domingo, 31 de janeiro de 2010

sábado, 30 de janeiro de 2010

Ansel Adams, o fotógrafo da estética naturalista

O fotógrafo Ansel Adams no Parque Nacional de Yosemite, na Califórnia, 1942.

Ansel Adams nasceu em 1902, em San Francisco (EUA), onde adotou como tema fotográfico as paisagens do sudeste de seu país. Realizou várias viagens ao Parque Nacional de Yosemite, na Califórnia, onde captou em preto e branco a sua natureza exuberante. Suas fotografias refletem um enorme contraste de sombras e luzes, desertos áridos, nuvens e arvores gigantescas. Em 1932 Ansel Adams, junto com Imogen Cunningham e Edward Weston, criaram a agência F/64, todos pertenciam a um grupo de fotógrafos que defendiam o detalhe e a estética naturalista. Em 1939, Adams expõe pela primeira vez em San Francisco. Ansel Adams fundou o departamento de fotografia da Escola de Belas Artes Decorativas da Califórnia onde publicou a coleção “Livros essenciais sobre a fotografia” que abordava as técnicas fotográficas. O New York Times publicou em 2008 um artigo bem interessante sobre Ansel Adams e sua relação com o Parque Nacional Yosemite. Vale a pena conferir Aqui em inglês. Veja também um slideshow com algumas fotos famosas de Adams acompanhadas pelo áudio de Andrea Stillman, diretora do The Morgan Library & Museum e assistente dele no anos 70, contando como ele fotografava o parque Aqui

Joan Colom foi um dos precursores da nova vanguarda da fotografia espanhola

© Foto de Joan Colom. La Via, 1961. O fotógrafo espanhol colocava a máquina fotográfica à altura da cintura, e disparava clandestinamente, sem olhar.

Joan Colom nasceu em 1921, começou a fotografar em 1957. Ele pertenceu a uma geração da chamada “nova vanguarda” da fotografia espanhola. Durante três anos, Colom freqüentou o bairro chinês (atual Raval), que segundo ele era "o único lugar de Barcelona onde consigo ver o homem". Tal como hoje, o Raval era um bairro de pobreza e prostituição. Colom colocava a máquina fotográfica à altura da cintura, e disparava clandestinamente, sem olhar. Em 1964, fez escândalo com o livro intitulado “Izas, Rabizas y Colipterras”, com textos de Camilo José Cela. A polêmica instalou-se na Espanha franquista. Uma das mulheres retratadas sem permissão apresentou queixa contra o fotógrafo. Colom abandonou a fotografia nos anos 80. Em reconhecimento a sua obra, ele foi distinguido em 2002 com o Prêmio Nacional de Fotografia de Espanha. Leia mais sobre Joan Colom Aqui. Assista a um vídeo com fotografias de Joan Colom Aqui

sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

A fotógrafa e a modelo

© Foto de Judy Dater. A fotógrafa Imogen Cunningham dando aula sobre fotografia de nudez com a modelo Twinka Thiebaud. Califórnia, 1974.

Essa célebre fotografia foi feita em Yosemite, na Califórnia, em 1974. Na imagem, vemos Imogen Cunningham (1883-1976), conhecida como uma das maiores fotógrafas norte-americanas, dando uma aula sobre fotografia de nudez. A aluna Judy Dater viu sua chance e registrou a imagem de Cunningham e a modelo Twinka Thiebaud. A foto correu o mundo.

quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

Rosângela Rennó participa de mostra sobre fotografia latino-americana

© Foto de Carlos Suárez. Visitante observa uma das obras da brasileira Rosângela Rennó na mostra sobre fotografia latino-americana do Século XX, em Buenos Aires.

A Fundação FotoColectania, sediada na Espanha, abriu a exposição coletiva sobre a fotografia latino-americana do século XX, em Buenos Aires, na Argentina. A mostra contém obras da artista plástica mineira Rosângela Rennó, além de quadros do retratista Horacio Coppola, de 104 anos, um dos maiores ícones da fotografia argentina e famoso por suas imagens de Buenos Aires, sobretudo da década de 30. Conhecido por suas lendárias fotos do revolucionário Che Guevara, o cubano Alberto Korda também é destaque da exposição, que ainda traz o artista Pablo Ortiz retratando os marginalizados do México em suas fotografias.

Louise Dahl-Wolfe, a dama da fotografia norte-americana

© Foto de Yale Joel. A fotógrafa Louise Dahl-Wolfe fazendo um ensaio para a Harpers' Bazaar. Paris, 1947.

Os marchands franceses Csaba Morocz et Bernard Dudoignon colocaram para exibição e venda em Paris mais de quinze imagens de Louise Dahl-Wolfe (1895-1989), tida como a dama da fotografia norte-americana, que se tornou célebre com os trabalhos publicados na Harper’s Bazaar no início dos anos trinta. Louise começou trabalhando com pintura e decoração. Reconhecida como a melhor fotógrafa de moda da década de trinta a sessenta, suas imagens ajudaram a personificar dezenas de mulheres norte-americanas. As imagens ficarão expostas até 13 de fevereiro de 2010. Galeria Paris Globe, 5, rue de la Grange Batelière - 75009 Paris. Veja fotos de Louise Dahl-Wolfe Aqui

quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

Marcia Foletto faz retrospectiva de duas décadas de fotojornalismo

© Foto de Marcia Foletto. Policial Militar da Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) da Cidade de Deus brinca com uma criança em uma praça da favela. Rio de Janeiro, 2009.

O Projeto Sexta-Livre abre no dia 05 de fevereiro, às 19h, no Rio, a programação de 2010 do Ateliê da Imagem, com a presença da fotógrafa do jornal O Globo Marcia Foletto, que vai conversar com o público e exibir cerca de 150 fotografias. Marcia vai apresentar imagens colhidas em 20 anos de fotojornalismo: uma retrospectiva de duas décadas em registros da vida social e política brasileira, hard news ou ensaios pessoais, publicados ou não publicados, mas que mostram o homem na sua luta diária. Gaúcha de Santa Maria, ela começou a trabalhar como repórter-fotográfica em jornais do interior do Rio Grande do Sul, passando pelo jornal Diário Catarinense, em Florianópolis. Desde 1991 integra a equipe de O Globo, participando de diversas coberturas importantes como a Rio-92, a chacina da Candelária em 1993 e as eleições presidenciais de 1994 a 2006. Nos últimos anos, Marcia se especializou na cobertura de cidade e polícia, registrando também o dia a dia da guerra urbana entre policiais e traficantes. Em 1995, recebeu o Prêmio Finep de Fotojornalismo por uma foto de crianças sendo revistadas por soldados do Exército em uma favela do Rio de Janeiro. Em 2003 e 2007 venceu o Prêmio CNT de Fotojornalismo, com as fotos "Vôo Duplo" e “Trem-Bala”, respectivamente. Em 2004 ganhou o Prêmio IBCCRIM de Fotojornalismo com a foto “Infância no Morro”. Também em 2007 ficou em primeiro lugar no Prêmio Fotografe Melhor, na categoria preto e branco, com uma foto do Sambódromo do Rio de Janeiro. Em 2009 foi uma das vencedoras da categoria Foto Única do 2º Prêmio Foto Arte Brasília. Marcia participou de várias exposições no Brasil. O Ateliê da Imagem fica na Av. Pasteur, 453. Urca, Rio de Janeiro. Tel: 2541-6930, e o evento tem entrada franca.

Magnum promove prêmio exclusivo para fotógrafas com até 30 anos de idade

© Foto de Emily Schiffer. Cheyenne River.Trabalho vencedor do Prêmio Inge Morath de 2009.

A Fundação Magnum e a Inge Morath Foundation recebem portfólios para o Prêmio Inge Morath até o dia 30 de Abril de 2010. Podem candidatar-se fotógrafas com até 30 anos de idade que tenham trabalhos de reportagem ou de ensaio documental. As interessadas devem mandar entre 40 e 60 imagens em formato PDF, além de outros documentos (veja aqui a lista completa). O resultado será conhecido em Julho e o prêmio principal é de 3500 euros, valor que deve ser utilizado para dar continuidade ao projeto em curso.

terça-feira, 26 de janeiro de 2010

O olhar humanista de João Roberto Ripper chega a Brasília

© Foto de João Roberto Ripper. Imagem que compõe a mostra "Imagens Humanas".

