terça-feira, 31 de maio de 2011

Morte no Senado

© Foto de Efraim Frajmund/O Estado de S. Paulo. Morte no Senado. Brasília, 1964.

Esse é o momento em que o senador Arnon de Mello (pai do ex-presidente Fernando Collor de Mello), desferiu dois tiros no senador Silvestre Péricles de Goés Monteiro em pleno Plenário do Senado, uma das balas atingiu suplente de senador José Cairala, que faleceu. Com essa imagem, o fotógrafo Efraim Frajmund venceu o Prêmio Esso de Fotografia. Nascido em Varsóvia, em 1927, filho de judeus socialistas, aos três anos de idade foi viver na Bélgica. Durante a Segunda Guerra, em 1943, Efraim Frajmund foi preso por uma patrulha alemã e transferido para o campo de concentração de Auschwitz, na Polônia, onde conseguiu sobreviver. Com o fim da guerra, Efraim foi estudar na Suíça. No final de 1952, veio para o Brasil. Um amigo que era editor lhe encomendou alguns artigos sobre o país. Esteve em São Paulo, Rio e Salvador, escrevendo suas matérias. Em 1953, iniciou-se na fotografia, em São Paulo. Em 1960, Efraim foi viver em Brasília para trabalhar na sucursal do jornal O Estado de São Paulo. Em 1964 entrou para a história do fotojornalismo brasileiro com a foto acima. Fonte: ACIB

As misteriosas fotos de Marilyn Monroe

Foto de autor desconhecido. Marilyn Monroe aos 24 anos de idade.

Apareceram ultimamente nos EUA diversas fotografias de Marilyn Monroe feitas há mais de 60 anos, que levantam mais perguntas do que respostas. A única coisa clara é que a mulher que aparece nas fotos é mesmo a atriz, que na época tinha 24 anos. O enigma é quando, onde, e por quê essas fotografias foram feitas. O fotógrafo Anton Fury comprou os negativos por dois dólares em uma venda de garagem em 1980, em Parsippany (New Jersey), não sabendo de quem eles eram. " Eu olhei para a minha casa com uma lupa, e descobri que eram de Marilyn!", disse ele. Algo mais misterioso é que junto com as imagens de Monroe havia outro envelope com as fotografias da atriz Jayne Mansfield, que se tornou símbolo sexual mais famoso em Hollywood, depois de Marilyn Monroe. Nas dezenas de fotografias, Marilyn Monroe está sorrindo, de maiô e biquíni ao lado de uma piscina. Nem mesmo David W. Streets, um especialista em imagens de Monroe, foi capaz de responder às perguntas. Streets presume que as fotografias foram feitas em Hollywood, em 1950. "No fundo se vê as colinas e a arquitetura de Hollywood dos anos 50", afirmou o especialista. Veja mais fotos Aqui

segunda-feira, 30 de maio de 2011

O fotógrafo que disparava a câmera clandestinamente sem olhar

© Foto de Ignasi Marroyo. O fotógrafo espanhol Joan Colom colocava a máquina fotográfica ora na altura do queixo, ora na cintura, e disparava clandestinamente, sem olhar, 1958.

Joan Colom nasceu em 1921, começou a fotografar em 1957. Ele pertenceu a uma geração da chamada “nova vanguarda da fotografia espanhola”. Durante três anos freqüentou o bairro chinês (atual Raval), que segundo ele, era o único lugar de Barcelona onde se consegue ver o homem. Tal como hoje, o Raval era um bairro de pobreza e prostituição. Colom colocava a máquina fotográfica ora na altura do queixo, ora na cintura, e disparava clandestinamente, sem olhar. Em 1964, fez escândalo com o livro intitulado “Izas, Rabizas y Colipterras”, com textos de Camilo José Cela. A polêmica instalou-se na Espanha franquista. Uma das mulheres retratadas sem permissão apresentou queixa contra o fotógrafo. Colom abandonou a fotografia nos anos 80. Em reconhecimento a sua obra, ele foi distinguido em 2002 com o Prêmio Nacional de Fotografia de Espanha.

Não matem o meu cachorro

© Foto de Sérgio Jorge. O menino Fernando tenta desesperadamente salvar o seu cão apreendido por um funcionário de uma carrocinha. Rio de Janeiro, 1960.

A foto intitulada “Não matem o meu cachorro”, mostra um funcionário da carrocinha da Prefeitura do Rio, capturando um cão que pertencia a um menino chamado Fernando, que desesperadamente tentava evitar que o levassem. A imagem de autoria de Sérgio Vital Tafner Jorge, mais conhecido como Sérgio Jorge, ultrapassou as fronteiras do Brasil, sensibilizando a imprensa mundial. A foto foi publicada em 28 jornais e revistas do exterior. Em 1960, venceu o primeiro o Prêmio Esso de Fotografia. Sérgio Jorge começou a carreira aos 13 anos de idade. Trabalhou nos jornais O Dia (1956) e na Gazeta Esportiva (1957-1960) e na Bloch Editores (1960-1971).

domingo, 29 de maio de 2011

Foto de Domingo: Arnold Newman

© Foto de Arnold Newman. Truman Capote . Nova York, 1977. Veja mais fotos de Arnold Aqui

sábado, 28 de maio de 2011

A fotografia de Claude Lévi-Strauss

Em 1996, Claude Lévi-Strauss publicou o livro intitulado “Saudades de São Paulo”, com dezenas de fotografias de lugares em São Paulo na década de 30.

