sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

Retrospectiva 2010: mala mexicana é finalmente aberta ao público

© Foto de Robert Capa. A Espanha durante a Guerra Civil, 1937.

O International Center of Photography (ICP), em Nova York, que durante anos foi dirigido por Cornell Capa (irmão de Robert Capa), está exibindo desde o mês de outubro passado a exposição intitulada The Mexican Suitcase, sobre a mala mexicana encontrada em 2007, com 126 rolos de negativos de 35 mm pertencentes a Robert Capa, Gerda Taro e David Seymour. Em 1940, as três caixas com fotos da guerra civil espanhola chegaram às mãos do general mexicano Francisco Javier Aguilar González. Os herdeiros do general que encontraram as imagens, em um primeiro momento, não perceberam a importância da descoberta. Apenas em dezembro de 2007 os negativos foram enviados para Nova York. Os negativos foram processados, digitalizados, impressos em folhas de contato e cuidadosamente estudados por Cynthia Young, curadora assistente ICP, que organizou a exposição e editou o seu catálogo em dois volumes impressionantes.

Retrospectiva 2010: Jornal do Brasil encerra suas atividades

© Foto de Alberto Jacob, o quase atropelamento de uma freira no Flamengo rendeu ao JB mais um Premio Esso de Fotografia. Rio de Janeiro, 1971.

Com quase 120 anos de história na imprensa brasileira, o Jornal do Brasil encerrou suas atividades em 01 de agosto de 2010, acumulando dívidas de cem milhões de reais. O JB continuou apenas com a versão online. Desde o inicio os fotógrafos do Jornal do Brasil fizeram história no fotojornalismo brasileiro. Grandes nomes da fotografia pertenceram a essa talentosa equipe: Alberto Jacob, Erno Schneider, Campanella Neto, Evandro Teixeira, José Antônio Moraes, Delfim Vieira, Odyr Amorim, Ronaldo Theobald, Antônio Andrade, Ary Gomes, Kaoru Higuchi, Rogerio Reis, Luiz Morier, Paulo Nicolella, entre muitos outros.

Retrospectiva 2010: exposição traçou a trajetória de Robert Mapplethorpe

Foto de Robert Mapplethorpe. A cantora Patti Smith, 1976.

Uma grande retrospectiva do trabalho de Robert Mapplethorpe foi exibida em fevereiro de 2010 no espaço de exposições NWR-Forum em Düsseldorf. As imagens do fotógrafo norte-americano voltaram à Alemanha para contar a trajetória desse artista famoso por sua irreverência: foram 150 fotos sobre nudez, homossexualidade, flores, imagens de esculturas e auto-retratos. Não é à toa que a exposição teve limite de idade – apenas maiores de 16 anos puderam prestigiá-la. As lentes de Mapplethorpe sempre foram voltadas para nudez, atos sexuais e práticas sadomasoquistas. O trabalho do fotógrafo, que faleceu em 1989, foi alvo de debates controversos, principalmente nos Estados Unidos. Suas exibições foram marcadas por boicotes, censura e já sofreram cancelamentos. "Eu olho para a perfeição da forma. Eu faço isso em retratos, em fotos de pênis, em fotos de flores", declarou Mapplethorpe. Na Alemanha, as fotos do artista ajudaram a inspirar o movimento estético de gerações que cresceram nos anos 1980 e 1990. Na época, as fotos de Mapplethorpe eram vendidas como pôsteres e coladas em dormitórios estudantis. Em Düsseldorf, a exposição abrangeu imagens captadas com Polaroids, em 1973, até auto-retratos de 1988. Fonte: Nádia Pontes/DW.

quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

Retrospectiva 2010: leilão da coleção da Polaroid bate recorde de venda

© Foto de Ansel Adams. A fotografia intitulada Clearing Winter Storm, Yosemite National Park, de 1942, atingiu o valor mais alto das vendas no leilão da Sotheby’s.

Em junho de 2010, a casa de leilões Sotheby’s de Nova York promoveu o leilão da coleção da Polaroid. O evento foi além das expectativas alcançando a soma de 12,5 milhões de dólares (10 milhões de euros) e alguns artistas ultrapassaram os seus valores recorde de venda em leilão. Em 1956, Edwin Land, o inventor da Polaroid decidiu começar a sua coleção de fotografias e, para isso, pediu ajuda ao amigo Ansel Adams, que escolheu a maioria das fotos. A imagem feita em 1942 por Ansel Adams intitulada Clearing Winter Storm, Yosemite National Park, atingiu o valor mais alto das vendas no leilão da Sotheby’s – 722 mil dólares, o que permitiu a Ansel Adams, com 400 fotografias à venda, bater o seu próprio recorde. Além de Ansel Adams, os artistas e fotógrafos que alcançaram novos valores recordes figuram Andy Warhol, David Hockney e Chuck Close. A Polaroid faliu em 2008. O leilão foi autorizado pelo tribunal para pagamento dos credores.

quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

Retrospectiva 2010: mostra desvendou a obra do fotógrafo e cineasta Ruy Santos

© Foto de Ruy Santos/Acervo do Arquivo Público do Estado do Rio de Janeiro. O artista plástico comunista Clovis Graciano, década de 40.

Em abril de 2010, foi exibida pela primeira vez no Rio a exposição “Ruy Santos: imagens apreendidas”, que trouxe ao público o material inédito do fotógrafo e cineasta carioca Ruy Santos (1916-1989), encontrado no acervo fotográfico do Arquivo Público do Estado do Rio de Janeiro. A proveniência do material lá depositado se origina na participação ativa de Ruy como militante, fotógrafo e cineasta do Partido Comunista Brasileiro durante os anos 40, que registrou em película muitas personalidades do Partido, entre elas, Luiz Carlos Prestes, Graciliano Ramos, Cândido Portinari, Clóvis Graciano, dos quais foram exibidos portraits fotográficos. As cópias fotográficas encontradas de Ruy no APERJ são remanescentes de seu acervo, destruído pela Polícia Política por ocasião de sua prisão em 1948. A exposição foi fruto de trabalho de pós-doutorado em desenvolvimento da pesquisadora e fotógrafa Teresa Bastos efetuada junto ao Fundo Polícia Política, do acervo do Arquivo Público do Estado do Rio de Janeiro. A Polícia política brasileira, por sua atuação implacável no controle e vigilância aos cidadãos, de 1930 a 1983, de algoz passou a guardiã de uma vasta documentação ainda pouco explorada e conhecida de um período relativamente recente da história do Brasil.

Retrospectiva 2010: coleção da Magnum Photos é disponibilizada para pesquisa

© Foto de Anthony Maddaloni. A coleção da Magnum Photos no Harry Ransom Center. Texas, 2010.

Em fevereiro de 2010, a Magnum Photos anunciou a venda da sua coleção de fotografias para uma empresa de investimento privado, de propriedade do fundador da Dell Inc. Os arquivos, que representam 60 anos de história, foram transferidos para o Harry Ransom Center da Universidade do Texas para serem preservados, catalogados e disponibilizados. Michael Dell, que fundou a empresa de computadores pessoais que leva seu nome, freqüentou a Universidade do Texas no início de 1980, e no passado doou mais de US $ 50 milhões para a instituição. Os arquivos contêm imagens captadas por fotógrafos como Henri Cartier-Bresson, Robert Capa, Elliott Erwitt, Leonard Freed, Bruce Davidson, Rene Burri, Eve Arnold, Dennis Stock e de muitos outros. O Harry Ransom Center anunciou em junho passado que a coleção estava pronta para consulta por pesquisadores, estudantes, e pelo público em geral.

terça-feira, 28 de dezembro de 2010

Retrospectiva 2010: MoMA realizou mega-exposição de Henri Cartier-Bresson

© Foto de René Burri. Henri Cartier-Bresson no escritório da Magnum Photos em Nova York, 1959.

O MoMA em Nova York exibiu em 2010 a primeira retrospectiva de Henri Cartier-Bresson desde que faleceu em 2004, aos 95 anos. A mostra intitulada Henri Cartier-Bresson: The Modern Century apresentou trabalhos feitos por Cartier-Bresson ao redor do mundo durante o Século XX. A megaexposição incluiu cerca de trezentas fotografias, a maioria proveniente do acervo da Fundação Henri Cartier-Bresson em Paris. A mostra foi dividida em treze seções, entre elas uma dedicada aos retratos de ícones do século como Henri Matisse, Alberto Giacometti, Jean-Paul Sartre, Albert Camus, Carl Jung, Coco Chanel e Truman Capote, entre outros.