Depois do Rio de Janeiro e São Paulo, chega a Brasília nesta quinta-feira (28/01), a exposição intitulada “Imagens Humanas”, do fotógrafo carioca João Roberto Ripper. Na mostra Ripper exibe o trabalho realizado em suas passagens por diversos cantos do país, desde quando deixou o trabalho em jornais de grande circulação na década de 1980 para atuar em agências, e aliou sua arte à militância social. Com curadoria de Dante Gastaldoni, a exposição retrata a seca, o cotidiano de povos indígenas, o trabalho infantil, a disputa pela terra, o amor pelo futebol, além de outros temas. Das 195 fotografias em preto e branco publicadas, 70 foram ampliadas para a mostra, que exibe ainda um grande painel de retratos feitos por Ripper. Fundador da extinta agência Imagens da Terra, Ripper é conhecido pelo trabalho de caráter documental e forte cunho social. No dia 29 de janeiro, a partir das 19h, o público terá a oportunidade de fazer uma visita à exposição guiada pelo próprio autor. Em seguida, será realizado um debate com o tema “Fotografia, Resistência e Identidade”, do qual farão parte também o fotógrafo André Vilaron e o curador Dante Gastaldoni. Na ocasião também será lançado o livro homônimo. A exposição permanece em cartaz até o dia 28 de fevereiro, com entrada franca. Serviço. Exposição Imagens Humanas. Local: Caixa Cultural Brasília, Galerias Píccola 1 e 2 (SBS Qd. 4 lote 3/4, anexo do edifício Matriz da Caixa). Horário de visitação: de terça a domingo, das 9h às 21h.Informações: (61) 3206-9448.

segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

Annie Leibovitz posou ao lado do bailarino Mikhail Baryshnikov

© Foto de Annie Leibovitz. Por problemas financeiros, a fotógrafa Annie Leibovitz posou ao lado do bailarino Mikhail Baryshnikov, no seu próprio estúdio. Nova Iorque, 2010.

A célebre fotógrafa Annie Leibovitz posou ao lado do bailarino Mikhail Baryshnikov no seu próprio estúdio em Nova Iorque, no âmbito de uma campanha para a marca francesa Louis Vuitton. Na fotografia, Annie Leibovitz observa o bailarino Mikhail Baryshnikov como se este fosse seu modelo. A seu lado, pode ver-se uma mala XL da Louis Vuitton. Atravessando graves problemas financeiros, esta foi uma forma que a marca encontrou de ajudar Annie. Ela hesitou no início, mas acabou por aceitar - na condição de contratar alguém famoso para posar com ela. O diretor de comunicação da Louis Vuitton Antoine Arnault foi quem teve a idéia: “eu propus esse auto-retrato de Leibovitz como um gesto de apoio, o cachê irá ajudá-la com seus problemas financeiros. Nós sempre fomos muito comprometido com ela e com seu talento”. A campanha estréia nos jornais e revistas a partir 01 de fevereiro de 2010.

sábado, 23 de janeiro de 2010

O Presidente e fotógrafo russo Dmitry Medvedev

© Foto de Dmitry Astakhov. O Presidente russo Dmitry Medvedev, 2009.

Ele é sem duvida o fotógrafo mais bem pago da Rússia. Um leilão de caridade em São Petersburgo vendeu na semana passada uma fotografia tirada pelo atual Presidente russo, Dmitry Medvedev. A disputa foi acirrada pelo privilégio de possuir uma fotografia em preto e branco, de uma fortaleza histórica do Kremlin na Sibéria, feita em um voo de helicóptero durante a campanha pré-eleitoral no inverno de 2008. A imagem foi leiloada por 51 milhões de rublos ou 1,2 milhões de euros. O novo proprietário da fotografia, o investidor Mikhail Zingarevich, explicou o motivo pelo qual a comprou: “porque este é Dmitry Medvedev, porque este é o seu trabalho artístico, porque ele é um excelente fotógrafo”. O dinheiro arrecadado no leilão deste ano vai para o apoio dos veteranos da Segunda Guerra Mundial, um hospital infantil e reabilitação alcoólica. Veja a foto leiloada Aqui

Vania Toledo relança livro com fotografias de personagens femininos

© Foto de Vania Toledo. Regina Casé no livro “Personagens Femininos”, editado em 1991.

A fotógrafa Vania Toledo vai relançar o livro “Personagens Femininos”, com fotos de 54 artistas brasileiras, editado em 1991. A publicação está esgotada há tempos. O lançamento da segunda edição será na Galeria de Babel, no próximo dia 02/02, em São Paulo. Mineira de Paracatu,Vania se mudou aos 13 anos para a capital paulista, onde começou a fotografar nos anos 70 para o "Aqui São Paulo", extinto diário de Samuel Wainer. Depois trabalhou para varias revistas, como "Vogue", "Cláudia" e "Interview". Durante a elaboração de seu livro em 1990, Vânia Toledo convidou Regina Casé para encarnar uma personagem. A foto recebeu o título de “Nordestina radical”, papel parecido com o que Regina encarnaria em Eu, tu, eles, dez anos depois.

sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

O Rio de Janeiro através da teleobjetiva de Fernando Rabelo

© Foto de Fernando Rabelo. Reflexo no Edifício Atlântico Business. Av Atlântica com a Av Princesa Isabel. Imagem feita do topo da Torre Rio Sul em Botafogo. Rio de Janeiro, 2009.
(Clique na imagem para ampliar)

O fotógrafo Fernando Rabelo (editor do Images&Visions) percorreu a cidade com sua câmera digital em punho, equipada de uma teleobjetiva, Rabelo escolheu pontos de observação privilegiados – como o topo de prédios e montanhas. Fernando procurou locais de onde pode capturar imagens raras com a teleobjetiva, uma lente que aproxima o assunto e tem o poder de tornar grande o que, a olho nu, estaria pequeno, misturando, em perfeita simbiose, real e imaginário. O resultado do trabalho, intitulado Olhar distante: o Rio através da teleobjetiva­­, com curadoria de Pedro Agilson, será exibido a partir do dia 26 de janeiro de 2010, no projeto Expofoto, do Oi Futuro Flamengo, no Rio. O exercício de ver, olhar, reparar, pode tornar-se um grande jogo. E é a este desafio prazeroso que Fernando Rabelo mostra nesse ensaio fotográfico. Suas imagens de lugares, paisagens e prédios revelam composições e contrastes urbanos inusitados, dotados de um grafismo surpreendente. O ensaio de Rabelo transforma deliciosamente velhos ícones. Em vez de expandir a cena, enfatiza o detalhe. A habilidade fotográfica de Fernando Rabelo nos dá um presente pictórico, descortinando também outras questões caras à cena visual contemporânea. A capacidade de proliferação de imagens, a insaciável arte da fotografia que, tendo como artífices bons profissionais, podem ainda nos encantar e nos surpreender. E também, o potencial imagético da cidade do Rio de Janeiro que não cansa de ser registrado por pintores desde o século XIX. O que naquela época, eles se esmeraram em fazer, hoje cabe aos muitos fotógrafos da cidade, perpetuar. Olhares plurais que ajudam a elaborar um acervo cada vez mais rico de imagens do Rio de Janeiro. Nascido em Belo Horizonte, radicado no Rio de Janeiro desde 1990, Fernando Rabelo despertou para a fotografia na França, onde viveu durante o exílio do pai. Ainda adolescente, iniciou sua carreira fazendo flagrantes do cotidiano de Paris onde cursou fotografia. Aos dezessete anos, com a anistia política, Fernando retornou ao Brasil. Trabalhou para os jornais O Globo, Folha de São Paulo (sucursal do Rio de Janeiro) e no Jornal do Brasil, no qual foi fotógrafo durante doze anos e depois editor de fotografia. Em outubro de 2007 fundou o blog fotográfico Images&Visions, no qual ele é o editor até os dias de hoje. Serviço: Projeto Expofoto “Olhar distante: o Rio através da teleobjetiva”­, de Fernando Rabelo­. Oi Futuro Flamengo. Rua Dois de Dezembro, 63/Nivel 8. De 26 de janeiro a 07 de março de 2010. De terça a domingo, das 11h às 20 horas/Nivel 8. Entrada franca. Classificação etária: livre. Veja mais fotos Aqui

quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

Izis, o fotógrafo sonhador

© Foto de Izis. Imigrantes iugoslavos. França, c 1949-1950.