O antropólogo e filósofo francês Claude Lévi-Strauss revelou sua vocação de antropólogo também com a câmera fotográfica. Um livro lançado em 1994, intitulado "Saudades do Brasil" reuniu fotografias feitas por ele entre 1935 e 1939, que ficaram escondidas por quase sessenta anos. Em 1996 também publicou o livro intitulado “Saudades de São Paulo”, com dezenas de fotografias de lugares em São Paulo como a Avenida São João e a Avenida Brigadeiro Luís Antônio tomada por bondes e bois na década de trinta.

sexta-feira, 27 de maio de 2011

International Center of Photography exibe mostra retrospectiva de Elliott Erwitt

© Foto de Elliott Erwitt / Magnum Photos. Nova York, 1955.

O International Center of Photography (ICP), em Nova York, exibe até o dia 28 de agosto de 2011, uma grande retrospectiva de Elliott Erwitt intitulada "Personal Best", com mais de 100 imagens dos últimos sessenta anos, algumas inéditas e não publicadas. Elliott Erwitt é integrante da famosa Agência Magnum. Suas lentes captaram muitos protagonistas da história contemporânea, como John Kennedy, Richard Nixon, Ernesto Che Guevara, Nikita Jrushchov, Marilyn Monroe e Jacqueline Kennedy, entre muitos outros.

quinta-feira, 26 de maio de 2011

Mural no Facebook atinge a marca de 300 fotografias históricas comentadas

© Foto de Ansel Adams. Road, Nevada Desert, 1960.

Para comemorar a marca de 300 fotografias históricas comentadas no mural do meu FB, publico uma das mais belas fotos de Ansel Adams (1902-1984), intitulada "Road, Nevada Desert, 1960". Ansel Adams nasceu em 1902, em San Francisco (EUA), onde adotou como tema fotográfico as paisagens do sudeste de seu país. Realizou várias viagens ao Parque Nacional de Yosemite, na Califórnia, onde captou em preto e branco a sua natureza exuberante. Suas fotografias refletem um enorme contraste de sombras e luzes, desertos áridos, nuvens e arvores gigantescas. Em 1932 Adams, junto com Imogen Cunningham e Edward Weston, criaram a agência F/64, todos pertenciam a um grupo de fotógrafos que defendiam o detalhe e a estética naturalista. Vejam o mural de fotografias históricas Aqui

A mulher de Helmut Newton

© Foto de Helmut Newton. June Browne (Mrs. Newton).

Esta fotografia de autoria de Helmut Newton, mostra June Browne, sua mulher durante 55 anos, num momento intimo e descontraído. Eles se casaram em 1948, em Melbourne, na Austrália. Anos depois, em 1970, Helmut Newton ficou acamado com gripe. Perdendo a oportunidade de fotografar uma campanha para a marca de cigarros francesa Gitanes, Helmut enviou June Browne em seu lugar, ex-atriz sem nenhuma experiência fotográfica. A cessão foi um sucesso e assim começou a carreira de Alice Springs, pseudônimo adotado por June. Apesar de sua estreita relação de trabalho com Helmut de seu casamento, em 1948, até sua morte em 2004, Alice Springs adotou um estilo totalmente diferente de seu marido. Seus trabalhos são regularmente expostos na Fundação Helmut Newton, desde 2005.

quarta-feira, 25 de maio de 2011

Há exatos 57 anos morria Robert Capa

O fotógrafo Robert Capa em foto de autor desconhecido.

Há exatos 57 anos, em 25 de maio de 1954, a explosão de uma mina acabou com a vida de um dos maiores fotógrafos do Século XX, o húngaro Robert Capa. Nesse dia, no sul do Vietnã, perto do vilarejo de Thai Binh, Robert Capa saltou do caminhão do exército francês e embrenhou-se na mata para retratar manobras dos soldados no delta do Rio Vermelho, quando pisou em uma mina terrestre que dilacerou suas pernas. Robert morreu no meio a uma poça de sangue com a Leica na mão.

terça-feira, 24 de maio de 2011

Los Angeles exibe fotografias feitas antes, durante e depois da Revolução Cubana

© Foto de Walker Evans. Estivador em Havana. Cuba, 1933.

O museu J. Paul Getty de Los Angeles exibe até o dia 02 de outubro de 2011, a exposição intitulada "A Revolutionary Project: Cuba from Walker Evans to Now", composta por 138 imagens feitas antes, durante e depois da Revolução Cubana. O destaque da exposição é a fotografia mais reproduzida de toda a história, a de Ernesto Che Guevara, de autoria do fotógrafo cubano Alberto Korda, cujo negativo está em poder do governo cubano. A exposição apresenta também uma série 55 fotografias tiradas por Walker Evans em Cuba em 1933, no final do regime de Gerardo Machado, durante uma viagem de três semanas acompanhado do escritor Ernest Hemingway. Conhecido por registrar o modo de vida norte-americano, Evans imortalizou a vida da ilha nesse período. Seu trabalho inclui retratos de estivadores e bairros marcados pela pobreza, além de imagens dos cidadãos mais ricos de Havana. A mostra é composta por trabalhos de Perfecto Romero, Tirso Martínez, Alberto Korda, Roberto Salas, Liborio Noval, Osvaldo Salas , Raúl Currais, Mario García Joya, Alex Harris, Virginia Beahan, Alexey Titarenko, Walker Evans, entre outros.

Rogério Reis apresenta retrospectiva de seus principais trabalhos, no Rio

© Foto de Rogério Reis. Surfe ferroviário. Rio de Janeiro, 1990.