Retrospectiva 2010: morre a protagonista da célebre foto de Alfred Eisenstaedt

© Foto de Alfred Eisenstaedt. Enfermeira beija marinheiro durante comemoração do fim de Segunda Guerra. Times Square, Nova York, 1945.

Em 23 de junho de 2010, morreu aos 91 anos, Edith Shain a enfermeira da célebre fotografia de Alfred Eisenstaedt, que foi retratada beijando um marinheiro em 1945, na Times Square, em Nova York. A foto foi feita no Dia da Vitória, que assinala o fim da Segunda Guerra, um dos momentos mais importantes da história. A fotografia Alfred Eisenstaedt converteu-se num ícone desse momento e uma das imagens mais conhecidas associadas à guerra. Edith Shain foi identificada na década de 70, quando ela escreveu a Eisenstaedt para lhe dizer que era ela a jovem que o marinheiro beijava a 14 de Agosto de 1945. Carl Muscarello, agora um policial reformado, afirmou em 1995, ser o homem na fotografia, uma informação que nunca foi possível confirmar. Edith, numa entrevista ao "New York Times", admitiu que não podia afirmar que Muscarello era o homem que a beijou. "Não posso dizer que não é. Apenas não posso afirmar que é. Não há jeito de confirmar", disse ao jornal.

Retrospectiva 2010: as chuvas que castigaram o Rio de Janeiro

© Foto de Fernando Rabelo. Enchente na Praça da Bandeira. Rio de Janeiro, 05 de abril de 2010.

Eram seis horas da tarde do dia 05 de abril de 2010. Estava preso num engarrafamento na Praça da Bandeira, no Rio, quando desabou um violento temporal sobre a cidade. A água começou a subir em questão de minutos, não havia como fugir. Rapidamente carros começaram a boiar para todos os lados, inclusive o meu. Foi um desespero generalizado. Consegui colocá-lo no único lugar que eu considerava seguro para que ele não fosse arrastado pela correnteza. Não adiantou. Em questão de minutos ele ficou submerso. Só me restou abandoná-lo e conseguir refúgio num posto de gasolina desativado nas proximidades. Peguei a máquina para fotografar essa tragédia carioca que acontecia na frente dos meus olhos. Fiquei ilhado até as dez horas da manhã do dia seguinte. Em vinte anos que exerci o jornalismo diário no Rio, cobrindo inclusive enchentes e publicando material no JB, não imaginava ser vítima dela e virar imagem.
Fernando Rabelo-Editor

segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

Retrospectiva 2010: morre Dennis Stock

© Dennis Stock. Venice Beach Rock Festival, 1968.

O fotógrafo Dennis Stock morreu em janeiro de 2010, aos 81 anos. Dennis sofria de câncer e tinha várias complicações. Conhecido por fotografar preferencialmente as estrelas de Hollywood, Stock retratou Marylin Monroe, Marlon Brando, entre muitos outros. E fez uma grande sessão fotográfica com James Dean, em 1955, cujo resultado acabou por ser publicado na Life pouco após a morte prematura do ator. “Stock conseguiu evocar o espírito da América através dos retratos memoráveis e icônicos de estrelas de Hollywood”, defende a Magnum, agência a que pertencia desde 1951. Fora dos retratos de Hollywood, Stock gostava do mundo da música. Louis Armstrong, Billie Holiday, Sidney Bechet, Gene Krupa, Duke Ellington, são alguns dos exemplos de celebridades nesta área que fotografou. Sobre uma vida dedicada à fotografia, Stock disse um dia: “Tive o privilégio de ver a maior parte da vida através da lente das minhas máquinas, o que tornou esta viagem uma experiência alucinante”.

Retrospectiva 2010: mostra de Larry Clark foi proibida para menores em Paris

© Foto de Larry Clark. Teenage lust, 1983.

A mostra retrospectiva do fotógrafo norte-americano Larry Clark no Musée d'art moderne de la Ville de Paris em outubro de 2010, foi proibida para menores de dezoito anos. A mostra reuniu cinqüenta anos de criação do artista através de duzentas copias originais, a maior parte inédita. A partir da década de sessenta, Larry Clark documentou a juventude norte-americana perdida entre a droga, sexo e violência escandalizando a cena artística, se tornando uma obra de referencia para muitos fotógrafos contemporâneos. Os organizadores da retrospectiva em Paris temiam a reação de católicos integristas, como aconteceu na exposição intitulada "Présumés innocents" em Bordeaux em 2000, que acabou nos tribunais.

Retrospectiva 2010: fotógrafo de Martin Luther King era um traidor

© Foto de Ernest C. Withers. Auto-retrato feito em 1968.

Um dos melhores amigos de Martin Luther King era um traidor. Segundo o jornal “The Commercial Appeal”, de Memphis, Ernest C. Withers, o fotógrafo mais famoso do movimento pelos direitos civis era um informante do FBI. Segundo o jornal, Ernest teria fornecido informações, em troca de dinheiro, sobre os planos da organização das marchas e da vida pessoal dos ativistas pela igualdade racial. Em setembro o jornal de Memphis publicou os resultados de uma investigação de dois anos, que mostrou que Withers, que morreu em 2007 aos 85 anos, tinha colaborado estreitamente com dois agentes do FBI nos anos 60, para vigiar de perto o movimento de direitos civis. Foi uma revelação surpreendente a respeito do ex-policial, apelidado de Fotógrafo Original dos Direitos Civis, cuja fama veio inicialmente da confiança que desfrutava junto a altos líderes do movimento dos direitos civis, incluindo King. Na época de sua morte, Withers possuía o maior catálogo de um fotógrafo individual a respeito do movimento de direitos civis no Sul, disse Tony Decaneas, o proprietário da Panopticon Gallery em Boston, o agente exclusivo de Withers. Suas fotos foram reunidas em quatro livros e sua família planejava abrir um museu com seu nome. Ernest C. Withers fez a célebre fotografia de Martin Luther King fazendo a primeira viagem de um ônibus não segregado em Montgomery. No Alabama, em 1956.

domingo, 26 de dezembro de 2010

sábado, 25 de dezembro de 2010

The New York Times homenageia o fotógrafo português João Silva

O fotógrafo João Silva (de camiseta preta em primeiro plano), que em outubro passado perdeu as duas pernas na explosão de uma mina no Afeganistão.

O jornal The New York Times prestou uma bela homenagem ao fotógrafo João Silva, que em outubro passado perdeu as duas pernas na explosão de uma mina no Afeganistão. Num artigo publicado ontem, o fotojornalista Michael Kamber descreve o profissional português, de quem é amigo pessoal, como um dos fotógrafos "mais amados e admirados" da atualidade. O fotojornalista começa por fazer uma breve descrição da vida de João silva, enquanto aluno problemático na África do Sul, onde o português está radicado, explicando que a vida de João Silva mudou quando pegou pela primeira vez numa máquina fotográfica. "João apaixonou-se pela câmara", explica Michael Kamber.O autor do artigo explica ainda que "num prazo espantosamente curto", as fotos de João Silva fizeram capas de jornais um pouco por todo o mundo. "A sua câmara tornou-se num poderoso instrumento, ajudando o público a perceber guerras que se arrastam por décadas", salienta. Kamber afirma que as fotografias de João Silva criaram um "registo inigualável da Guerra", destacando imagens como a de um soldado norte-americano a arrastar o corpo ensanguentado do seu camarada pela lama, a de uma mãe iraquiana gritando desesperada sobre o cadáver do seu filho, ou a de uma vitima de um carro-bomba a arder em chamas. "Talentoso, humilde e generoso", é assim que Kamber descreve João, afirmando que o fotógrafo era "como uma rocha para muitos jornalistas no campo de batalha". "Não seria exagero dizer que era o fotógrafo mais amado e respeitado da atualidade. Por isso, os seus ferimentos causaram uma crise de confiança em muitos fotojornalistas", sublinha. O autor do texto - ele próprio repórter de guerra - conta que, depois do acidente de João silva, muita gente lhe pergunta porque insiste em fotografar o sofrimento que os Homens infligem uns aos outros. E a resposta, diz Kamber, foi-lhe dada pelo próprio João Silva, há um ano atrás. "Recebo muitas mensagens de pessoas que dizem que nos mostramos ao mundo aquilo que as pessoas não podem testemunhar", disse o fotógrafo português a Kamber, no ano passado. Kamber termina o artigo, com uma mensagem de esperança para João, que continua internado no hospital militar de Washington, EUA. "Eu sei que a câmara de João ainda não acabou o seu trabalho. Assim que encontrar equilibro nas suas novas pernas, ele ira aventurar-se de novos pelos cantos do mundo. Ele ama a fotografia como poucos pessoas no mundo." Fonte: Boas Notícias

sexta-feira, 24 de dezembro de 2010

Boas festas aos leitores

© Foto de Edward Steichen . The Flatiron, 1905.

