, equipamento de acampar, guias e transportes pela região. “A idéia central deste encontro que estou promovendo surgiu no decorrer da realização desta série de fotografias noturnas que desenvolvo - de nome genérico "Night Paintings" - que resultaram em exposições pelo Brasil e exterior, com muito boa recepção do público, o qual me pergunta sempre se em algum momento poderia ensinar fotografia em geral ou esta técnica em particular. O máximo que vinha fazendo é falar em palestras e projeções de imagens em alguns eventos de fotografia, nunca tendo realizado um curso de campo, tal como proponho agora”, afirmou Renan. Para mais informações: (21) 2508.8900 / 8606.6688. E-mail: renan@renancepeda.com
Acesse o site de Renan Cepeda Aqui

terça-feira, 29 de setembro de 2009

Masp abre retrospectiva de Walker Evans, um dos maiores nomes da fotografia mundial

© Foto de Walker Evans. Nova York, 1931.

O Museu de Arte de São Paulo apresenta ao público “Walker Evans”, exposição que cobre os 50 anos de carreira de um dos maiores nomes da fotografia mundial. Composta pela principal coleção do grande retratista da América do Século XX, em sua maioria em preto e branco. Mais de 120 imagens detalham a perspectiva de Walker Evans sobre a sociedade americana dos anos 20 ao início da década de 70. Séries sobre a Grande Depressão, o cotidiano de Nova York e imagens de Havana sob o comando do ditador Machado, são alguns dos destaques na mostra em cartaz de 1º de outubro a 10 de janeiro, no 2º andar. O norte-americano Walker Evans, que originalmente queria ser escritor, descobriu a sua paixão pela fotografia durante os anos 20. Em imagens da modernidade das cidades registradas com uma câmera Leica, em 1928, Evans fotografou os arranha-céus de Nova York, demonstrando ousadia com ângulos inéditos para a época. A exposição traz também imagens de maio de 1933, quando Evans esteve em Havana, na época sob comando do ditador Geraldo Machado, e registra uma série de fotografias para ilustrar o livro “O Crime de Cuba”, de Carleton Beals. A foto Família cubana indigente, que exibe uma mãe sem-teto com três filhos vestidos e roupas esfarrapadas é típica de seu trabalho nesse momento. Dois anos depois o fotógrafo entra na Farm Security Administration, organismo federal criado pelo governo Roosevelt para divulgar a política do New Deal. Em 1936, em plena Grande Depressão, o escritor James Agee foi enviado pela revista Fortune ao Alabama para relatar a vida de agricultores do algodão e Agee convidou Walker Evans para acompanhá-lo. O resultado não foi aceito pela revista, mas foi publicado em livro com sucesso em 1941 sob o título “Let us Now Praise Famous Men”. Este trabalho é considerado expoente máximo da fotografia documental, como poética do cotidiano; foi tema da primeira exposição de fotografia realizada pelo Museum of Modern Art de Nova York – MOMA - e é um dos destaques da mostra do MASP. Num acompanhamento cronológico de sua carreira, a mostra chega ao período em que Evans trabalhou como fotógrafo e redator na revista Times, além de todo o projeto desenvolvido na revista americana Fortune, entre os anos de 1945 a 1966. Numa seção final de seu trabalho, da década de 50 ao ano de 1975, data de sua morte, Evans usa fotos coloridas para transmitir sua percepção da realidade, inovadora ao ponto de revolucionar história da fotografia mundial. Sua obra estava à época longe do que se considerava fotografia de arte, marcada pelo caminho equivocado do sentimento e da beleza evidentes. Com Evans, pela primeira vez a fotografia podia ter a mesma aparência de qualquer outra fotografia e mostrar qualquer coisa, de sapatos velhos a um passageiro no metrô. Sua arte dependia apenas da clareza, da inteligência e da originalidade de sua percepção como fotógrafo. Exposição “Walker Evans”. MASP - Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand. Av. Paulista, 1578. Fone: (11) 3251 5644. Vernissage: 30 de setembro, 19h. Exposição: 01 outubro a 10 de janeiro de 2010. Horários: De terças-feiras a domingos e feriados, das 11h às 18h. Às quintas-feiras, das 11h às 20h. Ingressos: Inteira: R$ 15,00. Estudantes: R$ 7,00. Gratuito até 10 anos e acima de 60 anos. Às terças-feiras a entrada é gratuita para todos. Classificação etária: Livre.
Fonte: Eduardo Cosomano - Comunique Assessoria de Comunicação
Veja mais fotos de Walker Evans Aqui

Livro com fotos inéditas do acervo da Princesa Isabel vence o Prêmio Jabuti 2009

Fotos inéditas de acervo da Princesa Isabel compõem obra “Coleção Princesa Isabel: Fotografia do Século XIX”, de Bia e Pedro Corrêa Lago (Capivara Editora).