O fotógrafo Rogério Reis é o convidado do próximo Sexta Livre, dia 27 de maio, às 19h, no Ateliê da Imagem Espaço Cultural, no Rio. Ele fará uma projeção com a retrospectiva de seus principais trabalhos e mostrará quatro novas séries fotográficas: “Ninguém é de ninguém” (2011), “Linha de campo” (2010), “Trilho” (2010) e “Vôo de papel” (2009). Após a exibição haverá um bate papo com o público. Rogério Reis nasceu no Rio de Janeiro em 1954. Descobriu a fotografia nas oficinas de arte do MAM-Museu de Arte Moderna, nos anos 70. Trabalhou no Jornal do Brasil (1977), no O Globo (1980), na revista Veja (1983), e participou do Grupo F4 de fotógrafos independentes dos anos 80. Foi durante 5 anos editor de fotografia do Jornal do Brasil (91 a 96). Em 1999 recebeu o Prêmio Nacional de Fotografia da Funarte. Em 2007 passa a integrar o grupo de fotógrafos do projeto da UNESCO, Our Place - the Photographic Celebration of the World's Heritage. Serviço: Projeto Sexta Livre apresenta mostra retrospectiva de trabalhos de Rogério Reis. Ateliê da Imagem Espaço Cultural, Dia 27 de maio, às 19h. Avenida Pasteur, 453, Urca. Rio de Janeiro. Telefones: 2541-6930 e 2244-5660. Entrada franca. Fonte: RS Comunicação

segunda-feira, 23 de maio de 2011

A foto que causou polêmica na Suécia

© Foto de Nathan Weber. Seis fotojornalistas retratando o mesmo acontecimento. Haiti, 2010.

© Foto de Paulo Hansen. A imagem da mesma situação premiada no Photo of the Year, na Suécia.

Na polêmica foto acima, de autoria de Nathan Weber, aparecem os seis fotógrafos que retrataram o cadáver de Fabienne Cherisma, uma menina de 15 anos, morta à bala pela polícia. Ela estava junto com um grupo de saqueadores em Porto Príncipe, no Haiti, após o terremoto que devastou o país em 2010. A foto abaixo, feita no mesmo acontecimento, foi premiada no Photo of the Year, na Suécia e é de autoria do fotojornalista Paulo Hansen. Na época, a imprensa sueca e a opinião pública discutiram a ética no fotojornalismo e o fato de premiar uma imagem que vários fotógrafos fizeram. A circulação dessa foto alimentou um ceticismo em relação ao trabalho do fotojornalista. Muitos disseram que os fotógrafos exploraram um triste acontecimento feito “urubus”, que estavam mais preocupados em fazer uma boa foto pra vencer algum prêmio ou ganhar algum dinheiro.

A fotógrafa francesa Bettina Rheims expõe pela primeira vez em Hong Kong

© Bettina Rheims. Monica "Atômica" (Rose, c'est Paris), 2009.

Bettina Rheims apresenta sua primeira exposição fotográfica em Hong Kong intitulada "Rose, c'est Paris". Originalmente produzida na França por Louis Roederer, a exposição foi apresentada pela primeira vez na Bibliothèque Nationale de France em 2010. Uma jovem mulher procura Rose, sua irmã gêmea, que ela afirma ter desaparecido. Este é o ponto de partida do trabalho de Bettina Rheims sobre uma ficção concebida com a ajuda do escritor Serge Bramly. É uma sucessão de cenas bizarras e pouco convencional que é proposta na exposição em Hong Kong. Vasculhando os lugares mais inesperados e misteriosos da capital da França, ela oferece aos visitantes uma viagem ao longo de uma história. Somos convidados a descobrir as aventuras de um fantasma em figura feminina, que se disfarça, aparece e desaparece no lado íntimo de Paris, sempre fotografado em preto e branco por Bettina Rheims. Este é um retrato ficcional da cidade, mas também uma visão muito pessoal da capital que é transmitida. Detalhes autobiográficos e até mesmo os elementos da vida privada são usados para retratar os aspectos mais escondidos da cidade através de uma variedade de personagens que pertencem a Bettina Rheims e Serge Bramly e de seu círculo de amigos. Desconhecidos ou modelos famosos tomaram parte nesta história longa e misteriosa, entre eles Monica Bellucci, Valérie Lemercier e Naomi Campbell. No City Hall de Hong Kong, até 21 de junho de 2011. Leia mais sobre a exposição Aqui

domingo, 22 de maio de 2011

Foto de Domingo: Claudine Doury

© Foto de Claudine Doury. Veja mais fotos de Claudine Aqui

sábado, 21 de maio de 2011

Michel Comte expõe na Triennale de Milão

© Foto de Michel Comte. Geraldine Chaplin para a revista Vogue Itália, 1994.

A Triennale de Milão - templo das artes internacionais está exibindo até 03 de julho de 2011, noventa imagens que ajudaram a escrever a história da fotografia contemporânea através do olhar do fotógrafo suíço Michel Comte, 56 anos, que começou sua carreira na década de oitenta, após ser descoberto pelo estilista alemão Karl Lagerfeld. Michel já realizou campanhas para marcas internacionais, como Armani e Dolce & Gabbana. Colabora para as revistas Vanity Fair e Vogue. “Ele é um aventureiro, um cavaleiro errante, um nômade com a câmara fotográfica” afirmou certa vez a atriz Geraldine Chaplin, que foi fotografada várias vezes por Comte. Leia mais sobre a exposição Aqui

sexta-feira, 20 de maio de 2011

Auto-retrato de Cindy Sherman é leiloado por US$ 3,89 milhões

© Foto de Cindy Sherman. Auto-retrato intitulado “Untitled # 96”, 1981.