Está sendo exibida até o dia 29 de maio de 2010, no Hotel de Ville, em Paris, a mostra intitulada “Izis, Paris dos sonhos” do fotógrafo Lituano naturalizado francês Izraëlis Bidermanas (1911-1980), mais conhecido como Izis. Aos sete anos já era chamado de “sonhador” pelos colegas de escola na Lituânia. Aos 19 anos deixou o seu país depois de conhecer de perto a miséria para viver em Paris, a cidade das artes que ele tanto sonhava. Izis foi contratado pela revista Paris Match e se apaixonou pelas ruas e personagens da capital francesa. Ele ficou também conhecido como o retratista dos escritores e artistas. Inexplicavelmente o fotógrafo lituano não alcançou a mesma fama de seus contemporâneos da corrente humanista, entre eles Robert Doisneau, Willy Ronis, Brassaï, Edouard Boubat e Henri Cartier-Bresson. Em 1950 Izis publicou um livro com textos de 45 escritores que escreveram sobre as suas fotos. O livro teve 170 mil exemplares vendidos. Serviço: Exposição “Izis, Paris des rêves”. Hôtel de Ville (sala Saint-Jean) - 5, Rue Lobau. Paris. Leia mais Aqui

Organização de concurso conclui que fotógrafo forjou a imagem premiada

© Foto de José Luis Rodríguez. O fotógrafo espanhol perdeu o prêmio de 10 mil libras (cerca de R$ 28 mil), após os juízes do “Veolia Environment Wildlife Photographer of the Year” concluírem que ele treinou o lobo siberiano que aparece em sua foto para pular um portão.

O vencedor do prêmio de fotografia Veolia Environment Wildlife Photographer of the Year, o espanhol José Luis Rodríguez, perdeu o prêmio de 10 mil libras (cerca de R$ 28 mil), após os juízes do concurso concluírem que ele treinou o lobo siberiano que aparece em sua foto para pular um portão. A informação é do jornal britânico “The Guardian”. Os juízes do prêmio, que teve mais de 43 mil concorrentes de mais de 94 países, afirmaram estar convencidos que Rodriguez “alugou” o lobo, chamado de Ossian, de um zoológico perto de Madri. O fotógrafo sustentava que havia esperado meses para tirar a foto perfeita, entre convencer um fazendeiro a deixar que um lobo selvagem entrasse em suas terras, atrair o lobo com um pedaço de carne e ganhar sua confiança para instalar o equipamento. As regras da competição proíbem o uso de modelos animais e nesta última quarta-feira (20/01) os organizadores retiraram a foto de Rodriguez da mostra em um museu de Londres. Um especialista em lobos, citado pela revista especializada em vida selvagem Suomen Luonto, disse que o animal parece ter sido treinado para saltar sobre o portão, já que uma espécie selvagem muito provavelmente tentaria passar espremida por entre as barras. O fotógrafo não foi contatado, mas os organizadores afirmam que ele continua negando a fraude. “Eu não entendo essa mentalidade. As pessoas se sentiram muito desapontadas com o fotógrafo”, disse Mark Carwardine, presidente do comitê de julgamento.O prêmio Veolia Environment Wildlife Photographer of the Year, distribuído anualmente, é considerado um dos mais importantes prêmios mundiais de fotografia. Fonte: G1

quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

Galeria em Londres expõe a obra do fotojornalista Nat Finkelstein

© Foto de Nat Finkelstein. Andy Warhol recebe visita do músico Bob Dylan no estúdio “The factory”, 1965.

A Idea Generation Gallery em Londres estará exibindo até o dia 14 de fevereiro de 2010, a mostra intitulada “From One Extreme to the Other”, de Nat Finkelstein (1933-2009), que foi um dos fotojornalistas mais respeitados de sua geração. Nat marcou a sua obra com uma documentação icônica e intima feita no estúdio “Factory” de Andy Warhol. Finkelstein capturou imagens de personalidades que freqüentavam o estúdio, entre eles Salvador Dalí, Allen Ginsberg, Bob Dylan, Marcel Duchamp, Edie Sedgwick, Nico, Lou Reed, entre muitos outros. Nat cobriu com veemência os protestos pelos direitos civis e anti-guerra nos meados dos anos 60, nos EUA. Mais tarde devido a seu ativismo político, incluindo uma aliança com os “Panteras Negras”, o levaram a um exílio forçado no estrangeiro por 15 anos. Retratou as várias culturas de Nova York entre os anos 80 e 90. Finkelstein expôs os seus trabalhos em todo o mundo, em mais de setenta e cinco mostras individuais e coletivas en museus e galerias como o Cedar Bar, the International Center of Photography, Whitney Museum of American Art of New York, The Andy Warhol Museum Pittsburgh, Tate Modern, Victoria and Albert Museum, The Photographer's Gallery, the Saatchi Gallery of London, e the Ludwig Museum, entre muitos outros. Finkelstein morreu em 2009, aos 76 anos. Exposição de Nat Finkelstein, “From One Extreme to the Other”, de 20 de janeiro a 14 de fevereiro de 2010, na Generation Gallery, 11 Chance Street, Londres. Leia mais Aqui

Festival em Florianópolis vai reunir amantes da fotografia de todo o Brasil

© Foto de Evandro Teixeira. O fotojornalista Evandro Teixeira é um dos destaques do festival de fotografia que acontecerá em Florianópolis de 17 a 21 de maio de 2010.

De 17 a 21 de maio de 2010, vai acontecer o “Floripa na Foto”, festival que reunirá em Florianópolis amantes da fotografia de diversas regiões do país, fomentando a cultura fotográfica e incluindo Santa Catarina no calendário nacional de eventos de fotografia. Na programação estão previstas oficinas, workshops e exposições de fotógrafos como Evandro Teixeira, Walter Firmo, Flavio Damm, Milla Jung, Clicio Barroso, Claudio Feijó e Eder Chiodetto, entre outros. Nesta imersão fotográfica se reunirão em Florianópolis fotógrafos, publicitários, designers, jornalistas, estudantes, pesquisadores, críticos de arte, amantes da fotografia, curiosos enfim, uma leva de gente que tem um olho no mundo, outro no visor. Veja a programação Aqui

terça-feira, 19 de janeiro de 2010

Jorge Aguiar exibe imagens da periferia francesa, em Porto Alegre

© Foto de Jorge Aguiar. A periférica cidade de Nanterre, distante a 13 km de Paris.