Nesta terça-feira, dia (29/09), em São Paulo, a Câmara Brasileira do Livro (CBL) anunciou os vencedores da 51ª edição do Prêmio Jabuti. O primeiro lugar em cada categoria vai receber R$ 3 mil. Na categoria “Arquitetura e Urbanismo, Fotografia, Comunicação e Artes” venceu o livro “Coleção Princesa Isabel: Fotografia do Século XIX”, de Bia e Pedro Corrêa do Lago (Capivara Editora). Este livro revela a existência da coleção de fotografia brasileira formada pela Princesa Isabel e conservada por seus descendentes na Europa. Este conjunto de mais de mil imagens é apresentado nesta obra pela primeira vez, pois permaneceu desde sua formação acessível apenas a alguns membros da Família Imperial. Com a coleção Princesa Isabel ressurgem centenas de vistas desconhecidas do Norte ao Sul do País e ilustra-se também a evolução do retrato fotográfico no Brasil. A obra dos grandes artistas fotógrafo é enriquecida, ou mesmo revelada, e a Coleção abre a perspectiva de uma nova história brasileira no século XIX.

Claudio Edinger: “Da idéia às prateleiras: a concretização de um livro”

© Foto de Claudio Edinger. Imagem que compõe o livro “Rio”, 2003.

Por Teresa Bastos. Especial para o Images&Visions

O 5º Paraty em Foco encerrou-se no último domingo, dia 27 de setembro. No evento o fotógrafo Claudio Edinger ministrou um interessante workshop intitulado “Da idéia às prateleiras: a concretização de um livro” onde abordou a concepção de um projeto, desde a escolha de um tema à sua execução editorial. Em sua oficina falou a respeito da importância do trabalho de edição, direção de arte, divulgação e todas as etapas pelas quais passa um livro até sua publicação. Cláudio tem 13 livros publicados e durante o Paraty em Foco pôde mostrar seu trabalho, transmitir um pouco de sua experiência e também conhecer o trabalho dos participantes. A seguir algumas declarações de Claudio Edinger proferidas durante o workshop:
“É importante, ao se pensar um projeto, que o fotógrafo tenha compromisso com sua agenda, que saiba organizar sua vida e seu tempo”.
“Um livro é para o resto da vida”.
“No começo a gente não tem objetividade. É preciso fazer, editar, mostrar para confrontar olhares. Muitas vezes o que funciona de uma maneira afetiva para você, pode não funcionar como imagem”.
“Parafraseando Bonni Benrubi, (Ele se refere à proprietária da Galeria homônima em Nova York) agora é o momento em que vão se separar os homens dos meninos. Não dá para ser meio fotógrafo, tem que ser por inteiro”.
“Os trabalhos que estão sendo feitos hoje tem todo um cunho pessoal” (Ele cita Alessandra Sanguinetti).
“Meu trabalho é todo pessoal e tem a ver com a minha busca pela identidade. Sou judeu, mas sou hindu. Meu pai é alemão e minha mãe, russa. Nasci no Rio, vivi em Nova York e São Paulo.”
Qual é o meu lugar? São muitos...”
“Só tive dificuldade em minha carreira e essa é a minha bênção”.
“Orgulho e amor próprio em fotografia não dão certo. Você deve mostrar seu trabalho, ouvir opiniões, mas filtrar as idéias dos outros e tentar mostrar, na imagem, esse paradoxo. Porque as pessoas vão falar as maiores barbaridades com tom sério”...
“Às vezes precisamos ceder para fazerem as coisas acontecerem”.
Cláudio enfatizou alguns pontos importantes de um projeto de livro:
-Estar determinado, querer.
-Bagagem cultural, técnica, o que se sabe, o que se é, o que se busca. Estar informado sobre o assunto.
-Tema. Sem o chão de concreto, ele vai cair. Quanto mais relação tiver com você, melhor.
-Equipamento que você vai trabalhar, que seria a forma que você vai contar a história. Como contar a história é tão importante quanto a própria história.“As histórias pessoais são tão boas que merecem ser expressas. Você abre sua entranha para o mundo.”
A seguir mais alguns trechos da fala de Claudio Edinger em Paraty:
“As dificuldades com o tema são suas maiores aliadas.” Se conseguíssemos tudo, continuaríamos com essa “fome”?
“É preciso buscar trabalhos que te alimentem. Sem a “fome”, a gente não sai do lugar”.
“Fui paparazzi durante dois anos, fiz casamento, fotojornalismo...Foi horrível e foi maravilhoso”. A gente vive assim, sempre nesse paradoxo.”
“É importante estabelecer para você mesmo as suas prioridades. Sou um artista que faço fotojornalismo. Isso é importante. Nunca achei graça em fazer coisas que não durem. A impermanência da fotografia não me agrada.”
Cláudio mostrou imagens de sua carreira e de seus vários livros publicados. Entre eles: do Chelsea Hotel em Nova York (1983). Venice Beach (1985); Old Havana (1997); Madness (1997); Rio (2003); Um de seus mais recentes trabalhos, imagens do sertão da Bahia (2007) para ele é a busca da “alma” do Brasil. Fez todo o trabalho em grande formato, 4X5, em que a qualidade é 10 vezes maior que a da câmera 35 mm. Tem se interessado pelo foco seletivo. Para ele o foco prende, o desfoque libera. “Com a 4X5 você não pode errar. Você trabalha um pouco com a idéia da pintura, de estar ali, diante da paisagem, à espera”. Cláudio começou a trabalhar com grande formato a partir de 2000, com o projeto do Rio de Janeiro. Para Cláudio Edinger, “a experiência vai te dando poder de síntese, o que permite ao fotógrafo mais desenvoltura, pois agilidade tem a ver com familiaridade”. Aos interessados em elaborar uma publicação sugere determinação, persistência e a lembrança de que a fotografia exige tudo de você e é preciso atender ao apelo que ela te solicita.
Acesse o site de Claudio Edinger Aqui