Um auto-retrato de 1981 da fotógrafa Cindy Sherman, intitulado "Untitled # 96” foi vendido na última quarta-feira, num leilão na Christie's, por US$ 3,89 milhões. A venda superou todas as expectativas e entrou para o mundo dos recordes, registrando o preço mais alto já pago por uma fotografia.

O brasileiro J.L.Bulcão e o francês Antoine Olivier expõem a Amazônia

© Foto de J.L.Bulcão. Índios se banham a beira de um rio da Amazônia. Brasil, 2009.

O Espaço Cultural Eletrobras Furnas no Rio, inaugura hoje, sexta-feira, dia 20 de maio de 2011, às 19 horas, a exposição fotográfica “Guardiões da Floresta Amazônica”, realizada a partir do trabalho do designer francês Antoine Olivier e do fotógrafo brasileiro J.L.Bulcão, que incursionaram voluntariamente na Amazônia durante 2 meses em 2009, com objetivo de registrar a rotina de algumas comunidades produtivas locais e captar imagens e impressões que compuseram o livro “Les Gardiens de l´Amazonie”, lançado recentemente em Paris.O trabalho desses artistas foi pautado pela existência das culturas tradicionais amazônicas, pela biodiversidade e pela capacidade de sustentabilidade das comunidades ali residentes. Assim, o principal aspecto que esta exposição exalta é a capacidade das comunidades se auto-sustentarem. Profissional experiente em fotodocumentários, J.L.Bulcão é brasileiro, tem 48 anos e mora em Paris há 14 anos. Seu trabalho de fotógrafo sempre foi pautado por temáticas sócio-econômicas e ambientais o que abriu oportunidade para atuar na agencia francesa Gamma, como correspondente do Brasil.Depois de trabalhar nas principais revistas do Brasil, Bulcão morou em Nova York por dois anos e, logo após, se instalou em Paris, trabalhando para as agências Gamma e Corbis. Atualmente é fotógrafo independente e é representado pela Galeria W. Bulcão visita regularmente a Amazônia, sempre em busca de desenvolver novos projetos fotográficos. Em contraponto, Antoine Olivier é designer Francês, nascido em 1973 e residente no Brasil.Após seus estudos de Design em Montreal, ele trabalhou, a partir de 1999 em inúmeras empresas e agencias na França e no exterior. Antoine se tornou designer independente em 2003 e desde então tem trabalhado em projetos editoriais, de cartazes, de sinalização, de design e reportagens fotográficas. Serviço: Rua Real Grandeza, 219 - Botafogo, Rio de Janeiro. Telefones: (21) 2528-3657 ou (21) 2528-4334. Fax: (21) 2528- 4938. De terça a sexta das 14 às 18 horas. Sábados, domingos e feriados das 14 às 19 horas. Até 17 de julho de 2011.

quinta-feira, 19 de maio de 2011

O atentado contra a Família Real da Holanda

© Foto de Robin Utrecht. Veículo em alta velocidade atinge vários pedestres que participavam de um desfile para celebrar o Dia da Rainha. Holanda, 2009.

Esse incrível flagrante foi realizado pelo fotógrafo holandês Robin Utrecht em 2009. Um homem avançou contra a multidão com o seu veículo em alta velocidade, atingindo vários pedestres que participavam de um desfile para celebrar o Dia da Rainha, na Holanda. O atentado ocorreu na cidade de Apeldoorn, a cerca de 90 quilômetros de Amsterdã. O motorista pretendia atingir a rainha Beatriz e a restante família real, mas nenhum membro desta sofreu ferimentos. O saldo foi trágico: cinco pessoas perderam a vida e pelo menos 13 pessoas ficaram feridas, quatro das quais em estado grave. Com essa imagem Robin Utrecht ganhou uma menção honrosa na categoria “notícias” do World Press Photo 2010. Nascido em 1974, Robin Utrecht iniciou seus estudos de fotografia em 1994 na Royal Academy of Art, em Haia. Depois de terminar seus estudos, foi contratado pelo local jornal holandês Utrechts Nieuwsblad por três anos. Em 2001, ele foi contratado pela agência de imprensa holandesa ANP, onde é um dos principais fotógrafos. Em 2002, aos 28 anos de idade, ele foi escolhido o Fotojornalista do Ano na Holanda.

quarta-feira, 18 de maio de 2011

Exposição no CCBB abre a FOTORIO 2011

© Foto de Helenbar. Os auto-retratos da brasileira Helenbar ganharam o mundo através da Internet.