O fotojornalista Jorge Aguiar está exibindo até o dia 05 de fevereiro de 2010, na Livraria Cultura em Porto Alegre, a mostra intitulada “Deja vu peripherie”, com 30 imagens da cidade de Nanterre, na periferia de Paris e 20 imagens da capital francesa. Em 2005 esteve por trinta dias na França durante as comemorações do Ano do Brasil realizando oficinas do premiado Projeto “Luz Reveladora”, a convite do governo de Nanterre, ele se propôs paralelamente, a flanar pelas ruas do velho continente. Sem preocupações, compromissos ou regras, aliás, com uma única regra, a do prazer de fotografar, realizou uma antropologia visual da periférica cidade de Nanterre, com 85 mil habitantes, distante a 13 km de Paris. Jorge Aguiar nasceu em Porto Alegre em 1956 e radicou-se em Alvorada desde 1997, aos dezesseis anos iniciou seus primeiros passos profissionais como laboratorista em um estúdio fotográfico em uma agencia de propaganda. Em 1976 estudou e trabalhou no extinto jornal Diário de Noticias como repórter fotográfico onde recebeu o prêmio concedido pela Secretaria de Educação do Estado em concurso com uma imagem fotográfica de periferia. Com o fechamento do Diário de Noticias atuou como free-lance onde recebeu o premio da OEA com o tema povos indígenas. Em 1980 foi contratado pelo Jornal do Comercio, onde realizou inúmeras viagens pelo interior do estado. Em 1983 participou da VI Bienal de fotografia Europa 83 em Réus na Espanha, recebendo medalha de bronze, com o tema a criança no mundo da educação. Em 1983 concluiu o curso de Jornalismo e Radio Difusão na área de locução. Continuou dedicando-se a trabalhos fotográficos cujo tema e inclusão social. Em 1994 foi contratado pela Secretaria de Segurança Publica como perito Fotográfico Criminalista atuando na atividade fim dos seres humanos, mas foi neste trabalho que teve a idéia de usar uma lata para captar imagens, criando o projeto “Luz Reveladora, Photo da Lata Inclusão Social/Fotógrafos comunitários”. O projeto teve grande repercussão nacional e internacional sendo que em 2003 o Projeto foi premiado pela Fundação Mauricio Sirotsky Sobrinho, comissão dos direitos humanos da assembléia legislativa do estado e UNESCO como melhor projeto de divulgação dos direitos humanos no estado do Rio Grande do Sul. Em 2004 através do Projeto Photo da Lata/Fotógrafos Comunitários foi fundado o primeiro núcleo de fotógrafos comunitários no Brasil, desenvolvido na cidade de Alvorada, na região metropolitana de Porto Alegre, tendo como meta principal a inclusão social por meio das artes visuais nas periferias. Acesse o blog de Jorge Aguiar:

MuBE inaugura exposição com fotografias de edifícios brasileiros

© Foto de Marcos Prado. Edifício Quartier Ipanema. Rio de Janeiro, 2009.

O Museu Brasileiro da Escultura - MuBE, em São Paulo, abre para visitação nesta terça-feira, dia (19/01), a exposição "Olhar Urbano" , com fotografias de Bob Wolfenson, Cássio Vasconcellos, Fabio Correa, Marcos Prado, Renata Castello Branco e Ucha Aratangy. A mostra reúne 26 imagens de edifícios nas cidades de São Paulo, Rio de Janeiro, Brasília e Goiânia. A exposição depois segue para o Shopping Pátio Higienópolis. Depois da capital paulista, as fotos, que fazem parte de uma campanha institucional, serão exibidas nas outras cidades brasileiras. Na imagem acima vemos o Edifício Quartier Ipanema no Rio, clicado por Marcos Prado. Exposição "Olhar Urbano". MuBE (Av. Europa, 218). Tel. (011) 2594-2601. Até domingo dia (24/01).

Site exibe fotos de trabalho infantil feitas por Lewis Hine no início do Século XX

© Foto de Lewis Hine. Breaker Boys. EUA, 1910.

Vale a pena acessar o site “The History Place - Child Labor in America 1908/1912”, que apresenta fotografias em preto e branco feitas por Lewis Hine (1874-1940). Nascido no Wisconsin, USA, Lewis Hine trabalhou para o National Child Labor Committee entre 1908 e 1912. Como fotógrafo de investigação percorreu a metade dos estados americanos, capturando imagens de crianças trabalhando em minas, fábricas e nas ruas. No início do Século XX, um milhão e quinhentas mil crianças com menos de 15 anos trabalhavam duro nas minas de carvão. Suas fotos contribuíram para que leis de proteção as crianças fossem criadas, a atitude de Hine garantiu que, naquele país crianças não fossem mais exploradas a favor do lucro. Acesse o site Aqui

segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

Mostra de Claudio Edinger continua sendo exibida na capital paulista

© Foto de Claudio Edinger. Imagem da série “Paris”.

A mostra intitulada “Paris”, do fotógrafo Claudio Edinger continua em cartaz até 28 de fevereiro de 2010, no Espaço Arte Trio em São Paulo, com 16 fotografias em grandes dimensões, utilizando a técnica do foco seletivo, onde parte da imagem está em foco e parte desfocada, simbolizando a ambigüidade e o paradoxo vivenciado a cada dia. Para essa exposição, Claudio Edinger registrou imagens com máquina fotográfica de grande formato, negativo de 10 x 12,5 cm, ampliadas em Lambda. A técnica do foco seletivo com máquina de grande formato vem sendo utilizada pelo fotógrafo há dez anos, com uma qualidade de detalhes impecável. O trabalho é sempre sobre identidade e uma tentativa de entender as questões filosóficas: de onde viemos, para onde vamos e por que estamos aqui. Segundo o pensamento de Claudio Edinger, a fotografia leva as pessoas à reflexão. O profissional compartilha suas experiências, sua maneira de enxergar o mundo com o observador de seu trabalho, na esperança de que esta troca de reflexões aproxime mais as pessoas das respostas que incomodam o ser humano desde o início dos tempos. Serviço: Exposição Claudio Edinger “Paris”. Texto crítico Rosely Nakagawa. Coordenação Eduardo Linhares. Abertura 30 de novembro, segunda-feira, às 19hs. Até 28 de fevereiro de 2010. Local Espaço de Arte Trio. Rua Gomes de Carvalho, 1759, Vila Olímpia, SP – Telefone: (11)3757-3333. Horário 2ª a 6ª, das 12 às 15:30 horas. Domingo das 12 às 16 horas.

sábado, 16 de janeiro de 2010

A imagem que venceu o Prêmio Pulitzer de Fotografia em 1960

© Foto de Andrew Lopez. O cabo Jose Rodriguez que condenado a morte foi levado para um pátio onde caiu de joelhos em frente a um sacerdote para receber a sua extrema unção. Cuba, 1959.

Andrew Lopez, da United Press International, venceu o Prêmio Pulitzer de Fotografia em 1960 por sua série de quatro fotografias da execução de um cabo do exército cubano por um pelotão de fuzilamento após a revolução cubana. O fotógrafo foi designado para cobrir o julgamento de crimes de guerra em San Severino, uma antiga instalação militar. A foto principal mostra o cabo Jose Rodriguez conhecido como Pepe Caliente, que condenado a morte foi levado para um pátio onde caiu de joelhos em frente a um sacerdote para receber a sua extrema unção.

Ilse Bing, a Rainha da Leica

© Auto-retrato de Ilse Bing, 1931.

© Foto de Abe Frajdndlich. Mais de meio século depois Ilse Bing recriou a composição com espelho, 1986.

Uma das fotografias mais conhecidas da alemã Ilse Bing (1899-1998) é o seu auto-retrato realizado em 1931. Mais de cinqüenta anos depois, em 1986, Ilse Bing recriou a mesma composição com espelho, dessa vez fotografada por Abe Frajdndlich. Em 1936, a sua obra foi incluída na primeira exposição de fotografia moderna realizada no Louvre, e em 1937 viajou para Nova York, onde suas imagens foram incluídas na exposição marco "Photography 1839-1937" no Museu de Arte Moderna. O uso constante da câmera Leica lhe rendeu o título de “Rainha da Leica” do crítico e fotógrafo Emmanuel Sougez. Saiba mais sobre a fotógrafa Ilse Bing Aqui
Fonte: Um postal para um amigo

sexta-feira, 15 de janeiro de 2010

Jornais publicam foto falsa do terremoto do Haiti enviada por agências internacionais

Foto do terremoto da última terça no Haiti é falsa. A imagem, na verdade registra um sismo ocorrido em maio de 2008, na China.