segunda-feira, 28 de setembro de 2009

Imagens do 5º Paraty em Foco

© Foto de Fernando Rabelo. La danse du chaos, obra de Louise Chin e Ig Aronovich no 5º Festival Internacional de Fotografia Paraty em Foco, 2009.

© Foto de Leonardo DeGorter. Caminhada fotográfica com Luciano Candisani. 5º Paraty em Foco, 2009.

© Foto de Fernando Rabelo. Leitura de portfólio com Luciano Candisani. 5º Paraty em Foco, 2009.

© Foto de Fernando Rabelo. Lound da Fnac. 5º Paraty em Foco, 2009.

© Foto de Fernando Rabelo. As ruas de Paraty foram tomadas por amantes da fotografia durante o 5º Paraty em Foco, 2009.

© Foto de Fernando Rabelo. Evandro Teixeira é clicado pelo fotógrafo Leonardo Rodrigues nas ruas da cidade. 5º Paraty em Foco, 2009.

© Foto de Fernando Rabelo. Polaroides do coletivo SX70. 5º Paraty em Foco, 2009.

© Foto de Fernando Rabelo. Exposição da Galeria de Babel no IPHAN. 5º Paraty em Foco, 2009.

© Foto de Fernando Rabelo. Iatã Canabrava comanda o leilão de obras de vários fotógrafos no 5º Paraty em Foco, 2009.

© Foto de Fernando Rabelo. Mesa sobre a fotografia pernambucana. 5º Paraty em Foco, 2009.

© Foto de Fernando Rabelo. O festival teve a ilustre presença de Thomas Farkas. 5º Paraty em Foco, 2009.

© Foto de Fernando Rabelo. O workshop do fotógrafo italiano Francesco Zizola. 5º Paraty em Foco, 2009.

© Foto de Fernando Rabelo. De noite os bares eram tomados por participantes do 5º Paraty em Foco, 2009.

© Foto de Fernando Rabelo. Noite de projeção no Lound da Fnac do 5º Paraty em Foco.

© Foto de Fernando Rabelo. Mostra do projeto “Pinholes de Paraty”, do fotógrafo Geraldo Gobbato.

domingo, 27 de setembro de 2009

Foto de Domingo: Luciano Candisani

© Foto de Luciano Candisani.
Veja mais fotos de Candisani Aqui


sábado, 26 de setembro de 2009

O fotógrafo Alberto Melo Viana expõe em Curitiba

© Foto de Alberto Melo Viana. Imagem que compõe a mostra “Portas, Janelas. Luzes e Sombras”, que está sendo exibida na Fnac em Curitiba.

O fotógrafo Alberto Melo Viana abriu a exposição Portas, Janelas. Luzes e Sombras, na FNAC CURITIBA, no Shopping Barigui. A mostra fica até dia 19 de outubro e no dia 28 de setembro, às 19h30, haverá um coquetel e uma conversa com o autor. Viana foi convidado pela FNAC, através da curadora Rosely Nakagawa, para participar, com outros sete fotógrafos (Milton Guran, Walter Firmo, Arnaldo Papalardo, Fernando de Tacca, Eduardo Simões, Leopoldo Plentz e André Duzek) das comemorações dos 10 de anos da loja francesa no Brasil e do ano da França. A exposição fará tournée pelas oito lojas da rede em nosso país. O tour vai até maio de 2010. Alberto Melo Viana começou sua carreira como fotojornalista em 1976, quando concluiu o curso de jornalismo na PUC\PR. Trabalhou em vários jornais e revistas e tem trabalhos publicados nas revistas Veja, Istoé, Placar, Bizz, Viagem e Turismo e nos jornais O Estado de São Paulo, Folha de São Paulo, O Globo, Jornal do Brasil.
Fonte: Bem Paraná.

sexta-feira, 25 de setembro de 2009

Pedro Martinelli em Paraty : “fotógrafo tem que escrever e pensar os projetos”

© Foto de Fernando Rabelo. O fotógrafo Pedro Martinelli no 5 º Paraty em Foco.