O Blog Images&Visions deseja a todos um Feliz Natal e um 2011 de realizações, desejos e prazeres, lembrando que tudo isso pode ser eternizado pela fotografia. Fernando Rabelo-Editor.

quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

A imagem de John e Yoko trancados em um quarto de hotel pela paz mundial

© Foto de Nico Koster. O casal John Lennon e Yoko Ono no protesto em que ficaram trancados em um quarto de hotel durante a lua-de-mel. Amsterdã, 1969.

No dia 24 de março de 1969, John Lennon e Yoko Ono iniciaram a lua-de-mel, trancados em um quarto do hotel Hilton em Amsterdã, para pedir a paz mundial. Durante uma semana ficaram rodeados por cartazes com mensagens como "Bed Peace", "I love Yoko" ou "Grow your hair", os recém-casados aproveitaram a repercussão midiática de seu recente casamento em Gibraltar para pedir o fim da Guerra do Vietnã. O apelo foi feito a mais de 300 fotógrafos e repórteres de todo o mundo, os quais eram recebidos de pijama diariamente das 9h às 21h. A foto acima é de autoria de Nico Koster.

quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

O fotógrafo Maurício Lima vence importante prêmio da revista Time

© Foto de Mauricio Lima/AFP / Getty Images. Série intitulada "Afeganistão Apocalipse", 2010.

O fotógrafo paulista Maurício Lima, da AFP venceu o prêmio da revista Time de “melhor fotógrafo de agência do ano”. Maurício foi premiado por uma série de fotografias intitulada "Afeganistão Apocalipse", onde passou 75 dias em 2010. A metade do tempo, ele se dedicou a retratar a vida dos Marines norte-americanos no país e a outra metade, a percorrer Cabul em busca de histórias.Na série selecionada pela Time estão imagens de civis afegãs e retratos de militares americanos. Algumas fotos são comoventes e refletem as pessoas comuns e simples, tentando viver em meio à guerra. "As chaves para fazer um bom trabalho jornalístico são acesso e tempo", explicou Maurício, que se diz atraído pelos efeitos das guerras nas pessoas e não pela guerra em si. "É interessante que seja um fotógrafo do Brasil, que é um país que não tem tradição de fotojornalismo internacional", refletiu Lima, de 35 anos, fotógrafo há 12. Os editores da revista compararam seu estilo ao do lendário fotógrafo francês Henry Cartier-Bresson. Veja mais fotos Aqui
Fonte: AFP

Morre o fotógrafo Jean-Pierre Leloir

© Foto de Jean-Pierre Leloir. A célebre fotografia de Jacques Brel, Léo Ferré e George Brassens em torno de uma mesa num apartamento em Paris, 1969.

Morreu na última terça-feira em Paris, o fotógrafo francês Jean-Pierre Leloir. O anúncio foi feito pela sua filha Marion, que informou que o pai morrera em casa. Leloir morreu com 79 anos de idade e deixa um importante legado na fotografia. Leloir é o autor da célebre fotografia que reúne três montros sagrados da música francesa: Jacques Brel, Léo Ferré e George Brassens em torno de uma mesa num apartamento em Paris. A imagem feita em janeiro de 1969 correu o mundo. Leloir apontou a objetiva para os músicos mais importantes da cultura do jazz, blues e rock dos últimos 50 anos. Billie Holiday, Edith Piaf, Jimi Hendrix ou Maria Callas são alguns dos músicos que o fotógrafo imortalizou. "Portraits Jazz" representa o legado que o artista deixou. O livro, publicado este ano é uma coletânea de retratos de grandes nomes do jazz, fotografias tiradas do início dos anos 50 ao final dos anos 70.

terça-feira, 21 de dezembro de 2010

Digital Photographer Brasil selecionou os melhores blogs de fotografia em português

Clique na imagem acima e veja a relação completa dos blogs selecionados.

A revista Digital Photographer Brasil selecionou em sua última edição os melhores sites de fotografia do país. O blog Images&Visions foi um dos escolhidos.“O melhor amigo para o fotógrafo digital é a Internet, não tenha duvida. A grande rede de comunicação abriu uma oportunidade inédita de congregar pessoas por seu interesses- e no caso da fotografia, estreitar também laços pessoais e profissionais. Participar dessa conversa eletrônica sem fim é um imperativo do dia-a-dia; bom para as relações pessoais, bom para manter-se em dia com as novidades e bom para os negócios, também. A internet serve como um imenso manancial de conhecimento e sabedoria fotográfica e quem possui talento para escrever, além de clicar, acaba se saindo muito bem “na fita”. Daí veio a idéia de colecionar links para bons blogs que falam sobre fotografia – a paixão, a técnica, os assuntos, as pessoas”, comenta Mario Amaya, editor da Digital Photographer Brasil. Clique na imagem acima e veja a relação completa dos blogs indicados. Fonte: Fotocolagem

Novo livro de João Castilho é lançado em Belo Horizonte

© Foto de João Castilho. Série “Peso Morto”, 2010.

Acreditando que toda imagem navega sobre um mar de palavras, o artista João Castilho convidou quatro escritores para desenvolverem textos a partir de sua série de fotografias intitulada “Peso Morto”, que enfoca pedras em estado de inércia total. Castilho enviou as fotos a Marcelino Freire, Joca Reiners Terron, Vera Casa Nova e Eduardo Jorge, deixando-os livres em suas criações. As fotografias e os textos literários escritos a partir delas estão reunidos na publicação homônima, que será lançada nesta terça-feira, dia 21 de dezembro de 2010, às 19h, na Livraria Scriptum, em Belo Horizonte. A obra de João Castilho sempre apresentou diversos pontos de contato com a literatura, vistos nos trabalhos Redemunho (2006), Série Cega (2007) e Metamorfose (2010). Nestes casos, as imagens sempre nasciam a partir das palavras. Já em Peso Morto, a relação se inverte e são as palavras que vêm depois das imagens. Criado por Viviane Gandra, o projeto gráfico do livro guarda uma inovação: uma parte falsa foi inserida no volume, como se houvesse um miolo oco, o que dá à publicação um aspecto visual robusto. No entanto, quando o leitor pega o volume em suas mãos, tem uma sensação ligeiramente estranha, já que o peso do livro não corresponde ao que se imagina a partir de seu formato. Realizado com recursos do edital Conexão Artes Visuais MinC/Funarte/Petrobras 2010, Peso Morto é um livro artístico que privilegia uma articulação singular entre fotografias, textos e projeto gráfico. Serviço: Lançamento do livro “Peso Morto”, de João Castilho. Onde: Livraria Scriptum (Rua Fernandes Tourinho, 99 – Savassi – BH / MG). Quando: 21 de dezembro de 2010 (terça-feira), das 19h às 21h. Fonte: Conexão Artes Visuais

segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

Lella, amor de juventude

© Foto de Edouard Boubat. Lella, amor de juventude. Bretagne, França, 1947.

Alguns consideram esta foto como a melhor da obra de Edouard Boubat (1923-1999). Ela foi feita na Bretagne em 1947. Na imagem aparece a jovem e bela Lella, musa do fotógrafo. Edouard estava loucamente apaixonado por ela. Eles logo se casaram e viveram uma vida boêmia em Paris. “Quando comecei a fotografar depois da guerra, eu não sabia nada sobre o que estava acontecendo na fotografia. Eu nunca tinha estudado. Eu não tinha nenhuma fotografia ou livros para me inspirar. Eu estava começando completamente livre, virgem, foi esse frescor que me permitiu fazer minhas primeiras fotos como a da Lella em 1947”, afirmou com ternura Edouard Boubat em entrevista concedida em 1988.

