© Foto de Vanderlei Almeida/AFP. Uma das fotografias do cachorro que teria passado dois dias deitado ao lado do túmulo de sua dona falecida nas enchentes que arrasaram a Região Serrana do Rio. Teresópolis, 2011.
O jornalista Anderson Duarte do Diário de Teresópolis afirmou ontem (18/01), que o cachorro chamado pela imprensa de Caramelo, que supostamente velava o túmulo de sua dona falecida nas enchentes que arrasaram a região, na verdade pertence a um voluntário que trabalha no cemitério de Carlinda Berlim, em Teresópolis. As fotografias do cachorro que teria passado dois dias deitado ao lado do túmulo de Cristina Maria Cesário Santana, enterrada na cova 305 foram produzidas pelos fotógrafos Vanderlei Almeida, da agência de notícias AFP e por Wilton Júnior, da Agência Estado. Em entrevista ao Portal Imprensa, Vanderlei Almeida reafirmou que a história do cachorro é verídica e que durante as cinco horas em que permaneceu no cemitério, no último sábado (15/01), o cão não se moveu. "Ele rosnava quando alguém tentava tirar ele dali, e os demais cachorros, que eram todos pretinhos, brincavam por todo o lugar. E onde ele ficou deitado estava marcado, tinha marca no barro", contou o fotógrafo. "Se não fosse verdade, por que o cachorro saiu amordaçado, com focinheira?", indagou. Almeida, que acumula 35 anos de fotojornalismo, com passagem também pela agência Reuters, relatou que soube da história pelo responsável pela coordenação dos enterros improvisados. Segundo ele, um funcionário da prefeitura. Afirmando com veemência de que a história era verdadeira e de fácil verificação, Almeida brincou sobre ter sido sorteado para a cobertura na manhã daquele sábado. "Todo mundo levou porrada dos chefes porque ninguém foi cobrir isso", contou. Fonte: Portal Imprensa.