O Centro Cultural do Banco do Brasil realiza a abertura do FOTORIO 2011 - Encontro Internacional de Fotografia do Rio de Janeiro, com a exposição de auto-retratos intitulada “Eu me desdobro em muitos – a autorrepresentação na fotografia contemporânea”, no dia 30 maio de 2011, às 19h, no 1º andar do CCBB. Inédita e exclusiva, a exposição é fruto da parceria entre o FOTORIO 2011 e a MEP - Maison Européenne de la Photographie, de Paris, e resultado de um trabalho de garimpo levado a efeito pelos curadores Joana Mazza e Milton Guran em vários países e em diferentes eventos, ao longo dos últimos dois anos. Eu me desdobro em muitos – a autorrepresentação na fotografia contemporânea apresenta 69 obras físicas de sete artistas brasileiros e 14 estrangeiros, dentre os mais importantes autores da vanguarda da fotografia no campo da arte contemporânea no mundo. Complementam a mostra uma seleção de cinco vídeos curtos e interativos, com curadoria de Jean-Luc Monterosso, Diretor da MEP, e ainda a instalação “Estereoscopia” do carioca André Parente. “Para chegarmos a esse conjunto de obras,”, explicam os curadores “contamos com apoio dos próprios artistas, das galerias e instituições às quais estão ligados. Selecionamos artistas seminais que dialogam no sentido contemporâneo com a autorrepresentação como os brasileiros Alisson Gothz, Helenbar, Luisa Burlamaqui, Fernanda Magalhães, Rodrigo Braga e Sofia Borges, o mexicano Gerardo Montiel Klint, a argentina Tatiana Parcero, o norueguês Bjorn Sterri e uma série de artistas europeus e norte-americanos da coleção da Maison Européenne de la Photographie, de Paris. São eles: Martial Cherrier, Gilbert & Georg, Robert Mapplethorpe, Duane Michals, Pierre Molinier, Orlan, Philippe Perrin, Pierre & Gilles e Cindy Sherman”. A mostra ficará aberta ao público de 31 de maio a 10 de julho, no CCBB, na Rua Primeiro de Março, 66, 1° andar (3808-2020), e tem entrada franca. Fonte: RS Comunicação

Museu Histórico Nacional recebe mostra do fotógrafo José Caldas

© Foto de José Caldas. Serra da Canastra. Imagem que compõe a mostra “Brasil e a transformação da paisagem”.

Será aberta nesta quinta-feira, dia 19 de maio de 2011, a partir das 18:30, no Museu Histórico Nacional, no Rio, a exposição “Brasil e a transformação da paisagem”, do premiado fotógrafo José Caldas. A mostra com curadoria de Angela Magalhães e Nadja Peregrino reúne 47 fotos e convida à reflexão sobre como a história recente do país imprimiu mudanças em sua paisagem. Fio condutor do trabalho do fotógrafo José Caldas, a paisagem brasileira vem se reconfigurando à medida que recebe as marcas da presença humana. O Cerrado dos Tocantins, a Serra da Canastra, a Chapada Diamantina, a Mata Atlântica, a Serra da Mantiqueira, a Amazônia, entre outros campos e paisagens são tocados por vagões de trem abandonados, pelas pegadas do garimpo, pelas barragens dos rios, pelo crescimento das cidades. Serviço: Exposição “Brasil e a transformação da paisagem”. Museu Histórico Nacional Praça Marechal Âncora, s/n, próximo à Praça XV. Rio de Janeiro. De 20 de maio a 26 de junho de 2011. Tels: 25509220/25509224. Terça as sextas, de 10 às 17h30.Sábado, domingos e feriados, das 14 as 18 horas. Ingresso R$ 6,00 Reais (seis reais).

terça-feira, 17 de maio de 2011

Fotografias de Brassaï são exibidas pela primeira vez em Recife

© Foto de Brassaï. Paris la nuit, 1934.

Pela primeira vez em Pernambuco, a exposição “Paris la nuit”, com fotografias de Brassaï, está em cartaz até o dia 20 de junho de 2011, na Torre Malakoff, em Recife. A mostra é uma oportunidade única para conhecer o talento de Brassaï, que se fez mais conhecido ao publicar cenas da vida noturna parisiense. Artista de origem húngara, Gyula Halász, seu nome de batismo, Brassaï adotou Paris como sua cidade e uma de suas principais fontes de inspiração, sendo até hoje um de seus fotógrafos mais consagrados. Serviço: Exposição Brassaï – Paris la nuit. Torre Malakoff - Praça do Arsenal – Bairro do Recife. De 18 de maio até 20 de junho, de terça a sexta-feira, das 9 às 17h, e aos Domingos, das 15 às 19h. Entrada gratuita. Mais informações: (81) 3184.3180

Evandro Teixeira participa do 7º Encontro de Cultura e Comunicação no Barteliê

© Foto de Evandro Teixeira. Rainha Elizabeth. São Paulo, 1968.

O fotógrafo Evandro Teixeira é o convidado da sétima edição do Encontro de Cultura e Comunicação que acontece na próxima quinta-feira, dia 19 de maio de 2011, às 20h30, no Barteliê, no Rio. O evento terá mediação do jornalista Bruno Agostini. Do golpe militar de 1964 à posse da presidente Dilma, das conquistas do esporte aos ícones da cultura, passando por um mergulho na memória da Guerra de Canudos, Evandro será sabatinado sobre os seus 53 anos de carreira. Antes do bate-papo, um vídeo com imagens antológicas registradas pelo fotógrafo será exibido. Barteliê, Rua Vinicius de Morais, 190, apartamento 03, Ipanema. Rio de Janeiro. Telefone: 2522-1141.

segunda-feira, 16 de maio de 2011

James Dean na visão de Dennis Stock

© Foto de Dennis Stock. James Dean na Times Square, 1955.

Esta é uma das imagens mais conhecidas da grande sessão fotográfica que Dennis Stock realizou com o ator James Dean, em 1955, cujo resultado acabou por ser publicado na Life pouco após a morte prematura do ator. Num cenário chuvoso e escorregadio, James Dean caminha com os ombros curvados pela Times Square, segurando um cigarro na boca, se refletindo numa poça, “carregando o peso de uma geração sobre os seus ombros”, segundo afirmou o escritor norte-americano Adam Gopnik para o New Yorker. Os cartazes com essa foto adornaram milhares de paredes de estudantes da década de 1950. Conhecido por fotografar preferencialmente as estrelas de Hollywood, Stock retratou Marylin Monroe, Marlon Brando, entre muitos outros. Dennis Stock morreu em janeiro de 2010, aos 81 anos.