The Big Picture e as melhores fotos de 2010

© Foto de Emilio Morenatti/AP. O garoto Lucas Mahuca, 3, brinca com a sua bola durante a Copa de Mundo em Johannesburg. África do Sul, 2010.

Com o ano de 2010 terminando, o blog The Big Picture que pertence ao jornal The Boston Globe selecionou 120 fotografias feitas últimos 12 meses em várias partes do mundo. As imagens foram publicadas em tres blocos. Vale a pena conferir Aqui

sábado, 18 de dezembro de 2010

Herman Leonard, o fotógrafo que retratou os grandes ícones do jazz

© Foto de Lenny Kravitz. O fotógrafo Herman Leonard em janeiro de 2010.

O fotógrafo norte-americano Herman Leonard, que morreu em agosto em Los Angeles, aos 87 anos, retratou grandes ícones do jazz. Leonard começou sua carreira na década de quarenta, fotografou nomes como Dexter Gordon, Charlie Parker, Dizzy Gillespie, Billie Holiday, Duke Ellington, Miles Davis, entre muitos outros. Em outra época trabalhou como fotógrafo pessoal de Marlon Brando. Em 2006, o fotógrafo perdeu grande parte de seus bens vitima do furacão Katrina. Antes de morrer estava trabalhando com o músico Lenny Kravitz, que fez o retrato acima. Acesse o site oficial de Herman Leonard Aqui

sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

Galeria Zoom em Paraty abriga exposição de Iatã Cannabrava

© Foto de Iatã Cannabrava. A mostra em Paraty apresenta fotografias realizadas por Iatã entre 2000 e 2009, retratando a periferia de diversas cidades latino-americanas.

Será aberta neste sábado, dia 18 de dezembro de 2010, na Galeria Zoom em Paraty (RJ), a exposição “Uma outra Cidade”, do fotógrafo Iatã Cannabrava, que apresenta fotografias realizadas por ele entre 2000 e 2009, retratando a periferia de diversas cidades latino-americanas. A mostra já foi exibida no Museu da Casa Brasileira em 2009 e na Galeria de Babel, em São Paulo, em 2010. As imagens que compõem a mostra foram feitas em São Paulo, Brasília, Belém, Lima, Caracas, La Paz, México, Buenos Aires e Montevidéu. Fotógrafo, curador e agitador cultural, Iatã Cannabrava participou de mais de 40 exposições. Ganhou os prêmios P/B da Quadrienal de Fotografia de São Paulo, em 1985, o concurso Marc Ferrez da Funarte, em 1987, e dois prêmios da Secretaria de Estado da Cultura de São Paulo, em 1996 e 2006. Suas fotografias foram publicadas em diversos livros e nas coleções Masp-Pirelli, Galeria Fotoptica, Coleção Joaquim Paiva e MAM/São Paulo. Como agitador cultural, foi presidente da União dos Fotógrafos de São Paulo de 1989 a 1994, criou e dirige a empresa Estúdio Madalena, onde organizou mais de 30 exposições e ministrou mais de 80 workshops, além de projetos especiais, como Revele o Tietê que Você Vê, em 1991; Foto São Paulo, em 2001; Povos de São Paulo - Uma Centena de Olhares sobre a Cidade Antropofágica, em 2004, e a Expedição Cívica, Ecológica e Fotográfica De Olho nos Mananciais, em 2008. É responsável pela coordenação da programação do Festival Internacional de Fotografia de Paraty - Paraty em Foco e coordena o Fórum Latino-Americano de Fotografia de São Paulo. Serviço: Galeria Zoom de Fotografia Exposição Uma Outra Cidade de Iatã Cannabrava. Galeria Zoom. De 18 de dezembro de 2010 a 27 de fevereiro de 2011. Rua do Comércio, 05. Centro Histórico. Paraty – RJ. Horário: sextas, sábados e feriados, das 20h às 23h30 ou por agendamento. Tel.: (24) 9228-6268 (24) 3371-2764.

quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

O genial fotógrafo espanhol Ramón Masats

© Foto de Ramón Masats. Partida de futebol entre jovens sacerdotes. Madri, 1957.

Essa é a primeira fotografia de um artista espanhol adquirida pelo Moma, em Nova York. Feita em 1957, a imagem é de autoria do premiado fotógrafo espanhol Ramón Masats. Na foto vemos um jovem aprendiz de sacerdote se desdobrando numa partida de futebol em Madri. Ramón Masats é um dos fotógrafos mais importantes de Espanha. Nascido em Barcelona em 1931, tem vários livros publicados. Retratou assiduamente os ritos e costumes da Espanha, nos anos cinqüenta e sessenta. Em 2008 o fotógrafo concedeu uma entrevista à um jornal espanhol, anunciando a sua aposentadoria. Nesta sexta-feira, dia 17 de dezembro de 2010, Ramón Masats estará inaugurando uma grande mostra retrospectiva do novo Museu de Palencia. Leia mais Aqui

Michael Dweck, o fotógrafo que descobriu o paraíso perdido

© Foto de Michael Dweck. A jovem Sonya curtindo a liberdade de viver na praia em Montauk (EUA).

Ainda adolescente, o fotógrafo Michael Dweck desembarcou em Montauk (EUA) quando ouviu dizer que os Rolling Stones tinham alugado uma casa para ensaiar seu próximo álbum. A banda nunca apareceu naquele canto do planeta. Em compensação Dweck tinha descoberto o paraíso perdido. O fotógrafo, sempre rodeado por ninfas e pranchas acima de suas cabeças se encantou com o lugar. Em uma das suas célebres fotografias aparece Sonya, uma jovem senhora curtindo a nudez total, correndo com uma prancha debaixo do braço, os cabelos loiros para trás, seus seios para o ar, fazendo emergir-la como uma deusa do mar. Dweck estudou artes plásticas no Pratt Institute em Brooklyn, Nova York, e começou sua carreira na publicidade, onde mais tarde se tornou mundialmente famoso como diretor de criação com mais de 40 prêmios internacionais, incluindo o cobiçado Leão de Ouro no Festival Internacional de Cinema de Cannes, na França. Deixou de publicidade para se dedicar em tempo integral à fotografia. Seu primeiro livro intitulado “The End: Montauk, New York”, foi publicado em 2004 e apresentado em várias partes do mundo. Em 2008 publicou o livro “Sereias”, acompanhado de uma exposição internacional. As fotografias foram publicadas ao redor do mundo, incluindo a Vanity Fair, Vogue francesa e Esquire. Michael expôs pela primeira vez em 2003, na Sotheby's, em Nova York. Michael Dweck mora em Nova York. Leia mais Aqui

quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

Ateliê da Imagem exibe a primeira individual de Marcelo Greco no Rio

© Foto de Marcelo Greco. Imagem que compõe a mostra "Tempos Misturados".

Na próxima sexta-feira, dia 17 de dezembro de 2010, às 19h, na Galeria do Ateliê da Imagem no Rio, haverá a inauguração da exposição intitulada “Tempos Misturados”, a primeira individual no Rio de Janeiro do fotógrafo paulista Marcelo Greco. A exposição vai apresentar 18 obras que fazem parte do livro homônimo de Marcelo e do artista plástico Sergio Fingerman. Marcelo Greco é professor de cursos e oficinas do Museu de Arte Moderna de São Paulo, onde orienta fotógrafos em grupos de estudos de desenvolvimento de suas produções artísticas. Como profissional coordena e faz curadoria da obra de diversos fotógrafos para exposições em eventos nacionais e internacionais. Já participou de mostras individuais e coletivas no Brasil e no exterior. Suas obras já fazem parte da Fundação Cultural de Curitiba, Pinacoteca do Estado de São Paulo e Museu de Arte Moderna de São Paulo. Ganhou uma bolsa de trabalho em 2003 do Centro Português de Fotografia (CPF) como apoio ao Projeto “Íntima Luz Íntima”, realizado em Portugal. Em 2005 o trabalho “Silêncio Selvagem” foi selecionado pelo comitê da Galeria Leica de Solms (Alemanha) para ser exposto no ano seguinte, tendo sido exposto também em Frankfurt. Foi curador geral do Festival de Fotografia ‘Paraty em Foco’ 2008. Serviço: Exposição “Tempos Misturados”. Galeria do Ateliê, Av. Pasteur 453, Urca (2541-3314). Inauguração: dia 17 de dezembro, às 19h, aberta ao público. De 18 de dezembro a 7 de janeiro, aberto de 2ª a 6ª, de 10h às 18h. Fechado dias 24 e 31 de dezembro. De 10 de janeiro a 19 de fevereiro, aberto de 2ª a 6ª, de 10h às 21h e sáb., de 10h às 18h. Encerramento: dia 19 de fevereiro de 2011. Fonte: Liliane Schwob/RS Comunicação.