Está acontecendo neste momento no 5 º Paraty em Foco o workshop “Projeto pessoal: processo de criação e produção”, do fotógrafo Pedro Martinelli. Com 15 integrantes, o worshop visa alinhar todas as etapas da construção de um projeto pessoal na fotografia. Martinelli começou as atividades fazendo algumas colocações sobre o ato de fotografar hoje, as mudanças do mercado editorial, as novas relações impostas a partir do digital e o posicionamento dos fotógrafos nesse novo mercado e novo paradigma. Algumas colocações dele:
“Hoje, com a banalização da fotografia, qualquer um fotografa. O que é bom por um lado, mas isso afetou profundamente a profissão do fotógrafo, que está se tornando cada vez mais difícil A saída que vejo é que os fotógrafos precisam propor projetos. “
“O fotógrafo precisa se adiantar hoje e começar a fazer suas pautas, colocar no papel suas idéias. A escrita entrou na concepção do projeto. Fotógrafo hoje precisa colocar no papel suas idéias e listar seus sonhos.”
“Fotógrafo tem que escrever e pensar os projetos”.
“Eu não era do tempo do fotógrafo que escrevia, mas hoje isso se faz necessário”.
“Minha grande galeria era a banca de revista”, hoje, o mercado editorial está cada vez menos aquecido.”
“A câmera fotográfica tem que ser uma extensão do corpo. Vejo hoje muita gente olhando para a câmera e não olhando para o mundo”. “No futuro, as câmera vão estar customizadas. Você vai chegar na loja e poderá “montar” a sua.

quinta-feira, 24 de setembro de 2009

O padre e o soldado ferido

© Foto de Héctor Rondon. O padre Padilla protege soldado ferido durante insurreição na Venezuela, 1962.

A dramática fotografia de um soldado ferido pedindo a proteção de um padre durante a insurreição cívico-militar na Venezuela em 1962, de autoria do fotógrafo Héctor Rondon e publicada na revista Life, venceu o prêmio Pulitzer daquele ano. A foto correu o mundo e se tornou um símbolo contra a violência dos anos sessenta.

quarta-feira, 23 de setembro de 2009

Começa em Paraty festival que reúne amantes da fotografia de todo o mundo

© Foto de Claudia Jaguaribe. O workshop da fotógrafa é um dos destaques do 5º Paraty em Foco.

De hoje até domingo acontece a 5º edição do Paraty em Foco – Festival Internacional de Fotografia Fnac. A programação deste ano apresenta um panorama das revoluções e renovações pelas quais passa a fotografia contemporânea. A cidade de Paraty é palco de relevantes discussões e apresentações, além de receber uma enorme gama de jovens e consagrados talentos da cena fotográfica brasileira e mundial. O evento inclui workshops, entrevistas, projeções e exposições de artistas que representam de forma significativa as tendências da arte no momento. Além disso, ações sociais, leilões, encontro de blogueiros e noites de festa contribuem para ampliar o público apreciador da fotografia e aproximar ainda mais os participantes do Festival. Outro destaque da programação são as noites de projeção, destacando sempre algum tópico especial da fotografia, como a noite da fotografia Pernambucana. O Images&Visions é um dos blogs convidados para participar do 1º Encontro da Blogosfera Fotográfica que vai ocorrer durante o evento. Leia mais Aqui

terça-feira, 22 de setembro de 2009

Os clássicos da fotografia em Lego

© Foto de Ian Bradshaw. Homem invade o campo nu durante uma partida de rúgbi na Inglaterra. 1974.

© Foto de Balakov. Reprodução da famosa imagem de Ian Bradshaw.

© Foto de Robert Capa. “Morte de um miliciano”. Espanha. 1936.

© Foto de Balakov. Reprodução da foto “Morte de um miliciano”, de Robert Capa.

© Foto de Eddie Adams. Execução do Capitão vietnamita. Saigon, 1968.

© Foto de Balakov. Reconstrução da célebre foto de Eddie Adams.

Balakov é um aficionado pela fotografia e continua reconstruindo as célebres fotografias da historia no álbum Classics in Lego. A Execução do Capitão vietnamita, de Eddie Adams e a Morte de um Miliciano de Robert Capa, são algumas das fotografias que Balakov reproduziu, entre outras. Veja a série “Classics in Lego” Aqui

A fotografia que venceu o World Press Photo Award de 1978

© Foto de Sadayuki Mikami. Homem é atingido por um coquetel molotov durante um protesto contra a construção do Aeroporto Narita, em Tókio, 1978.

A fotografia acima venceu o "World Press Photo Award 1978". A autoria é de Sadayuki Mikami. A imagem foi feita em 26 de março de 1978, no momento em que um homem arde em chamas depois de ser atingido por um coquetel molotov durante protestos violentos contra construção do Aeroporto Narita, em Tókio.

Leopoldo Plentz abre exposição na Fnac de Porto Alegre

Reprodução do convite da exposição de Leopoldo Plentz.