O sucessor de Weegee

© Foto de Weegee. Auto-retrato com o macaco que ele afirmava ser o seu sucessor. Nova York, 1950.

"Este é o meu sucessor", disse Weegee ao se fotografar ao lado de um macaco em 1950. O fotógrafo free-lancer Arthur Fellig, conhecido profissionalmente como Weegee (1899-1968), alegava ter poderes paranormais que lhe permitiam prever os crimes de Nova York antes que eles ocorressem. Weegee dormia completamente vestido com um rádio da polícia ligado à cabeceira de sua cama. Sua câmera, sua máquina de escrever, e até mesmo os equipamentos de um laboratório completo foram montados no porta-malas de seu carro, permitindo-lhe entregar as fotos aos seus editores com uma velocidade fantástica. Veja mais fotos de Weegee Aqui

domingo, 15 de maio de 2011

Foto de Domingo: Gaëna da Sylva

© Foto de Gaëna da Sylva (Des Bois). Veja mais fotos de Gaëna Aqui

sábado, 14 de maio de 2011

A exuberante Kate Moss retratada pelos maiores fotógrafos

© Foto de Corinne Day. Imagem que compõe a mostra "Kate Moss by biggest photographers".

Finalmente estreou na La Gallerie de L'Instant em Paris, a exposição "Kate Moss by biggest photographers". A mostra apresenta até o dia 14 de setembro de 2011, as fotos mais representativas da carreira da modelo Kate Moss. Participam da exposição os fotógrafos Paolo Roversi, Bettina Rheims, Bert Stern, Corinne Day, Rankin, Albert Watson, Arthur Elgort, Marc Hispard, Mike Figgis, Mary McCartney, Richard Dumas, Patrick Demarchelier, Juliette Butler, Bruno Klein e Fred Axl. Serviço: Exposição "Kate Moss by biggest photographers". La Galerie de l'Instant - 46, rue de Poitou, 75003 Paris - tel. 01.44.54.94.09.

Centro Cultural Recoleta em Buenos Aires promove retrospectiva de Robert Doisneau

© Foto de Robert Doisneau. Pipi Pigeon, 1964.

O Centro Cultural Recoleta em Buenos Aires promove uma mostra retrospectiva de Robert Doisneau, exibindo 137 imagens na exposição intitulada Une vie toute simple (Una vida sencilla), que acontece até o dia 26 de junho de 2011. A exposição oferece uma visão ampla de sua obra, que enfatiza a visão humanista do célebre fotógrafo francês. Serviço: Centro Cultural Recoleta. Junín 1930, Buenos Aires. De segunda a sexta-feira, de 14 a 21 hs. Sábados, domingos e feriados, de 10 a 21 hs. Tel.: 4803 1040.

sexta-feira, 13 de maio de 2011

O formidável Irving Penn

© Foto de Lisa Fonssagrives. O fotógrafo norte- americano Irving Penn retratando um indígena e um menino em seu estúdio portátil na Papua-Nova Guiné, 1970.

Nesta imagem vemos o fotógrafo norte-americano Irving Penn (1917-2009), retratando um indígena e um menino em seu estúdio portátil na Papua-Nova Guiné, em 1970. A foto é de autoria de sua mulher, a também fotógrafa Lisa Fonssagrives. Irving Penn é autor de retratos definitivos de algumas das maiores personalidades do século 20, como Pablo Picasso e Miles Davis. Além dos retratos de grandes nomes da arte, Penn também fez importantes trabalhos na área de moda (publicou em revistas como a Vogue e a Harper’s Bazaar) e experimentos em naturezas mortas. Seu período mais produtivo foi nas décadas de 1940 e 1950. Nessa época, revolucionou a fotografia de moda ao colocar as modelos diante de simples fundos cinza. Em 1958, foi considerado um dos dez fotógrafos mais importantes do mundo.

O Instituto Kreatori comemora dois anos de existência

© Foto do Coletivo Atelliê. Imagem que compõe a mostra “Conto 100 Fadas”.

O Instituto Kreatori no Rio comemora dois anos de existência, com a abertura das exposições “A construção do abstrato: um estudo do natural ao urbano”, de Fabiano Cafure e “Conto 100 Fadas”, do coletivo Atelliê, de Lívia Fernandes, Larissa Lali e Nika Fadul. As aberturas acontecem hoje, sexta-feira, dia 13 de maio de 2011, a partir das 19 horas. As mostras ficarão abertas ao público de 14 de maio a 21 de julho. Visitação: terça a sábado, de 14h às 18h30min. Instituto Kreatori. Rua Alice, 209 – Laranjeiras – Rio de Janeiro / RJ. Tel: (21) 3734-4326.

quinta-feira, 12 de maio de 2011

MAC-RS apresenta retrospectiva do fotógrafo francês Guy Bourdin

© Foto de Guy Bourdin. Parapluies.