O olhar guardado de Lula Cardoso Ayres

© Foto de Lula Cardoso Ayres. Imagem que compõe a mostra Olhar Guardado: Fotografias de Lula Cardoso Ayres”.

Será inaugurada hoje, quarta-feira, dia 15 de dezembro de 2010, às 19 horas, no Mamam - Museu de Arte Moderna Aloisio Magalhães (Rua da Aurora, 265, Boa Vista. Recife), a exposição “Olhar Guardado: Fotografias de Lula Cardoso Ayres”, que revela parte do arquivo fotográfico de um dos maiores artistas plásticos pernambucanos. A curadoria e pesquisa é de Georgia Quintas. Mais conhecido por suas pinturas, murais, desenhos e por seu trabalho como designer gráfico, Lula Cardoso Ayres (1910-1987) dedicou-se à fotografia como forma de documentação e expressão artística sobre temas que sempre o encantaram como as manifestações culturais (maracatu, bumba-meu-boi, caboclinho), o carnaval de rua com suas troças, retratos do povo pernambucano em seu contexto rural do engenho e de sua cidade. Nesta exposição, o recorte reúne mais de 90 imagens, sendo 29 ampliações de época do acervo fotográfico do artista. Imagens que compreendem, principalmente, as décadas de 1930 e 1940. Também fará parte da exposição folhas de álbuns, negativos, contatos e uma série de envelopes com os quais Lula Cardoso Ayres indexava e conservava seu acervo. A obra fotográfica de Lula Cardoso Ayres é uma das mais expressivas nesse campo, por sua força plástica nas composições, mas sobretudo por seu olhar sensível à sua cultura. Lula Cardoso Ayres investigou com olhar de antropólogo e registrou com encantamento poético de artista sobre particularidades sociais e inquietações que ajudam a nos reconhecermos em nossa cultura.

terça-feira, 14 de dezembro de 2010

Fotógrafos e escritores se unem para retratar os graves problemas sociais dos EUA

© Foto de Carlos Javier Ortiz. Chicago, 2010.

No século passado, a Farm Security Administration contratou fotógrafos para documentar os efeitos da Grande Depressão dos anos 1930. Alguns grandes nomes da fotografia como Dorothea Lange e Walker Evans realizaram um profundo retrato da crise. Este período influencia até hoje alguns fotógrafos norte-americanos a retratarem os graves problemas sociais do seu país. Recentemente foi criado um coletivo de fotojornalistas e escritores chamado Facing Change: Documenting America -FCDA, sem fins lucrativos, para explorar a América e criar um fórum para traçar seu futuro. Anthony Suau, Danny Wilcox Frazier, Stanley Greene, Brenda Ann Kenneally, David Burnett, Carlos Javier Ortiz, entre outros, são alguns que embarcaram nessa proposta de fotografar uma América onde os efeitos da crise financeira se alastram em todos os sentidos. O resultado será uma coleção inigualável de narrativas visuais e textuais acessível através de uma inovadora plataforma online chamada Esfera Pública, permitindo um diálogo direto com América sobre as histórias e problemas. A FCDA também vai disponibilizar através de um arquivo ativo, a possibilidade de grandes jornais e revistas do mundo inteiro pesquisarem sobre o assunto. Fonte: Le Monde.
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China: o olhar estrangeiro de Graça Seligman

© Foto de Marri Nogueira. Imagens que compõem a mostra "China: um olhar estrangeiro", de Graça Seligman.

A fotógrafa Graça Seligman cruzou o planeta e trouxe na bagagem uma série de fotos imperdíveis sobre a China. O Museu Nacional do Conjunto Cultural da República em Brasília inaugurou na semana passada, a mostra "China: um olhar estrangeiro", que reúne as fotos feitas por Graça Seligman sobre essa fascinante cultura, dos aspectos mais tradicionais ao universo high tech. A mostra conta com aproximadamente 600 fotos exibidas em televisões, como se fossem um slide show, mostrando peculiaridades de Xangai, Pequim, da Cidade Proibida e da Muralha da China. Outras 35 fotos impressas completam o ambiente. China: um olhar estrangeiro também tem exposição de luminárias típicas do país, de autoria de Graça Seligman. "As imagens são mostradas em diferentes suportes, como mídias eletrônicas e impressas. Temos televisores de plasma com projeção continuada de imagens, sobre os diversos locais. Grandes imagens impressas em tecidos são expostas ao lado de fotos impressas em papel. As luminárias fotográficas, que tenho desenvolvido desde 2008, também estarão presentes com fotos captadas na China", antecipa Seligman. A curadoria da exposição é da jornalista e Doutora em História da Arte, Graça Ramos. Serviço: Museu Nacional do Conjunto Cultural da República (Galeria do Térreo, Setor Cultural Sul, Lote 2 – Esplanada dos Ministérios). De 8 de dezembro de 2010 a 30 de janeiro de 2011 – de terça a domingo, das 9h às 18h30. Entrada franca. Classificação indicativa: livre. Fonte: Tátika Comunicação

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

A fotografia poética de Che Guevara

© Foto de Che Guevara. Passeio na praia, Cuba, c1950.

Essa singela e poética fotografia, que mostra um homem de terno e chapéu numa praia em companhia de uma mulher, com os navios ao fundo, foi feita por Che Guevara na década de 50. “Antes de ser comandante eu era fotógrafo”, dizia ele. Entre 1950 e 1960, Che retratou crianças, paisagens, operários e anônimos, como também realizou belíssimos auto-retratos. Trabalhou algum tempo para uma agência argentina, onde cobriu os jogos pan-americanos de 1955, no México. A maioria das fotos existentes é proveniente do acervo de Aleida March, sua mulher cubana e da Biblioteca Nacional José Marti, em Havana. Veja Aqui um vídeo em francês sobre a exposição de fotos de Che exibida em Paris em 2007.

Livro apresenta fotos da cidade de São Paulo feitas a partir das pontes do rio Tietê

© Foto de Marcelo Lerner. Imagem que compõe o livro “São Paulo, pontes e vistas”.

O fotógrafo Marcelo Lerner estará lançando nesta terça-feira, dia 14 de dezembro de 2010, às 19h30, na Galeria Concreta, o seu livro São Paulo, pontes e vistas, apresentando um ensaio fotográfico em que a simbologia romântica do instantâneo, presente nos quadros do pintor francês Géricault, é subvertida pela construção medieval dos momentos, que subsistem, como em uma ilustração que mostra o plantio e a colheita em um mesmo painel. Com delicadeza, conhecimento da técnica e da história da fotografia, o fotógrafo Marcelo Lerner confirma sua posição entre os maiores fotógrafos brasileiros. No ensaio, as pontes, monumentos que ligam dois pontos, não são o assunto, mas pontos de observação para registrar um “instantâneo” que carrega em si vários momentos. O livro apresenta 28 panorâmicas da cidade de São Paulo, tomadas a partir de cada uma das pontes que cruzam os rios Tietê, Pinheiros e Tamanduateí. As imagens foram produzidas através de uma técnica desenvolvida pelo fotógrafo, que une o grande formato, analógico, e a fotografia digital, criando imagens de alta resolução. O ensaio é uma documentação de grandes transformações da cidade de São Paulo, ao estilo clássico dos fotógrafos do século XIX, como Guilherme Gaensly e Marc Ferrez. O prefácio do livro é do pesquisador e curador de fotografia Rubens Fernandes Junior. Serviço: Lançamento do livro São Paulo, pontes e vistas - fotografias de Marcelo Lerner. Dia 14 de dezembro de 2010, terça-feira, a partir das 19h30. Galeria Concreta: Rua dos Macunis, 440 (manobrista no local). Alto de Pinheiros – São Paulo Tel: 11 2338 6400 - http://galeriaconcreta.com.br/
Fonte: Comunicação & Cultura

sábado, 11 de dezembro de 2010

A escuridão visível do fotojornalista irlandês Seamus Murphy

© Foto de Seamus Murphy. Imagem que compõe o livro A Darkness Visible.