Foto publicada na quinta-feira, (14/01), em incontáveis jornais e sites do Brasil e do mundo para ilustrar a matéria sobre o terremoto ocorrido na última terça no Haiti é falsa. A imagem, na verdade registra um sismo ocorrido em maio de 2008, na China. O material fotográfico foi distribuído pelas agências de notícias AFP e EFE e reproduzidas em meios de comunicação em diversos países. O autor da descoberta da fraude foi o jornalista Marcelo Rech, diretor da RBS – rede de comunicação gaúcha responsável pela edição do jornal Zero Hora, que publicou a fotografia na página 3 da edição de quinta. “Desconfiei da imagem e lembrei que tinha visto a mesma foto no Dailly Telegraph, em janeiro, numa matéria sobre o terremoto na China. Coloquei ‘Earthquake (terremoto) China’ no google imagens e estava lá”, disse. Rech conta que até quinta, à noite, diversos veículos, a exemplo dos respeitáveis Washington Post e Daily News, não haviam percebido o equívoco. Inúmeros jornais estamparam a foto na capa da edição de ontem, como o Diário do Comercio (SP), Hoje em Dia (MG), Diário de Natal (PB), A Tarde (BA), Ottawa Citizen (Canadá), El Mercurio (principal jornal do Chile). Outros publicaram a mesma foto com destaque em páginas internas, como Correio (BA) e Extra (RJ). A responsável pelo setor comercial da agência de notícias AFP, Magali Gonzalez, reconheceu que houve erro no envio da fotografia. Fonte: A Tarde

Nova York vai inaugurar galeria especializada em fotografia brasileira

© Foto de Augusto Antonio Fontes.

No próximo dia 11 de fevereiro, será inaugurada em Nova York a 1500 Gallery, especializada em fotografia brasileira, a primeira do mundo com este foco explícito. A 1500 traduzirá a noção de “fotografia brasileira”, abrangendo trabalhos feitos por fotógrafos brasileiros, bem como imagens que carregam um relacionamento conceitual ou temático com o Brasil. A mostra inaugural contará com trabalhos dos seguintes fotógrafos: Rémy Amezcua, Julio Bittencourt, Bruno Cals, João Castilho, Marc Dumas, Antonio Augusto Fontes, Bina Fonyat (1945-1985), Edouard Fraipont, Garapa (coletivo), Christian Gaul, Hirosuke Kitamura, Marc van Lengen, Murillo Meirelles, Gustavo Pellizzon,Eduardo Queiroga, Vincent Rosenblatt e Jens Stoltze. A 1500 Gallery foi fundada por Alexandre Bueno de Moraes e Andrew S. Klug. Alex nasceu no Rio de Janeiro e cresceu em Paris e em Nova York. Atualmente vive entre Nova York e Rio de Janeiro, onde possui uma empresa de produção fotográfica e uma agência de fotógrafos (www.1500brasil.com), uma das mais conhecidas no Brasil, com escritórios no Rio de Janeiro e em Nova York. Andrew formou-se em 2009 com um MBA da Columbia University, mas antes disso trabalhava como advogado corporativo (especializado em atividades bancárias e finanças) no escritório em Montreal de um dos escritórios de advocacia mais conceituados do Canadá. Leia mais Aqui

quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

Expedição à Antártida encontra peças de máquina fotográfica perdida há 100 anos

© National Library of Australia. O célebre fotógrafo australiano James "Frank" Hurley durante sua viagem histórica ao continente gelado, quase 100 anos atrás.

Uma expedição à Antártida encontrou o que acredita serem peças de uma máquina fotográfica abandonada por um célebre fotógrafo australiano durante uma viagem histórica ao continente gelado, quase 100 anos atrás. James "Frank" Hurley, morto em 1962, foi o fotógrafo oficial da Expedição Antártica Australiana (AAE) de 1911-14, comandada pelo famoso explorador polar da Austrália, sir Douglas Mawson. Ele também foi fotógrafo oficial das Forças Armadas australianas nas duas Guerras Mundiais. Membros da expedição atual, que está restaurando as cabanas originais de madeira erguidas por Mawson em Cape Denison, disse que encontrou dentro da câmara escura de Hurley uma caixa de troca de chapas de uma câmera Newman & Guardia fabricada entre o final do século 19 e início do século 20. "Ainda não temos 100 por cento de certeza de que é um componente da câmera de Hurley, mas é sem dúvida um componente de uma máquina fotográfica muito antiga usada aqui na Antártida, o que torna a descoberta interessante", disse a arqueóloga Jody Steele, integrante da expedição. Fonte:Reuters

O "transcinema" de Kátia Maciel e Antonio Fatorelli em exibição no Rio

Três mulheres, da série "Reversos"

O Oi Futuro de Ipanema no Rio, inaugura nesta quinta-feira (14/01), às 19 horas, a exposição “O que se vê, o que é visto, uma experiência de transcinema”, de autoria da artista Kátia Maciel e do fotógrafo Antonio Fatorelli. Com curadoria de Alberto Saraiva, serão apresentadas duas séries de trabalhos intitulados Desvarios e Reversos que propõem variantes contemporâneas de percepção e sentido inspiradas nas sensações de loucura descritas por Lima Barreto em Diário do Hospício, obra em que narra experiências vividas nas três vezes em que esteve internado no antigo Hospital dos Alienados, localizado na Praia Vermelha. Serão exibidos 5 vídeos e 4 animações. As séries são uma experiência de transcinema porque procuram reconfigurar ou intensificar relações normalmente atribuídas às representações da imagem fixa e da imagem em movimento. Em Desvarios e Reversos, os lugares do fora e do dentro se tornam superfícies indiscerníveis, das quais se destacam paradoxos ligados à apreensão do tempo. Katia Maciel é artista, pesquisadora do CNPq e professora da Escola de Comunicação da Universidade Federal do Rio de Janeiro onde coordena o Núcleo de Tecnologia da Imagem. Em 2001 realizou o pós doutorado em artes interativas na Universidade de Walles na Inglaterra. Entre os livros publicados destacamos Transcinema (contracapa 2009), Cinema Sim (itaucultural 2008), Redes sensoriais (em parceria com André Parente, contracapa 2003) e O pensamento de cinema no Brasil (2000). Katia Maciel realiza filmes, vídeos, instalações e instalações interativas e participou de exposições no Brasil, na Colômbia, na Inglaterra, na França, no México, na Alemanha, na Suécia e na China. Antonio Fatorelli é fotógrafo, pesquisador da imagem e das novas mídias, e professor da Escola de Comunicação da UFRJ. Em 2006 realizou o pós-doutorado na Universidade de Princeton, nos Estados Unidos. É coordenador do Laboratório de Fotografia e Imagem Digital da Central de Produção Multimídia (CPM) da ECO/UFRJ. Realizou várias exposições de fotografia e de imagem digital em que predominam a dimensão experimental e conceitual. Publicou recentemente os livros Limiares da Imagem - tecnologia e estética na cultura contemporânea e Fotografia e Novas Mídias. Serviço: Oi Futuro de Ipanema, Rua Visconde de Pirajá, 54 – Ipanema. Rio de Janeiro. Até 28 de fevereiro. Saiba mais sobre o projeto Aqui

quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

O fotógrafo brasileiro Ricardo Esteves expõe na cidade francesa de Poitiers

© Foto de Ricardo Esteves. Imagem que compõe a mostra a exposição intitulada "Carioca".

O fotógrafo brasileiro Ricardo Esteves inaugura nesta quinta-feira (14/01), na cidade francesa de Poitiers, a exposição intitulada "Carioca", que mostra um contraste entre a simplicidade presente no olhar e nas atitudes do povo do interior do Rio de Janeiro e a beleza do litoral carioca, tendo como fundo o Pão de Açúcar. Fotógrafo de moda no Brasil por mais de 10 anos, em 2005, foi designado pelo Ministério da Cultura do Brasil para cobrir as festividades oficiais do ano do Brasil na França. As fotos da exposição poderão ser vistas no site do artista a partir do dia 15 de janeiro em ricardoesteves.com, no submenu Carioca. Maison des 3 Quartiers. Rue du Géneral Sarrail. Poitiers. França.

Morre o fotógrafo Dennis Stock, aos 81 anos

© Dennis Stock. Venice Beach Rock Festival, 1968.