Leopoldo Plentz apresenta seu olhar sobre o Uruguai, Argentina e Brasil, nas capitais e cidades de fronteira. A mostra “Fronteira Sul” foi inaugurada na livraria FNAC do Barrashopping Sul, em Porto Alegre. As imagens foram realizadas em 2004, em um projeto apoiado pela Bolsa Vitae de Artes. “Eu fiz uma série de viagens em busca de uma identidade da fronteira. Se tu pega o sul do Rio Grande do Sul, o Uruguai e uma parte da Argentina, essa identidade acaba sendo bastante geológica. É a identidade do pampa onde se forja a figura do gaúcho”, descreve Plentz. Leopoldo iniciou a carreira em 1975, como fotógrafo industrial e de publicidade. Coordenou o Gabinete de Fotografia da Faculdade de Arquitetura da UFRGS (1980-1990) e foi professor de fotografia do Curso de Comunicação Social da Universidade de Passo Fundo (1990-1996). Recebeu a Bolsa Marc Ferrez, Infoto/Funarte (1984). Dedica-se à documentação de bens culturais e ensaios de expressão pessoal. A exposição segue em cartaz até 19 de outubro.

segunda-feira, 21 de setembro de 2009

Blog "Fotoclube F/508" celebra um ano de existência

© Foto de Roberto Schmitt-Prym. O blog deu início a sua nova fase com uma belíssima foto da primavera.

Hoje, dia 21 de setembro, é comemorado o primeiro aniversário do blog FotoclubeF508. Para celebrar esta data, foi realizada a fusão do site com o blog do fotoclube brasiliense, que antes eram separados. Esta união tem como objetivo facilitar ainda mais o acesso de todos aqueles que buscam informação e qualidade fotográfica na web. Os bons resultados são reflexos de muito trabalho e dedicação dos fotógrafos Humberto Lemos e Janaina Miranda, do Fotoclube F/508. A mudança chega como um novo visual e novo endereço. E neste espírito de comemoração, aproveitam para homenagear a Primavera. O blog deu início a essa nova estação com as belíssimas fotos de Fernanda Chemale e Roberto Schmitt-Prym.
Acesse o blog: http://www.fotoclubef508.com/

O fotógrafo Flávio Damm comemora 64 anos de carreira

© Foto de Flávio Damm. Portugal, 2002.

O Centro Cultural Correios, no Rio, abre nesta quinta-feira, dia 24/09, a exposição “O Olho Pronto”, do fotógrafo gaúcho radicado no Rio Flávio Damm, que comemora 64 anos de carreira. Flávio começou como auxiliar do fotógrafo alemão Ed Keffel e tornou-se conhecido ao fazer as primeiras fotos de Getúlio Vargas em sua fazenda após seu afastamento da presidência da República. Foi esse feito fotojornalístico que o levou a ser contratado pelo Cruzeiro, onde trabalhou por 15 anos. Seguidor de uma estética próxima a de fotógrafos como o mexicano Manuel Álvares Bravo, o húngaro André Kertész, o francês Robert Doisneau, o norte-americano Eugene Smith e os brasileiros José Medeiros e Alécio de Andrade. Flavio Damm, que produziu 60 mil negativos ao longo da sua trajetória, selecionou 64 fotos para a mostra dividida pelos blocos "Vejo Lisboa", "Linhas" e "Pombos pra que te quero". Centro Cultural Correios. Rua Visconde de Itaboraí, 20, Centro. Rio de Janeiro. Telefone (21) 2253-1580. Terça a domingo, 12h às 19h. Grátis. Até 01º de novembro.

domingo, 20 de setembro de 2009

Foto de Domingo: Robert Capa

© Foto de Robert Capa. Pablo Picasso e sua mulher Françoise Gilot na Riviera francesa, 1948. Veja mais fotos de Robert Capa Aqui

sábado, 19 de setembro de 2009

Olhar indiscreto

© Foto de Joe Shere. Sophia Loren e Jayne Mansfield no restaurante Romanoff's", em Beverly Hills, EUA. 1958.

A foto acima foi feita durante uma viagem da atriz Sophia Loren à Hollywood em 1958. Era uma noite de celebração no badalado restaurante "Romanoff 's". Sophia sentou-se ao lado da atriz americana Jayne Mansfield. O fotógrafo norte-americano Joe Shere estava numa mesa ao lado, de onde retratou as atrizes. Enquanto Jayne Mansfield sorria para a foto, Sophia Loren foi imortalizada olhando para o decote dela. A foto fez Joe Shere se tornar conhecido nos EUA.

A célebre fotografia da decapitação de Lampião e Maria Bonita

© Foto de Lauro Cabral de Oliveira. Lampião e mais dez cangaceiros, entre os quais Maria Bonita foram todos decapitados e suas cabeças foram expostas nas escadarias da igreja matriz de Santana do Ipanema, Sergipe. 1938.