O fotojornalista irlandês Seamus Murphy publicou em 2008 um livro que reúne imagens feitas nos 12 anos que passou fotografando o Afeganistão. Intitulado A Darkness Visible (A Escuridão Visível, em tradução literal), o livro traz fotos do cotidiano do país durante os anos de guerra civil, passando pelo regime Talebã, de 1996 a 2001, até as eleições em 2004. Murphy preferiu não incluir no livro apenas as cenas violentas, procurando destacar fotos de trabalhadores rurais descansando após o trabalho, de um pai que segura a filha momentos antes de um ataque, de crianças e afegãos em momentos de descontração. O fotógrafo se tornou reconhecido internacionalmente por seu trabalho no Afeganistão e no Oriente Médio. Em 2004, sua exposição Afeganistão foi visitada por mais de 10 mil pessoas em Londres. Murphy já foi seis vezes vencedor do prêmio World Press Photo. Fonte: BBC. Veja mais fotos Aqui

Livro reúne quinhentas imagens da capital francesa feitas por Robert Doisneau

© Foto de Robert Doisneau. O beijo do Hôtel de Ville, 1950.

A editora Cosac Naify está lançando o livro Paris Doisneau, que reúne 500 fotografias da capital francesa feitas por Robert Doisneau (1912-1994). O volume mostra Paris e seus personagens em imagens e anotações extraídas de cadernos pessoais do fotógrafo. Doisneau soube compreender a essência do mundo urbano como um organismo vivo, mostrando uma interação entre arquitetura, espaço público e seus habitantes. Com belos trabalhos para as revistas Vogue, Life e Paris Match, ele viu nas ruas a possibilidade de fazer uma leitura poética e fluída da vida, muitas vezes com toques surreais. Conhecido por suas composições em preto-e-branco, de grande elegância, sensualidade e humor, o artista influencia até hoje gerações de fotógrafos, que se inspiram na sua abordagem lírica e incisiva do cotidiano. A edição dá continuidade à publicação de clássicos da fotografia mundial no catálogo da Cosac Naify, que inclui títulos de grandes artistas como Henri Cartier-Bresson e Robert Capa. Fonte: Cosac Naify

sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

Câmara dos Deputados regulamenta a profissão de fotógrafo

A Câmara dos Deputados aprovou nesta quarta-feira (8/12) projeto que regulamenta a profissão de fotógrafo.

A partir de agora quem atua no ramo da fotografia poderá ter garantias dos direitos trabalhistas, pois a Câmara dos Deputados aprovou nesta quarta-feira (8/12) projeto que regulamenta a profissão de fotógrafo. O Projeto de Lei número 5187/09, de autoria do Deputado Severiano Alves (PMDB-BA), define a profissão e determina quem estará qualificado para exercê-la e discrimina as atividades que se enquadram no campo de atuação do fotógrafo profissional. A relatora, deputada Manuela D'ávila (PCdoB-RS), foi favorável à proposta. "O exercício da atividade deve ser regulamentado, reconhecido, portanto, pelo Estado, que deve impor condições para o exercício profissional do fotógrafo", disse. A deputada apresentou emenda ao projeto, para assegurar aos fotógrafos empregados o pagamento de adicional de insalubridade. "A atividade é exercida em contato com elementos insalubres, que podem vir a prejudicar a saúde do trabalhador", argumentou. A Consolidação das Leis do Trabalho (CLT - Decreto-Lei 5.253/43) prevê pagamento de adicional de 40%, 20% ou 10% do salário mínimo da região, conforme classificação do Ministério do Trabalho em graus máximo, médio e mínimo de condições insalubres de trabalho. Segundo o projeto, a atividade de fotógrafo profissional é caracterizada pelo registro, processamento e acabamento final de imagens estáticas ou dinâmicas em material fotossensível. Poderão ser fotógrafos profissionais os diplomados por escolas de nível superior em fotografia no Brasil, desde que devidamente reconhecida; ou no exterior, desde que os diplomas sejam revalidados no Brasil, na forma da legislação vigente. Os fotógrafos sem diploma que, à data da promulgação da nova lei, estiverem exercendo a profissão por, no mínimo, dois anos consecutivos ou quatro anos intercalados, também poderão ter reconhecida sua condição de fotógrafos profissionais, mediante comprovação de sua atividade. Fonte: Agência Câmara

quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

Exposição no Rio exibe 25 fotografias inéditas de Flávio Damm

© Foto de Flavio Damm. Imagem que compõe a mostra “Flávio Damm: 25 inéditas” em cartaz no CCJF até o dia 27 de março de 2011.

Será inaugurada hoje, quinta-feira, dia 09 de dezembro de 2010, às 19 horas, no Centro Cultural Justiça Federal, no Rio, a exposição intitulada Flávio Damm: 25 inéditas. Nascido em 1928, Flávio Damm, gaúcho de Porto Alegre, era fotógrafo principiante aos 16 anos e ensinava latim para os colegas de sua classe: com o dinheiro cobrado, comprava filmes e gastava em laboratórios. Como amador publicou fotos, pela primeira vez, feitas com uma câmera Voigtländer 6X6, na “Revista do Globo”, uma publicação gaúcha da qual, dois anos depois foi o titular do Departamento Fotográfico. Flávio Damm foi membro da equipe da revista “O Cruzeiro” durante dez anos, esteve preso, em 1951, pelo Exército Argentino durante a ditadura do General Perón e, em 1953 foi o único fotógrafo brasileiro a cobrir a coroação da Rainha da Inglaterra. Foi correspondente nos Estados Unidos (1957/58). Profissionalmente fez 68 viagens ao exterior, expôs na Europa, Estados Unidos e países da América do Sul. Tem arquivados 60.000 negativos em preto e branco, só opera com luz ambiente e em formato de negativo 35mm e lente normal: não usa teleobjetivas e desconhece câmeras digitais.
Ilustrou 19 livros, dois com textos de Jorge Amado, Érico Veríssimo, Orígenes Lessa e Gilberto Freyre. Atualmente trabalha num projeto de texto e fotos, para o livro “Vejo Lisboa”, resultado de sete meses fotografando a capital portuguesa. Foi escolhido pelo Curador Eder Chiodetto, em projeto do SESC de São Paulo, como um dos oito fotógrafos brasileiros considerados “bressonianos”. Sua exposição, em Curitiba, no Museu Oscar Niemeyer, ficou aberta durante 139 dias, recorde brasileiro. Fotografa diariamente e é colunista há oito anos, da Revista Photo Magazine escrevendo sobre Fotojornalismo, além de exposições faz palestras em favelas, universidades e leitura de portfólios. Serviço: Flávio Damm: 25 inéditas. CCJF – RJ. Av. Rio Branco, 241 – Centro. Até 27 de março de 2011.

Canal Brasil exibe documentário sobre a carreira do fotógrafo Marcio RM

© Foto de Marcio RM. Imagem que compõe o ensaio “Cruzeiros”, Minas Gerais.

O programa Foto em Cena (Canal Brasil 66) exibe hoje, quinta-feira, dia 09 de dezembro de 2010, às 20h15, o ultimo documentário deste ano. Dessa vez o convidado é Marcio RM, que é fotógrafo profissional desde 1982 e trabalhou para as revistas IstoÉ e Veja e os jornais O Estado de São Paulo e Folha de São Paulo, além de empresas como a Petrobras. Ele vem há vários anos se dedicando a elaboração e execução de projetos documentais e já participou de 80 exposições, entre individuais e coletivas pelo Brasil e exterior (Portugal e Japão). O Programa Foto em Cena com direção de Debora 70 é composto por depoimentos abordando ensaios e enfatizando temas como esporte, moda, natureza, fotojornalismo, still de cinema e a documentação da realidade brasileira. Expoentes da fotografia nacional falam sobre os momentos mais marcantes de suas carreiras e mostram imagens que ficaram imortalizadas através de suas lentes. Neste seu 2º ano de programação realizou entrevistas com 26 premiados nomes da fotografia brasileira, que apresentaram suas influências, seus conceitos e olhares sobre a realidade que enxergam. Serviço: Foto em Cena (programa do canal de tevê por assinatura Canal Brasil - 66). Entrevista Marcio RM. Estréia quinta-feira 09 de dezembro de 2010 às 20h15. Reprises: sexta-feira 10 de dezembro de 2010 às 06h30, domingo 12 de dezembro de 2010 às 00h35 e quarta-feira 15 de dezembro de 2010 às 04h05.

quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

John Lennon e seu algoz

© Foto de Paul Goresh. O assassino Mark David Chapman pede autógrafo a John Lennon horas antes de abatê-lo a tiros. Nova York, 1980.