O fotógrafo Dennis Stock morreu na última segunda-feira (11/01), aos 81 anos. Mas só hoje a notícia começou a circular nos sites e blogues especializados. A Agência Magnum emitiu também um comunicado sobre a morte do homem da casa hoje, na sua página do Facebook. Dennis sofria de câncer e tinha várias complicações. Conhecido por fotografar preferencialmente as estrelas de Hollywood, Stock retratou Marylin Monroe, Marlon Brando, entre muitos outros. E fez uma grande sessão fotográfica com James Dean, em 1955, cujo resultado acabou por ser publicado na Life pouco após a morte prematura do ator. “Stock conseguiu evocar o espírito da América através dos retratos memoráveis e icônicos de estrelas de Hollywood”, defende a Magnum, agência a que pertencia desde 1951. Fora dos retratos de Hollywood, Stock gostava do mundo da música. Louis Armstrong, Billie Holiday, Sidney Bechet, Gene Krupa, Duke Ellington, são alguns dos exemplos de celebridades nesta área que fotografou. Sobre uma vida dedicada à fotografia, Stock disse um dia: “Tive o privilégio de ver a maior parte da vida através da lente das minhas máquinas, o que tornou esta viagem uma experiência alucinante”. Veja mais fotos de Dennis Stock Aqui

Belo Horizonte inaugura Centro de Arte Contemporânea e Fotografia

Foto de Otto Stupakoff/ Instituto Moreira Salles. Garota cigana, 1970.

Dando início às comemorações de seus 40 anos, a Fundação Clóvis Salgado, em parceria com o Instituto Moreira Salles, inauguram nesta 4ª feira (13/01), às 19 horas, o Centro de Arte Contemporânea e Fotografia de Belo Horizonte. O espaço abre sua programação com uma mostra de 70 obras de Otto Stupakoff (1935-2009), considerado um dos grandes fotógrafos de moda no país. O centro vai promover diversas atividades, como mostras, editais, intercâmbios e debates. O espaço funciona na Av. Afonso Pena, 737, Centro, de terça a domingo, de 12 às 19 h, e às quintas-feiras, até às 21 h, com entrada franca. Mais informações pelo tel. (31) 3236-7400 ou no site www.fcs.mg.gov br.

terça-feira, 12 de janeiro de 2010

O realismo de Norman Rockwell

© Foto e ilustração de Norman Rockwell.

A fotografia tem sido uma ferramenta fundamental para alguns ilustradores, sempre à procura de melhores formas, a câmera tem sido um aliado natural. As centenas de fotografias icônicas concebidas pelo célebre pintor e ilustrador norte-americano Norman Rockwell (1894-1978), são um exemplo. Ele criava sua narrativa em cenários detalhistas, em sessões de estúdio, para depois fazer as ilustrações. O seu método consistia em copiar fotografias que ele concebia e dirigia meticulosamente, trabalhando com diversos fotógrafos e usando amigos e vizinhos como seus modelos. Recentemente a editora Little Brown and Company lançou o livro “Norman Rockwell: Behind the Camera“. Veja mais ilustrações baseadas em fotografias Aqui
Fonte: Ricardo Lombardi

Itália exibe fotos de Henri Cartier-Bresson feitas durante as suas viagens à Rússia

© Foto de Henri Cartier-Bresson. Armênia, 1972.
(Clique na imagem para ampliar)

Mais de 40 fotografias de Henri Cartier-Bresson feitas durante as suas viagens à Rússia estão em exposição até o dia 14 de Fevereiro de 2010, no Palazzo Ducale em Gênova, na Itália. A exposição intitulada "Henri Cartier-Bresson- Rússia" é um registro histórico extraordinário, apresentado pela primeira vez na Itália, juntamente com algumas imagens conhecidas do fotógrafo francês, outras menos conhecidas e difíceis de encontrar. Henri Cartier-Bresson foi o primeiro fotógrafo ocidental permitido de fotografar a União Soviética depois da Segunda Guerra Mundial. Ele foi para a URSS em 1954, para registrar a população, o trabalho, o lazer, enfim todos os aspectos da vida diária russa. As fotos em exposição são de 1954 e também de 1972-73, e foram reunidas em um livro publicado na França em 1973.

CCJE abre exposição de fotos realizadas com aparelhos de telefone celular

© Foto de Christian Caselli. Santas camisas. Imagem que compõe a mostra “foto-celular”.

Fotografias realizadas apenas com aparelhos de telefone celular. Esse é o recorte da mostra “foto-celular”, que fica em cartaz de 13 de janeiro a 07 de março, no Centro Cultural da Justiça Eleitoral (CCJE), no Rio, com entrada franca. O acervo conta com 500 fotos do artista/curador Christian Caselli, além de 63 do público, selecionadas por meio de concurso. Os trabalhos serão projetados em telões, randomicamente. E em fevereiro, o evento ainda vai contar com uma oficina de fotografia realizada com telefone móvel, uma palestra sobre o tema e o lançamento de um catálogo com o material exibido. Formando em jornalismo, Christian Caselli tem se destacado no audiovisual alternativo carioca por sua produção acelerada – cerca de 30 obras, entre clipes e curtas – de baixo orçamento, sempre fazendo direção, roteiro e edição de todos. Ganhou projeção com a animação O paradoxo da espera do ônibus, curta com mais de 385 mil exibições no Youtube, selecionado para mais de 15 festivais. Um dos prêmios que Caselli recebeu pelo vídeo foi um aparelho celular com câmera fotográfica, o que deu início a todo o projeto. Com ele, Christian começou a registrar cenas inusitadas, espontâneas, curiosas do cotidiano, o “acaso enquadrado”, nas palavras do próprio artista, facilmente capturado por um aparelho tão acessível a qualquer momento do dia, como o celular. De lá para cá, foram mais de dez mil fotos feitas em diversos lugares como São Luís (MA), Manaus (AM), São Paulo, Cuiabá (MT), Belo Horizonte, Tiradentes e São João Del Rey (MG), Vitória (ES), Recife (PE), Porto e Santa Maria da Feira (Portugal), entre outros. Christian é também curador e responsável pela parte videográfica da Mostra do Filme Livre, que teve sua oitava edição no Centro Cultural Banco do Brasil (RJ) este ano. Serviço: Centro Cultural da Justiça Eleitoral (CCJE). Rua Primeiro de Março, 42, Centro. Funcionamento: de quarta-feira a domingo, das 12h às 19h. Telefone: 2253-7566. Inscrição para a oficina Aqui

Justiça chilena determina que policial seja punido por agredir fotógrafo da Agência Efe

Cartaz exibe a imagem da agressão do policial da cavalaria contra o repórter fotográfico Víctor Salas, da Agência EFE, ocorrida em 21 de maio de 2008.

A Justiça Militar do Chile determinou que o Carabinero (membro da Polícia chilena) responsável pela agressão contra o fotógrafo Víctor Salas, em maio de 2008, seja punido. Repórter da agência de notícias Efe, Salas ficou gravemente ferido no olho direito, após ter sido atingido por um cassetete durante um protesto contra o Parlamento chileno, onde a presidente Michelle Bachelet apresentou a prestação de contas anual. O fotógrafo quase perdeu o olho. Segundo o La Nación, a Corte Marcial decretou a liberdade do carabinero mediante o pagamento de fiança, e revogou uma resolução de agosto do ano passado, na qual se recusava a processar o policial. "Espero que cedo ou tarde seja dada uma condenação contra quem me agrediu e que a sentença esteja a altura da gravidade dos fatos ocorridos nesse dia", afirmou Salas.

segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

3º mostra do ciclo “A Criação do Mundo”, com curadoria de Eder Chiodetto

© Foto de Cris Bierrenbach. Kaleidoscidade.

A terceira mostra do ciclo "A Criação do Mundo", idealizada pela Micasa em parceria com a Fotô Produção e Consultoria em Imagem e Arte, será inaugurada na próxima quarta-feira, dia 13 de janeiro, às 20h, com o título “Do Espaço Estilhaçado”. Reunindo 20 obras de nove artistas, a mostra tem curadoria de Eder Chiodetto e fica em cartaz até 17 abril, no Volume B, na Micasa, em São Paulo. O ciclo é composto por quatro exposições, apresentadas ao longo de um ano. Além de “Da Gênese Convulsiva”, que aconteceu entre março e junho de 2009 e “Da Beleza Transfigurada”, em cartaz entre junho e dezembro do mesmo ano, a Micasa apresenta agora “Do Espaço Estilhaçado”, que aborda a construção do espaço urbano, das formas e ‘deformas’ do crescimento acelerado, do desenho fotográfico que a arquitetura e suas sombras projetam nas grandes cidades. Recriando de forma poética e metafórica o surgimento do homem no universo por meio de fotografias de forte caráter experimental, o curador Eder Chiodetto selecionou obras a partir de suas pesquisas que visam trazer à tona a instigante produção de artistas cujas fotografias refletem os principais questionamentos que embasam a arte contemporânea. O projeto finaliza com “Do Desejo Inconfesso”, que apresenta leituras sobre os desejos, fantasias e o pecado original. Ao final do ciclo um livro com todas as fotografias e textos do projeto será lançado em edição limitada. Participam desta mostra os fotógrafos Alice Vergueiro, Cris Bierrenbach, Carlos Dadoorian, German Lorca, Guilherme Maranhão, Juan Esteves, Jair Lanes, Tuca Vieira e Eder Chiodetto. A exposição fica em cartaz entre 13 de janeiro e 17 de abril, de segunda a sexta das 10h às 19h e sábados das 10 às 17h, na Micasa. Rua Estados Unidos nº 2109. Jardim América, São Paulo – SP. Tel: 11 3088 1238.