Será aberta hoje, dia 12 de maio de 2011, às 19h30m, no Museu de Arte Contemporânea do RS, a retrospectiva do fotógrafo francês Guy Bourdin (1928–1991), um dos nomes mais inovadores da fotografia de moda. Após ser apresentada em 16 países, a mostra internacional do renomado fotógrafo chega a Porto Alegre. Guy Bourdin trabalhou por mais de 30 anos para a Vogue francesa e influenciou gerações de fotógrafos e cineastas. A exposição apresenta fotografias de moda, filmes e editoriais em movimento produzidos entre 1950 e o início dos anos 1990. Guy Bourdin foi um dos precursores da fotografia no mundo da moda, misturando foto e arte contemporânea. Por meio de suas técnicas inovadoras e audaciosas, ele criou uma forma de fantasia aliando talento estético a situações inesperadas e, principalmente, ousadas. Utilizando a moda e a fotografia como suas ferramentas, o fotógrafo explora reinos entre o absurdo e a sublimação, tendo como fonte de inspiração o surrealismo e o humor. A exposição poderá ser visitada nas galerias Xico Stockinger e Sotero Cosme localizadas no sexto andar da Casa de Cultura Mario Quintana (Rua dos Andradas, 736), em Porto Alegre. Segundas-feiras, das 14h às 21h, de terças à sexta, das 9h às 21h, e aos sábados, domingos e feriados das 12h às 21h.

quarta-feira, 11 de maio de 2011

O incêndio que matou 146 trabalhadoras

© Foto do acervo da International Ladies Garmet workers Union. As meninas que pularam para a morte fugindo de um incêndio na tecelagem. Nova York, 1911.

No dia 25 de março de 1911, no oitavo andar do prédio onde funcionava a tecelagem Triangle Shirtwaist Company, um incêndio matou em apenas 30 minutos, 146 trabalhadoras, na maioria jovens. Esse incêndio era considerado o pior desastre em Nova York até a destruição do World Trade Center. Testemunhas disseram na época, que os patrões sempre mantinham as portas bloqueadas para que as jovens imigrantes não abandonassem seus postos de trabalho e para que não roubassem nada. O desastre estimulou uma cruzada nacional pela segurança do trabalho. Essa terrível foto mostra os corpos das meninas espalhados após a tragédia.

Chega ao Rio a exposição com as imagens vencedoras do 54º World Press Photo

© Foto de Corentin Fohlen. Imagem que compõe a mostra de fotos vencedoras da 54ª edição do World Press Photo.

A exposição com as imagens vencedoras da 54ª edição do World Press Photo chega ao Rio no próximo dia 17 de maio de 2011, na CAIXA Cultural Rio de Janeiro. A mostra apresenta uma retrospectiva dos fatos mais marcantes de 2010, um retrato de tudo o que aconteceu no mundo, na política, economia, esportes, cultura e natureza. A exposição reúne 177 imagens de 55 fotógrafos de 23 nacionalidades. Serviço: Exposição das fotos vencedoras da edição do World Press Photo. CAIXA Cultural Rio de Janeiro. Av. Almirante Barroso, 25, Centro. Metrô: Estação Carioca. Entrada franca. De terça a sábado, das 10h às 22h; domingo, das 10h às 21h. Até 19 de junho.

terça-feira, 10 de maio de 2011

Projeção exibe retrospectiva do fotógrafo João Roberto Ripper, no Rio

© Foto de João Roberto Ripper. Imagem que será exibida na próxima edição do projeto “Sexta-Livre”, no Ateliê da Imagem.

O Ateliê da Imagem promove na próxima sexta-feira, dia 13 de maio de 2011, às 19h, uma projeção com a retrospectiva da carreira do fotógrafo João Roberto Ripper. Entre os ensaios que serão apresentados estão trabalhos referenciais para a fotografia documental brasileira como Trabalho Escravo, Trabalho Infantil, Índios do Mato Grosso do Sul e Mulheres entre Luzes e Sombras. Logo após a exibição, haverá um bate papo com o artista. João Roberto Ripper tem 58 anos e é fotógrafo desde os 19 anos de idade. Trabalhou nos jornais Luta Democrática, Diário de Notícias, Estadão (Sucursal Rio), Última Hora e O Globo. Atualmente é freelancer para jornais e revistas do Brasil e exterior. Participou do Grupo F4 de fotógrafos independentes nos anos 1980, tendo criado o projeto Imagens da Terra e mais recentemente o Imagens do Povo. Serviço: Projeto Sexta-Livre com João Roberto Ripper. Ateliê da Imagem Espaço Cultural. Avenida Pasteur, 453, Urca. Rio de Janeiro. Telefone: 2541-3314. Grátis. Fonte: Eli Rocha e Liliane Schwob/ RS Comunicação

Editora Taschen lança livro com 200 fotografias de mulheres se masturbando

Capa do livro “La Petite Mort”, de William Santillo.

A editora alemã Taschen acaba de lançar o livro “La Petite Mort”, com 200 fotografias de mulheres no momento em que são atraídas pelo orgasmo. A “pequena morte”, na tradução literal, é o resultado de um trabalho realizado pelo fotógrafo norte-americano William Santillo, que durou oito anos. Segundo ele, “a obra se distancia do pornográfico e se aproxima da arte”. Depois de retratar a sua própria mulher, ele decidiu tentar a sua sorte no campo de “fotografia erótica pessoal”, visando captar o verdadeiro prazer das pessoas que posaram para a câmera. A obra é dedicada a imortalizar em tom sépia uma série de mulheres se masturbando em vários cenários. “Eu não tinha visto muitas mulheres se masturbarem e desde o início ficou claro que havia variedade. Queria retratar a maior variedade, não só em termos de tipos e idades, mas os métodos”, diz o autor. Trabalhando com luz natural e sem flash, Santillo recriou o ambiente para as modelos voluntárias e anônimas se sentissem confortáveis. Adquiriu a capacidade de se tornar invisível, trabalhou com os pés descalços. O único barulho era o do disparador da câmera. As mulheres às vezes precisaram de uma preparação prévia, que consiste no uso de acessórios e maquiagem para se sentirem mais desejáveis. Vejas fotos deste ensaio Aqui

segunda-feira, 9 de maio de 2011

O confronto de Anita Ekberg e Felice Quinto

© Foto AP. A atriz sueca Anita Ekberg, descalça e segurando um arco e flecha, parte para o confronto com o fotógrafo Felice Quinto nas proximidades de Roma, 1960.