Pouco depois das 23h do dia 08 de dezembro de 1980, John Lennon foi abatido a tiros na portaria do prédio onde morava em Nova York. O assassino era Mark David Chapman, que horas antes foi clicado pelo fotógrafo amador Paul Goresh pedindo um autógrafo a John Lennon. Ao ouvir a notícia de que o assassino era um fã, Paul telefonou para a polícia. “Percebi imediatamente que era o cara que aparece na fotografia. Você não pode imaginar o quanto de nojo e raiva eu senti”. O depoimento está registrado no documentário “The day that John Lennon died,” produzido para a TV britânica. A fotografia de Lennon ao lado do seu algoz correu o mundo.

O Rio de Janeiro na visão da franco-brasileira Emmanuelle Bernard

© Foto de Emmanuelle Bernard. A cantora Daúde na Praia de Ipanema. Imagem que compõe o livro “Carioca”.

A fotógrafa franco-brasileira Emmanuelle Bernard acaba de lançar o livro intitulado “Carioca”, que apresenta personagens e cenários da cidade do Rio de Janeiro. A obra reúne cerca de 150 fotografias selecionadas pelo olhar de quem conhece tanto a cidade com toda a sua diversidade quanto o jeito carioca de ser. Seus habitantes, anônimos e famosos, suas paisagens, sua exuberância natural, seus contrastes socioeconômicos e sua diversidade racial. O objetivo do livro, é apresentar a cidade em seus múltiplos aspectos, eternizando instantes do cotidiano carioca, passando por lugares sofisticados da zona sul até as favelas e os bairros mais humildes. As fotos foram tiradas com luminosidade solar de rara beleza em filme fotográfico 35mm, colorido e preto e branco. Emmanuelle Bernard é fotógrafa e documentarista. Nascida em Nice, na França, passou a infância e a adolescência no Rio de Janeiro. Estudou no Colégio Franco-Brasileiro e no Lycée Molière. É formada em comunicação pela Ecole Française des Attachés de Presse em Paris e Nova York, e em fotografia pela Parsons School. Estagiou na CNN e na Rede Globo. De volta ao Brasil no início dos anos 1990, Emmanuelle começou a fotografar para importantes veículos de imprensa como Interview, Trip, Vogue, Veja, Revista da Folha de SP, entre outros exemplos, bem como para catálogos de moda de empresas como Forum, Triton, Osklen, Richards e Lenny, entre outros. Em 1999, voltou para o Rio de Janeiro. Atualmente colabora com as principais revistas do país e é autora de capas de discos de nomes como Zelia Duncan, Edgard Scandurra, Daúde, Kid Abelha e outros. Realizou exposições individuais em São Paulo (MIS, Galeria Imágicas) e Rio de Janeiro (Casa França Brasil, Centro Cultural Correios). No cinema atua em várias frentes. Na direção seu primeiro filme foi “Declarações de amor” (documentário, 2007), sobre o Edificio Copan, exibido em festivais de cinema no Brasil e no exterior, e o vídeo clip “Mobile” de Marcelo Bonfá (ex Legião Urbana). Livro “Carioca, fotografias de Emmanuelle Bernard. Editora: Andrea Jakobsson Estúdio, 200 páginas, R$ 90,00. Fonte: A Dois Comunicação. Acesse o site de Emanuelle Aqui

A fotografia que se tornou um dos símbolos do festival de Woodstock

© Foto de Burk Uzzle. Festival de Woodstock. EUA, 1969.

Essa fotografia é um dos símbolos do festival de Woodstock, que em 1969 reuniu mais de 300 mil pessoas, na maior manifestação do movimento hippie já vista. O fotógrafo Burk Uzzle cobriu o evento na perspectiva de um participante. Ao invés de documentar a música, Uzzle optou por se concentrar seu olhar no público do festival mais famoso da historia do rock. O resultado do trabalho foi excepcional.

terça-feira, 7 de dezembro de 2010

lançado no Brasil livro com fotos da Segunda Guerra feitas por Robert Capa

© Foto de Robert Capa. Imagem que compõe o livro “Ligeiramente fora de foco”.

Publicado pela primeira vez nos EUA em 1947, a editora Cosac Naify está lançando no Brasil um livro com fotografias feitas por Robert Capa durante a Segunda Guerra. O livro intitulado “Ligeiramente fora de foco” é um relato que combina diário pessoal, memorialismo e crônica sobre a participação do fotógrafo como correspondente na Segunda Guerra Mundial, entre 1942 e 1945. A edição ilustrada é traduzida por José Rubens Siqueira e traz prefácio de Cornell Capa, irmão mais novo de Robert e introdução de Richard Whelan, historiador da cultura e biógrafo do fotógrafo. A quarta capa é assinada pelo jornalista Hélio Campos Mello, que cobriu, entre outras, a Guerra do Golfo, em 1991, e chegou a ser preso no Iraque. Robert Capa sonhava, na verdade, em ser escritor. E embora, devido às circunstâncias, tenha alcançado fama mundial utilizando como meio de trabalho a câmera, não surpreende que tenha obtido êxito literário com Ligeiramente fora de foco. O volume tem início quando Capa é convidado pela revista Collier’s para fazer registros do combate na Europa. Então radicado em Nova York, ele era uma figura em ascensão no meio fotográfico por seu trabalho durante a Guerra Civil Espanhola. Nesse período, realizou aquela que talvez seja sua mais conhecida (e polêmica) imagem: a de um homem no exato momento em que é baleado – até hoje não falta quem sugira que a cena foi montada. Ligeiramente fora de foco chama atenção pelo tom leve empregado pelo autor. Trata-se, a bem dizer, de uma comédia de erros em plena batalha, desde a bebedeira com um figurão da embaixada britânica para conseguir permissão para viajar para a Europa até o tenso desembarque na Normandia ao lado das tropas americanas, no Dia D. Na prosa fluente e cativante de Capa – bon vivant assumido – cabem episódios amorosos, porres, jogos de baralho e a relação com celebridades como Ingrid Bergman (com quem manteve um caso), John Steinbeck e Ernest Hemingway, a quem o fotógrafo, como quase todos que eram íntimos do romancista, chamava de Papa. O forte do livro, no entanto, está nos relatos de combate. Não foram poucas as vezes que o húngaro colocou a vida em risco para chegar à foto perfeita (morreu após pisar em uma mina terrestre, em 1954). Ainda assim, mantinha princípios éticos e estéticos louváveis, e não fazia uso da câmera para eternizar violência fácil e gratuita. Pelo contrário: detestava chegar às cidades logo após os aliados derrotarem os alemães, por exemplo – ou seja, depois que se deu a batalha em si. “Fazer fotografias de vitória é como tirar fotos de um casamento na igreja dez minutos depois que os recém-casados foram embora”, anota. E conclui, dando prosseguimento à excelente metáfora: “A cerimônia em Nápoles tinha sido muito breve. Um pouco de confete ainda brilhava em meio ao chão sujo, mas os festeiros de barriga vazia tinham se dispersado depressa, já imaginando o quanto a noiva e o noivo iam brigar no dia seguinte”. Ligeiramente Fora de Foco - Autor: Robert Capa. Tradutor: José Rubens Siqueira. Editora: Cosac Naify (296 páginas, R$ 60). Fonte: Cosac Naify

1° Seminário de Fotografia Periférica reuniu diversos profissionais em Alvorada (RS)

© Foto de Fernando Rabelo. No sábado pela manhã, capitaneados por Jorge Aguiar (de vermelho), vários fotógrafos visitaram a comunidade do Umbu, uma das regiões mais carentes da Grande Porto Alegre.