O fotógrafo Caio Reisewitz reúne sua obra no CCBB do Rio de Janeiro

© Foto de Caio Reisewitz. Goiânia Golf Club, 2007.

Imaginem a felicidade de um artista de 42 anos que, pela primeira vez, vê sua obra reunida em três salas de um importante centro cultural do Rio. É como se sente o fotógrafo paulistano Caio Reisewitz, que abre para convidados nesta 2ª feira (11/01), às 19 horas, no CCBB, a mostra "Parece Verdade", com 50 fotografias, todas da última década. "Para mim, é uma fascinação. É a primeira vez que estou vendo todas elas juntas. Você vai trabalhando, sonhando, e um dia acontece", conta Reisewitz, que acaba de voltar da Galícia, na Espanha, onde foi saudado como "um dos fotógrafos mais premiados do mundo". O Centro Cultural do Banco do Brasil fica na Rua Primeiro de Março, 66 - Centro - Rio de Janeiro. De terça a domingo, das 10h às 21h, até o dia 7 de março. A entrada é gratuita. Fonte: Cruzeiro Online

sábado, 9 de janeiro de 2010

As impressionantes imagens do transbordamento do Rio Sena em 1910

© Foto de Albert Chevojon. Ruas inteiras de Paris foram alagadas devido ao transbordamento do Rio Sena, 1910.

Em Janeiro de 1910, Paris sofreu a pior inundação desde as enchentes de 1658. Ruas inteiras foram alagadas devido ao transbordamento do Rio Sena, que chegou a subir oito metros. Cem anos depois a Biblioteca Histórica de Paris revive em imagens essa terrível semana exibindo centenas de registros obtidos por diversos fotógrafos parisienses. A mostra fica em cartaz até o dia 28 de março de 2010. Veja as impressionantes imagens em alta resolução Aqui

Paulo Arias deixou o Brasil para registrar as desigualdades sociais da humanidade

© Foto de Paulo Arias. Slums of Thika. Quênia, 2006.

Dando continuidade a proposta de apresentar talentos da fotografia brasileira, o Images&Visions destaca hoje a obra do fotógrafo e ambientalista Paulo Arias, 32 anos, que registrou as desigualdades sociais da humanidade, deixando o Brasil para percorrer a Europa, América do Sul e África em prol do desenvolvimento econômico e social. Atuou em diversas organizações não governamentais na Inglaterra, Quênia e Equador, produzindo ensaios fotográficos que mostram os desafios do dia-a-dia dessas instituições. Paulo Arias se formou em administração de empresas, com pós-graduação em International Business pela STM (uma divisão da London School of Commerce) e com MBA na University of East London, cursou desenvolvimento econômico e social no Global Development Fórum sob supervisão do economista holandês Benny Dembtizer (ex-Banco Mundial). Atualmente desenvolve suas atividades com fotografia em São Paulo e paralelamente é Consultor em Desenvolvimento Sustentável (CSR Intelligence Consulting) e Coordenador da Pós em Gestão Ambiental na Universidade Paulista em São Paulo. Veja mais fotos de Paulo Arias Aqui

Evgen Bavcar, entre a luz e a escuridão

© Foto de Evgen Bavcar. Bicycle with swallows, 1997.

Evgen Bavcar é um dos fotógrafos cegos mais conhecidos do mundo. Nascido na Eslovênia em 1946, naturalizado francês, Bavcar perdeu a visão aos 12 anos de idade, vitima de um acidente. Aos dezesseis anos realizou sua primeira fotografia retratando a namorada. O método que ele utiliza para realizar as fotografias é colocar a maquina na altura de sua boca guiando-se pelas vozes dos retratados. Evgen Bavcar lançou no Brasil o livro "Memória do Brasil" reunindo textos e imagens produzidas durante suas viagens e experiências em solo brasileiro. Na historia da fotografia, outros fotógrafos cegos também ficaram conhecidos, como Paco Grande e Flo Flox. Leia mais sobre Evgen Bavcar Aqui

sexta-feira, 8 de janeiro de 2010

Retrospectiva de Alexander Rodchenko é exibida em Amsterdã

© Foto de Alexander Rodchenko. Lily Brik, 1924.

O Foam Fotomuseum de Amsterdã e a Maison de la Photo de Moscou apresentam até o 17 de março de 2010 uma retrospectiva de 200 cópias vintage do famoso artista russo Alexander Rodchenko (1891-1956), um dos grandes nomes da vanguarda russa, que deixou uma profunda marca na linguagem fotográfica. O grande mestre Rodchenko não foi apenas uma das grandes figuras da Avant-Garde, foi também um dos seus mais versáteis e geniais artistas. Mostra Alexander Rodchenko « Revolution in Photography ». Até 17 de março. FOAM Fotomuseum, Keizersgracht 609, Amsterdã, Holanda.

quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

Cenas da infância no Japão do pós-guerra são apresentadas pela primeira vez no Brasil

© Foto de Haruo Ohara. Maria, filha de Haruo, e Maria Tomita, sobrinha, 1955.

Retrato das transformações do cotidiano japonês contado por crianças. Esta é a proposta da exposição fotográfica que a Fundação Japão e a Sociedade Brasileira de Cultura Japonesa e de Assistência Social - Bunkyo apresentam até o dia 17 de janeiro de 2010. Com enfoque na vida cotidiana das crianças, a mostra aborda a transformação social no país asiático após a devastação da Segunda Grande Guerra Mundial. Retratadas pelas lentes de conhecidos fotógrafos como Nobuyoshi Araki e Ken Domon, entre outros nomes, as fotografias nos conduzem não somente ao conhecimento do panorama histórico do Japão em imagens até os dias atuais, mas também à reflexão do comprometimento dos homens com a paz. Paralelamente, acontece uma mostra digital de 61 fotos do extenso acervo fotográfico de Haruo Ohara (1909-1999), com apoio do Instituto Moreira Salles (IMS). As crianças, descendentes dos imigrantes japoneses, retratadas pelas lentes de Ohara (também japonês que migrou para o Brasil em 1927), demonstram muitas vezes uma conversa nem sempre paralela, mas congruente com a história das crianças japonesas.Em 2008, seu acervo de 20 mil negativos e outros materiais, foi doado pela família ao IMS, que em homenagem ao Centenário da Imigração Japonesa no Brasil, organizou a mostra “Japão – Mundos Flutuantes” na Galeria de Arte do Sesi, em São Paulo.Em 1938, Haruo comprou sua primeira máquina fotográfica e começou a registrar sua vida cotidiana em Londrina (PR). Em 1951 foi um dos fundadores do Foto Cine Clube de Londrina e associou-se ao Foto Cine Clube Bandeirante, de São Paulo, rendendo participação em salões nacionais de fotografia. Foi homenageado no Festival Internacional de Londrina, em 1998. No mesmo ano e também em 2000, suas obras participaram da 2ª e 3ª Bienal Internacional de Fotografia Cidade de Curitiba. Em 2003, recebeu uma sala especial na 12ª exposição da Coleção Pirelli Masp. Serviço: Mostra “Cenas da infância: 60 anos pós-guerra no Japão” e Mostra digital de fotografias de Haruo Ohara. Até 17 de janeiro de 2010. Local: Sociedade Brasileira de Cultura Japonesa e de Assistência Social - Bunkyo (Salão Nobre - 2º andar). Rua São Joaquim, 381 – Liberdade. São Paulo. Entrada gratuita. Horário: Seg a sexta, das 12h às 18h e aos sábados e domingos, das 10h às 18h.