Essa fotografia foi feita em 28 de julho de 1938, no município de Poço Redondo, Sergipe. Lampião foi morto por um grupamento da polícia militar alagoana chefiado pelo tenente João Bezerra, juntamente com dez de seus cangaceiros, entre os quais se encontrava sua companheira, Maria Bonita. Foram todos decapitados e suas cabeças levadas como comprovante de suas mortes, foram expostas nas escadarias da igreja matriz de Santana do Ipanema. De lá foram conduzidas a Maceió e depois para Salvador. Foram mantidas, até a década de 1970, como "objetos de pesquisa científica" no Instituto Médico Legal de Salvador.

sexta-feira, 18 de setembro de 2009

Foto revela o grande amor de Anne Frank

A imagem do jovem Peter Schiff foi encontrada no diário escrito por Anne Frank, enquanto ela se escondia na Holanda ocupada pelos nazistas.

A foto de um menino que Anne Frank chamava de seu "verdadeiro amor" está sendo exibida em Amsterdã, no Museu Anne Frank. A imagem do jovem Peter Schiff foi encontrada no diário escrito por Anne, enquanto ela se escondia na Holanda ocupada pelos nazistas. No ano passado a foto inédita foi doada para o museu. Anne Frank foi uma adolescente judia obrigada a viver escondida dos nazistas durante o Holocausto. Durante mais de dois anos, os Frank moraram em um anexo secreto de uma casa localizada à beira de um canal antes de seu esconderijo ser descoberto e a família enviada para os campos de concentração. "Peter era o menino ideal: alto, magro, bonito, com um rosto sério, sereno e inteligente", escreveu Anne sobre o garoto de 13 anos pelo qual se apaixonou em 1940, quando tinha apenas 11 anos. Peter morreu mais tarde em Auschwitz, e Anne morreu no campo de concentração de Bergen Belsen, em 1945. O diário escrito por Anne Frank é um dos mais famosos símbolos do Holocausto.

quinta-feira, 17 de setembro de 2009

A imagem de um jovem refugiado

© Foto de Lucian Perkins. Menino foge dos combates entre guerrilheiros na Chechénia. Maio 1995.

A foto vencedora do World Press de 1995 mostra um menino olhando através do vidro de um ônibus de refugiados que escapavam dos combates entre guerrilheiros na Chechénia. O ônibus estava indo para Grozny e o experiente fotógrafo Lucian Perkins, que viajava em um carro pela estrada, ao perceber a cena se pendurou na janela para fazer a foto. Ele diz que sabia que a imagem era especial, sobretudo devido ao significado simbólico que tinha para ele, mas não acreditava que venceria um prêmio.
Veja mais fotos de Lucian Perkins Aqui

Documentário 'Home' será exibido no Jardim Botânico do Rio de Janeiro, neste sábado

© Foto de Yann Arthus-Bertrand. Campo de tulipas nas proximidades de Amsterdã. O documentário "Home", será exibido gratuitamente neste sábado (19.09), às 18h, no Espaço Tom Jobim, no Jardim Botânico do Rio de Janeiro.

O documentário "Home", produzido pelo fotógrafo e ambientalista francês Yann Arthus-Bertrand, será exibido gratuitamente neste sábado (19.09), às 18h, no Espaço Tom Jobim, no Jardim Botânico do Rio de Janeiro. O longa-metragem que aborda o desequilíbrio ambiental na Terra se destaca pelas belíssimas imagens dos mais diferentes cantos do planeta. A sessão faz parte da programação do evento "Eu neutralizo", que acontece durante o fim de semana, no Jardim Botânico. Foram precisos 18 meses e 217 dias de filmagens em 120 locais para produzir este longa-metragem ecologista, de divulgação gratuita. “Tenho alimentado esta idéia nos últimos 15 anos. O que vi e aprendi ao sobrevoar a Terra mudou-me para sempre”, reconheceu o autor de “A Terra vista do Espaço”, livro que deu origem a uma exposição fotográfica que percorreu o mundo. No total, 54 países tiveram imagens registradas em 18 meses por câmeras aéreas, de ângulos pouco vistos pelo homem. O filme foi lançado simultaneamente ao redor do mundo em 05 de junho - Dia do Meio Ambiente - nos cinemas, em DVD e no YouTube. Estreou em 50 países e é totalmente gratuito e fins comerciais. Assista o filme em espanhol na íntegra Aqui

quarta-feira, 16 de setembro de 2009

PHotoEspaña seleciona portfólios em São Paulo para o projeto “Descubrimientos”

© Foto de Joel Aguilar. Seleção de portfólios para o projeto “Descubrimientos” promovido pelo PHotoEspaña.