Foi realizado nos últimos dias 3 e 4 de dezembro (sexta e sábado) em Alvorada (RS), o “1° Seminário de Fotografia Periférica: diferentes olhares de uma mesma realidade”, promovido pelo Instituto Luz Reveladora Photo da Lata em parceria com a Prefeitura e a Secretaria de Educação Municipal. O evento teve como objetivo discutir as formas de registros fotográficos da periferia das grandes cidades. “Como a periferia é retratada hoje? Como local violento, de difícil acesso, onde os moradores são perigosos, são pobres e sem perspectivas de melhora da sua condição. Engana-se, pois os movimentos por melhores condições de vida estão cada vez mais organizados e conquistando espaços, vez e voz”, afirmou Jorge Aguiar, fundador da ONG e idealizador do Seminário. Participaram do evento Paulo Dias Presidente Arfoc-Brasil, Itamar Aguiar Presidente Arfoc-Rs, Fernando Rabelo editor do blog Images&Visions, Olivier Perrot fotógrafo francês especializado em fotografia de subúrbio, Tadeu Vilani fotógrafo do jornal Zero Hora,Vinicius Roratto fotógrafo do jornal do Correio do Povo, Paulo Cavalheiro Caps-Ad de Alvorada, João Freitas fotógrafo Freelancer, Isa e Joel Reichert fotógrafos de Novo Hamburgo, Gustavo Schneider do Estudio FX, Mestre Prudencio da Ong Movimentação, Josue Aguiar da Ong Embrião, Jussara Bittencourt Secretária de Educação, Nelson Flores Secretario de Esportes, João Carlos Brum Prefeito Municipal de Alvorada, Grupo Fotógrafos Comunitários de Alvorada e Alunos da Rede Municipal da Escola Normélio Barcellos, entre outros. No sábado pela manhã vários participantes do evento estiveram retratando a comunidade do Umbu, uma das regiões mais carentes da Grande Porto Alegre.

Museu Oscar Niemeyer em Curitiba exibe a obra de Haruo Ohara

© Foto de Haruo Ohara/IMS.

O Museu Oscar Niemeyer em Curitiba abre nesta quinta-feira, dia 09 de dezembro de 2010, às 19h, a mostra Haruo Ohara-Fotografias. Com o apoio do Governo do Paraná e da Caixa Econômica Federal, a exposição reúne 150 fotografias em preto e branco produzidas por Haruo, entre 1940 e 1970. Apontado como um dos mais importantes nomes da fotografia brasileira, da segunda metade do século 20, esta seleção integra o acervo com mais de 18 mil negativos do Instituto Moreira Salles. Imigrante, lavrador e fotógrafo, Haruo Ohara (1909-1999) nasceu no Japão e veio aos 17 anos para o Brasil com os pais e irmãos. Cultivou a terra ao longo de boa parte de sua vida adulta com dedicação e arte, simultaneamente, fotografou sua vida e a de seus familiares. Por decisão da família do fotógrafo, seu acervo foi doado ao Instituto Moreira Salles (IMS) em janeiro de 2008 e passou a ser tratado e preservado pelo instituto, com sede no Rio de Janeiro, principal instalação dedicada à conservação e à preservação da memória fotográfica no Brasil. Este acervo, de um dos importantes nomes da fotografia brasileira, é composto por cerca de oito mil negativos em preto e branco, dez mil negativos coloridos, dezenas de álbuns e centenas de fotografias de época, além de equipamentos fotográficos, objetos, documentos pessoais, diários e livros. A guarda desse conjunto permite um estudo aprofundado da obra do fotógrafo e de sua trajetória como imigrante e pequeno agricultor de Londrina. Serviço: Haruo Ohara – Fotografias. Visitação: de 09 de dezembro a 27 de março 2011. Museu Oscar Niemeyer. Rua Marechal Hermes, 999. Aberto de terça a domingo, das 10h às 18h. R$ 4,00 inteira e R$ 2,00 estudantes, com carteirinha.

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

Fotografia em Revista

© Foto de Murilo Meirelles. Chico Buarque e Caetano Veloso. Rio de Janeiro, 2009.

Nesta próxima terça-feira, dia 7 de dezembro de 2010, será lançado em São Paulo o livro “Fotografia em Revista – As melhores fotos em 60 anos da Editora Abril”, trazendo imagens que marcaram época nas principais revistas da editora, como Veja, Claudia, Placar, Exame e Playboy. O evento acontece das 18h30 às 21h30 na unidade do shopping Cidade Jardim da Livraria da Vila, que colabora com o projeto. Ao reunir pela primeira vez num livro o melhor da produção da Abril desde os anos 50, Fotografia em Revista fez uma seleção dos maiores fotógrafos nacionais e estrangeiros, com obras feitas exclusivamente para as revistas da editora. Em 348 páginas, há registros memoráveis de profissionais como Bob Wolfenson, J.R. Duran, Cristiano Mascaro, David Drew Zing, Otto Stupakoff, Murilo Meirelles e Maureen Bisilliat. No total são mais de 150 fotógrafos representados no livro, com imagens que vão da top model Gisele Bündchen à rebeliões em penitenciárias, da atriz Maytê Proença nua na Itália ao tricampeão Pelé na Copa de 1970. O projeto não tem fins lucrativos e os lucros com a venda do livro serão doados ao Fundo de Reconstrução do Teatro Cultura Artística, de São Paulo, parcialmente destruído por um incêndio em 2008. Fotografia em Revista será vendido nas principais livrarias do Brasil, além da loja virtual da Editora Abril (http://www.lojaabril.com.br/).

Christian Cravo nos Jardins do Éden

© Foto de Christian Cravo. Imagem que compõe a mostra “Nos Jardins do Éden”, que estará sendo exibida no Instituto Tomie Ohtake em São Paulo.

Será aberta nesta terça feira, dia 7 de dezembro de 2010, no Instituto Tomie Ohtake em São Paulo, a mostra “Nos Jardins do Éden”, do fotógrafo baiano Christian Cravo. Durante quase 10 anos, Christian viajou para o Haiti em busca de cenários e personagens marcantes para registrar. Nos Jardins do Éden mostra um país de sofrimento e alegria, desespero e esperança, religião e fé. Christian Cravo é filho do fotógrafo Mario Cravo Neto, falecido em 2009. Serviço: Rua Dos Coropés, 88. Tel: (11) 2245-1900. (Qui, Sex, Sáb, Dom, Ter e Qua) das 11h00 às 20h00. Também nos feriados. Grátis. De 08/12/2010 a 30/01/2011.

domingo, 5 de dezembro de 2010

Foto de Domingo: William Eggleston

© Foto de William Eggleston. Diner Couple in Car at Drive-in Restaurant. Memphis, 1965.
Veja mais fotos de William Eggleston Aqui

sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

O humanista Willy Ronis

© Foto de Willy Ronis. Les amoureux de La Bastille, 1957.

O fotógrafo Willy Ronis, que morreu no ano passado, é um dos representantes mais ilustres do movimento humanista francês do pós-guerra.Nascido em 1910, o trabalho de Willy Ronis precisou de muito tempo para ser reconhecido, o que só aconteceu na década de 80. Filho de um fotógrafo judeu de origem russa, Willy Ronis nasceu em Paris. O seu pai lhe presenteou a primeira câmera aos 16 anos. Em pouco tempo tornou-se fotógrafo para ajudar no sustento da família. Retratou Paris em todos os seus aspectos, registrando o cotidiano das ruas no pós-guerra. Em 1946, fez parte da primeira equipe da agência Rapho. Hoje é considerado um dos mais importantes representantes da fotografia humanista. Veja mais fotos de Willy Ronis Aqui

quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

O fotógrafo Fred Schiffer alcançou o topo da Montanha Sagrada

© Foto de Fred Schiffer. Auto-retrato feito no acampamento em uma das cavernas do Monte Roraima, 2010.

O fotógrafo Fred Schiffer abre na próxima terça-feira, dia 07 de dezembro de 2010, às 19 horas, no Forte de Copacabana, no Rio, a exposição de fotos “Monte Roraima, a Montanha Sagrada”. Em fevereiro de 2010, junto com um guia venezuelano e um cozinheiro da comunidade Paratepuy, Fred passou dez dias entre trilhas, acampamentos indígenas, chuvas, sol e vegetação de savanas até alcançar o topo do Monte Roraima — uma formação rochosa de aproximadamente três mil metros de altitude, que surgiu antes mesmo dos continentes se separarem, há cerca de 2 bilhões de anos. Fred Schiffer, de 47 anos, é fotógrafo documentarista, colaborador da ONG Amazônia (www.amazonia.org.br), que acompanha suas atividades há mais de dez anos. Já fez exposições individuais sobre Cuba, Rio Negro e o Pico Cucuí, Peru e Nova York. Tem fotos publicadas em relatórios dos órgãos oficiais de Meio Ambiente, revistas de aventuras e vários blogs dedicados ao assunto. Saiba mais sobre a exposição Aqui