Fotógrafos brasileiros participam da oitava Bienal Internacional de Roma

© Foto de Roberto Donaire. Imagem que será exibida durante a oitava edição da Biennale D’Arte Internazionale di Roma.

A oitava edição da Biennale D’Arte Internazionale di Roma, uma das mostras de artes plásticas e visuais mais importantes da Europa, que acontece entre os dias 16 a 26 de janeiro de 2010, contará com a participação de 14 fotógrafos brasileiros: Angelo Pastorello, Dede Fedrizzi, Roberto Donaire,Eduardo Bagnoli, Ivan Abujanra, Ilana Bessler, Jacques Dequeker, João Ribeiro, Kiko Coelho, Nana Vieira, Paulo Affonso Agapito, Marcos Alberti, Rosa Berardo, Sergio Valle Duarte. A exposição acontece na Sala del Bramante, um espaço de mais de 500 anos no qual nomes como Chagal, Miró, Salvador Dalí e Pablo Picasso já expuseram seus trabalhos.

quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

Exposição do fotógrafo documentarista André Cypriano chega a Porto Alegre

© Foto de André Cypriano. Imagem que compõe a mostra intitulada “Quilombolas - Tradições e Cultura da Resistência”.

Após ser exibida em 15 cidades brasileiras chega a Porto Alegre na próxima sexta-feira, dia 08 de janeiro de 2010, a exposição Quilombolas - Tradições e Cultura da Resistência, do fotógrafo documentarista André Cypriano, no Centro Cultural Usina do Gasômetro - Galeria dos Arcos. O registro fotográfico realizado pelo fotógrafo em negativo convencional preto-e-branco tratado digitalmente, é resultado da pesquisa de campo em 11 comunidades negras remanescentes dos quilombos no Brasil, incluindo o Quilombo de Mumbuca, em Mateiros. A exposição, que em Porto Alegre tem o patrocínio da Petrobras, é composta por 27 fotografias em preto-e-branco, no formato 50 cm x 75 cm; sete fotografias panorâmicas, no formato 40 cm x 110 cm, seis fotografias em preto-e-branco 30 x 40 cm, dois mapas, cinco painéis de textos e legendas. A mostra que se iniciou em 2007, foi concebida inicialmente para poucas cidades. No entanto, devido ao interesse de público e órgãos institucionais de cultura, a mostra já circulou por 15 cidades brasileiras e oito cidades da América Latina - Assunção, Buenos Aires, Montevidéu, La Paz, Lima, Bogotá, Quito e Caracas. Nesta nova fase, estão programadas 15 exposições em todo o País, entre elas Maceió (AL - 26/01), Rio Branco (AC - 02/02), Juazeiro do Norte (BA - 06/02), entre outras. A curadoria da exposição é de Denise Carvalho, produtora cultural e diretora da Aori Produções Culturais, empresa realizadora do projeto. O material original faz parte do livro Quilombolas - Tradições e cultura da resistência, com fotografias de André Cypriano e pesquisa de Rafael Sanzio Araújo dos Anjos. Serviço: Exposição Quilombolas - Tradições e Cultura da Resistência. Local: Centro Cultural Usina do Gasômetro. Galeria dos Arcos. Av. Pres. João Goulart, 551 - Porto Alegre. (51) 3289-8133 / 8135. Abertura: 08 de janeiro de 2010, às 19h. Visitação: De 09 de janeiro a 07 de fevereiro de 2010. Terça a domingo das 10h às 22h. Entrada Gratuita.

Buenos Aires exibe mais de cem imagens do suíço Werner Bischof

© Foto de Werner Bischof. Auto-retrato em seu estúdio. Zurich, 1940.

O Centro Cultural Borges em Buenos Aires está exibindo até o dia 14 de fevereiro de 2010, uma seleção de mais de cem imagens do fotógrafo suíço Werner Bischof (1916-1954), um dos fundadores da Agencia Magnum, sob o titulo "El sueño de la verdad", com imagens de suas viagens realizadas pelo mundo. As fotos são provenientes do arquivo fotográfico dirigido pelo seu filho Marco Bischof, curador da exposição. Werner Bischof trabalhou para importantes jornais e revistas, como a Life, Paris Match, the Observer, Picture Post e Illustrated, entre outros. Na mostra também são exibidas imagens feitas por ele na America Latina. Werner Bischof nasceu na Suíça em 26 de abril de 1916. Passou sua infância entre Zurich, Kilchberg e Waldshut. Seu pai era diretor de uma fábrica farmacêutica e um entusiasta fotógrafo aficionado. Bischof estudou fotografia com Hans Finsler na Escola de Artes e Ofícios de Zurich, e logo abriu um estúdio de fotografia e publicidade (entre 1932 a 1936). Em 1942 se transformou em repórter independente para a revista Du, dirigida por Arnold Kübler, que publicou seu maior ensaio fotográfico em 1943. Tornou-se membro do grupo de artistas Allianz. Bischof foi reconhecido internacionalmente após a publicação em 1945 da reportagem sobre a devastação causada pela Segunda Guerra Mundial, uma documentação fotográfica que realizou por encomenda da Schweizer Spende que incluía o sul de Alemanha, França, Luxemburgo, Bélgica e Holanda. Nos anos seguintes, Bischof viajou para a Itália e Grécia a serviço da Swiss Relief, uma organização dedicada a reconstrução no pós-guerra. En Milão conheceu a sua esposa Rosellina Mandel. Em 1948 fotografou as Olimpíadas de Inverno en Saint Moritz para a revista Life. Depois da viagem para a Europa, Bischof trabalhou para o Picture Post, The Observer, Illustrated e Época. Foi o primeiro fotógrafo a ingressar na Magnum como membro-fundador em 1949. Foi enviado a reportar a fome na Índia para a Revista Life (1951). Logo em seguida esteve no Japão, onde permaneceu por um ano. Esteve também no Japão, Coréia, Hong Kong e Indochina, trabalhando como correspondente de guerra da revista Paris Match. Suas imagens foram publicadas em todo o mundo. Em 1953 esteve nos EUA documentando em cores as novas estradas que cortavam o país. No ano seguinte viajou para o México, Panamá e Peru, onde se envolveu na realização de um filme. Bischof morreu tragicamente en um acidente automobilístico nos Andes peruanos, no dia 16 de Maio de 1954, nove dias antes de Robert Capa perder a vida na Indochina. Centro Cultural Borges - Viamonte esq. San Martín C1053ABK - Buenos Aires – Argentina. Telefones: 0054 (11) 5555-5359. Veja fotos de Werner Bischof Aqui
Fonte: Centro Cultural Borges.

terça-feira, 5 de janeiro de 2010

Radicais italianos lançam o fotógrafo Oliviero Toscani a governador

© Foto Day Life. O célebre fotógrafo Oliviero Toscani é candidato a governador pela Região da Toscana nas eleições que ocorrerão no final de março de 2010.

O Partido Radical italiano resolveu lançar a candidatura do célebre fotógrafo Oliviero Toscani a governador pela Região da Toscana nas eleições que ocorrerão no final de março de 2010. O anuncio da candidatura foi feito hoje. Oliviero Toscani inventou as campanhas publicitárias polêmicas para a marca italiana Benetton durante os anos 90. Um de seus trabalhos mais polêmicos é a imagem de um homem morrendo de AIDS, chorando em uma cama de hospital, rodeado por seus parentes. Outra fotografia de uma freira beijando um padre causou um enorme rebuliço com a Igreja Católica. No começo dos anos 90 Toscani fundou juntamente com o designer gráfico norte-americano Tibor Kalman, a revista Colors. O slogan era "uma revista sobre o resto do mundo". Toscani também lançou um livro chamado "A públicidade é um cadáver que nos sorri", no livro o fotógrafo conta suas experiências e fala sobre ética publicitária. Acesse aos sites de Oliviero Toscani Aqui