PHotoEspaña – Festival Internacional de Fotografia y Artes Visuales, o maior evento de fotografia da Espanha e o Centro Cultural da Espanha em São Paulo criaram um módulo especial para a América Latina, com a seleção de portfólios em São Paulo e na Guatemala. O Projeto “Descubrimientos” tem como objetivo ampliar o diálogo entre curadores da mostra e fotógrafos profissionais e selecionar trabalhos para um exposição coletiva na sede do Instituto Cervantes em Madrid, no PHotoEspaña 2010. Um dos participantes dessa seleção da Guatemala e São Paulo será agraciado com o Premio Descubrimientos PHE Epson, que consiste em uma exposição individual incluída na programação oficial do PHotoEspaña 2011. As inscrições podem ser feitas até 01 de outubro. A edição brasileira acontecerá nos dias 04 e 05 de dezembro de 2009, no Centro Cultural São Paulo. Os fotógrafos selecionados poderão solicitar apoio para cobrir despesas de viagem e estadia. Mais informações e inscrições pelo site:
www.phe.es/descubrimientos

Documentário e livro marcam os dez anos da Fnac no Brasil

Iniciativa inédita das lojas Fnac documenta, em dois livros e um DVD, o processo de criação dos principais fotógrafos contemporâneos brasileiros. O lançamento acontecerá no dia 22 de setembro na Fnac Pinheiros, em São Paulo e no dia 23 de setembro no 5º Festival Internacional de Fotografia de Paraty. Conhecer em detalhes o processo de criação e os bastidores do trabalho dos principais fotógrafos brasileiros contemporâneos. Com esta intenção surge o box de livros e DVD “Encontros com a Fotografia” (Editora Tempo D’Imagem), marcando os 10 anos da Fnac no Brasil. Quarenta entre os mais importantes fotógrafos brasileiros foram entrevistados nos seus locais de origem e de trabalho. Uma equipe de oito pessoas percorreu 40 mil quilômetros durante três meses. Cada um no seu tempo, na sua temática, mas em todos a vontade de usar a fotografia como forma de expressão autônoma. Os quarenta fotógrafos participantes são: Alberto Bitar, André Cypriano, Araquém Alcântara, Carlos Moreira, Celso Oliveira, Christian Cravo, Cristiano Mascaro, David Helman, Dirceu Maués, Eustáquio Neves, Fernando Lemos, Gustavo Moura, Helcio Nagamine, João Urban, João Wainer, Kenji Ota, Leonardo Crescenti, Lucia Guanaes, Luise Weiss, Luiz Braga, Luiz Carlos Felizardo, Marcio Scavone, Marcos Piffer, Mario Cravo Neto, Maristela Colucci, Miguel Chikaoka, Milla Jung, Patrick Grosner, Paula Sampaio, Pedro Lobo, Pedro Vasquez, Salete Goldfinger, Sebastião Salgado, Sergio Sá Leitão, Thomaz Farkas, Tiago Santana, Walter Carvalho, Walter Firmo, Xavier Roy e Zezão. A coordenação geral do projeto é de Soraya Lucato, gerente de ação cultural da Fnac Brasil, as entrevistas foram feitas pela jornalista Simonetta Persichetti, o DVD foi dirigido por Maurício Valim e a curadoria esteve a cargo de Rosely Nakagawa.

Veja o trailer do documentário Aqui

terça-feira, 15 de setembro de 2009

O olhar peculiar de Ed Viggiani

© Foto de Ed Viggiani. Parque do Ibirapuera. Oca, São Paulo, 2000.

A Caixa Cultural São Paulo apresenta à partir do próximo domingo, dia 20 de setembro, a exposição “Meu Olho Esquerdo", do fotógrafo paulistano Ed Viggiani. A mostra reúne uma seleção de 40 fotografias produzidas de 1988 a 2008, todas em P&B, período em que rodou os quatro cantos do Brasil e fronteiras registrando o contraste e a diversidade étnica-cultural do País. Elas revelam o brasileiro, nas mais diversas situações do cotidiano sob um ponto de vista pessoal, muito além do registro do belo, um olhar que fita o povo, a cidade, o futebol, a religião e a condição social num instante nem sempre observado. Este é o conceito que molda e dá nome à mostra "Meu Olho Esquerdo": "Estou voltado para o anônimo, não à imagem oficial. É uma mania de andar na contramão", comenta o fotógrafo. Como resultado, temas aparentemente distintos como uma partida de futebol inserida no espaço urbano, romeiros de várias crenças unidos pela fé ou o cotidiano de uma família de migrantes se cruzam numa mesma linguagem visual que transpõe o estado anímico de realidades tão diversas deste Brasil de muitas nações, de muitos povos. Exposição “Meu Olho Esquerdo”. De 20 de setembro a 01 de novembro de 2009. De terça a domingo, das 9 às 21h. Caixa Cultural São Paulo. Praça da Sé, 111 - São Paulo (SP). Galeria Humberto Betetto. Fone: (11) 3321-4400. Entrada franca.

segunda-feira, 14 de setembro de 2009

Taschen lança edição de bolso de um dos mais célebres livros de fotografia

Em 1979 o editor Benedikt Taschen e o fotógrafo Helmut Newton apresentaram a primeira cópia do livro “Sumo”, que mede 70 centímetros de comprimento, 50 de largura.

A editora Taschen acaba de lançar uma edição de bolso do livro “Sumo”, de Helmut Newton, um dos mais célebres livros de fotografia do século XX. O livro original tem 70 centímetros de comprimento, 50 de largura, e possui até uma mesa-suporte desenvolvida por Philippe Starck. Para quem não sabe, trata-se de um dos livros de fotografia mais desejados e polêmicos do planeta. A nova edição contém as mesmas 400 fotografias da versão original lançada em 1999, que custava 10 mil euros. A edição de bolso custa 100 euros. A primeira cópia foi autografada por mais de 80 celebridades que aparecem na obra e foi vendida por 430 mil dólares. Para comemorar os dez anos do primeiro lançamento, alguns nus famosos do fotógrafo foram reunidos em uma exposição homônima em cartaz até 2010, na Fundação Helmut Newton, em Berlim. Helmut trabalhou vários anos para a revista Vogue Francesa. Alemão, naturalizado australiano, ele criou um estilo muito único de fotografar e explorou a nudez e o fetichismo. Faleceu em 2004. Leia mais Aqui

Exposição apresenta obras de fotógrafos brasileiros influenciados por Cartier-Bresson

© Foto de Marcelo Buainain. Crianças na praia de Puri. Estado de Orissa, Índia.

Paralelamente à exposição de Henri Cartier-Bresson, outra mostra estará sendo exibida à partir de 17 de setembro no SESC Pinheiros, em São Paulo. Sob a curadoria de Eder Chiodetto, a exposição “Bressonianas” é composta pela seleção de 42 imagens de sete fotógrafos brasileiros que têm em suas obras a influência de Bresson, entre eles: Cristiano Mascaro, Flavio Damm, Carlos Moreira, Orlando Azevedo, Juan Esteves, Marcelo Buainain e Tuca Vieira. “A paixão pelo prosaico e pela fugacidade da vida são marcas profundas da obra bressoniana. Sua investigação não buscava a obtenção de fotografias grandiosas, mas sim, a descoberta da beleza e da delicadeza dos pequenos gestos cotidianos, reveladores da face humana”, define o curador da mostra Eder Chiodetto, que partiu desta premissa para conceber Bressonianas, que ocupará o espaço expositivo do 3º andar. Bressonianas. SESC Pinheiros, de 17/09 a 20/12. Terça a sexta, das 10h30 às 21h30; sábados, domingos e feriados, das 10h30 às 18h30. Uma extensão desta mostra paralela estará exposta na galeria externa do SESC Santana.

Abertas as inscrições para o 4º Festival Internacional de Fotografia de Porto Alegre

© Foto de Claudio Edinger. O fotógrafo vai apresentar em Porto Alegre o workshop “O Projeto Fotográfico Autoral”.

Estão abertas as inscrições para o Festival Internacional de Fotografia de Porto Alegre – FestFotoPoa 2010 – evento multimídia que reunirá na capital gaúcha fotógrafos, profissionais e amadores, promovendo workshops acerca de novos formatos e recursos a serem aplicados em imagem e vídeo. A quarta edição do evento acontecerá entre 19 e 24 de abril de 2010. O festival vai ministrar workshops com Zeca Linhares, J.R. Ripper, Claudio Edinger, Miguel Chikaoka, Eder Chiodetto, Marcos Bonisson e Walter Firmo. Todos os workshops do FestFotoPoa 2010 têm o mesmo valor: R$ 300,00 (trezentos reais). Por isto, a organização do evento trouxe uma novidade nesta edição, o Carnê/Workshop, no qual os interessados em participar fazem a inscrição e recebem um carnê, que poderá ser pago em até oito prestações.
Para mais informações clique Aqui.

domingo, 13 de setembro de 2009

Foto de Domingo: Willy Ronis

© Foto de Willy Ronis. Les amoureux de La Bastille, 1957.

sábado, 12 de setembro de 2009

Morre o fotógrafo francês Willy Ronis, aos 99 anos

O fotógrafo Willy Ronis foi contemporâneo de mestres da fotografia como Robert Doisneau e Henri Cartier-Bresson.

O fotógrafo francês Willy Ronis morreu neste sábado, em Paris, aos 99 anos, informou a agência de fotografia Rapho, onde trabalhava. Célebre representante da fotografia humanista, contemporâneo de mestres como Robert Doisneau e Henri Cartier-Bresson, Ronis se encontrava muito doente e se deslocava em cadeira de rodas, embora ainda se mantivesse lúcido. Nascido em 1910 na capital francesa, publicou na revista "Miradas" nos anos 30 seus primeiros trabalhos sobre os movimentos sociais, principalmente as greves da fábrica Citroën. Ao fim da Segunda Guerra, Ronis participou no renascimento da imprensa ilustrada e, em 1946, fez parte da primeira equipe da agência Rapho.Recebeu o prestigioso Grande Prêmio das Artes e das Letras para a fotografia (1979) e um de seus livros ganhou o Prêmio Nadar (1981). Fonte: AFP
Veja fotos de Willy Ronis Aqui