Em 1960, Felice Quinto fez uma foto da atriz Anita Ekberg - que atuou em La Dolce Vita, beijando um produtor de cinema casado, em um café nas proximidades de Roma. A atriz que estava descalça e segurando um arco e flecha, partiu para o confronto. Felice Quinto foi um renomado fotógrafo de celebridades. Falecido em 2010, ele foi pioneiro no uso de algumas táticas que fotógrafos de celebridades usam para alcançar os seus objetivos. Ele se escondia em arbustos, usava disfarces e uma motocicleta, tirando fotos que apareceram em publicações de fofocas de todo o mundo. Quinto nasceu em Milão em 1929 e tornou-se amigo de Fellini, enquanto vivia em Roma, em 1950.

sábado, 7 de maio de 2011

O doce pecado de Carol Castro e Bob Wolfenson

© Foto de Bob Wolfenson. A atriz Carol Castro seminua com um terço na mão para a edição brasileira da revista Playboy, 2008

Em 2008, a atriz Carol Castro foi clicada seminua por Bob Wolfenson, com um terço na mão para a revista Playboy. Religiosos não gostaram nem um pouco. “Isso é um desrespeito. Não só com a igreja católica, mas com a fé de um povo. É absurdo usar um objeto de devoção das pessoas para fazer uma coisa como essa”, disse na época o padre Juarez de Castro, Secretário de Comunicação da Arquidiocese de São Paulo, em entrevista ao “Diário de S. Paulo”, para depois completar. “Está na moda falar que essas fotos são um ensaio fotográfico, mas na verdade não passam de erotismo vulgar. Usar qualquer peça de devoção, de qualquer religião, nesse contexto é desrespeitoso”. A assessoria de imprensa da atriz contou que não houve intenção de ofender a igreja. "A Carol disse que não fez a foto de forma alguma para ofender a religião, até porque ela é católica e fez primeira comunhão. Ela estava interpretando a Dona Flor, personagem que ela inclusive faz no teatro, para atender um pedido do fotógrafo Bob Wolfenson", disse o comunicado.

Winston Link fez uma das fotos de estrada de ferro mais conhecidas da história dos EUA

© Foto de Winston Link. Hot Shot Eastbound at the Iaeger drive-In. EUA, 1956.

Numa noite de verão em 1956, em West Virginia, EUA, o fotógrafo Winston Link, aproximou-se de Willie Allen e de sua namorada num drive-in e os convidou a assistir ao filme no conversível dele. “Vocês têm apenas que sentar no carro e esperar o trem passar, dou-lhes 10 dólares”, explicou-lhes o fotógrafo. E assim, Winston Link fez uma das fotos de estrada de ferro mais conhecidas da história da fotografia nos EUA. Link, que morreu em 2001, aos 86 anos, era um fotógrafo de Nova York, especializado em estradas de ferros, um dos pioneiros em fotografia noturna. Durante cinco anos de sua vida, o fotógrafo documentou os últimos dias das locomotivas a vapor nos Estados Unidos, que deixaram de circular em 1960. Ele usava uma camêra 4 x 5. Para fazer isso, ele teve de inventar seu próprio sistema de iluminação. Link iluminava o caminho de trem com lanternas, e, em seguida, usava cerca de 18 flashes ligados a uma fonte portátil de baterias. Na imagem acima, quando o trem se aproximou, Link apertou um botão para acionar as lâmpadas e, 35 milésimos de segundo depois, acionou o obturador da câmera. Mais tarde, em seu laboratório, Link acrescentou na tela do cinema um avião da Força Aérea para alargar o poder metafórico da imagem.

sexta-feira, 6 de maio de 2011

Chris Marker desvenda o metrô de Paris

© Foto de Chris Marker. Da série “Passengers”.

O fotógrafo, documentarista e diretor de cinema, Chris Marker, está exibindo até o dia 04 de junho de 2011, simultaneamente em Londres e Nova York, a exposição “Passengers”, com cerca de duzentas imagens de seu mais recente trabalho. Entre 2008 e 2010, Chris Marker retratou os passageiros que viajam no metrô de Paris capturando momentos intimistas do dia a dia desse incrível mundo subterrâneo. Mães segurando o filho no colo, casais abraçados, mulheres olhando pela janela com sentimentos de nostalgia. Chris Marker altera as cores de suas imagens no computador, dando-lhes muitas vezes um ar quase sobrenatural. Serviço: exposição “Passengers”. Até 04 de junho de 2011. Peter Blum Soho, 99 Wooster Street, New York, USA, e Peter Blum Chelsea, 526 West 29th Street, Chelsea, Londres, Inglaterra.

O prazer da leitura por André Kertész

Foto de André Kertész. Boy reading newspaper. Nova York, 1944.

A fotografia intitulada Boy reading newspaper, de autoria de André Kertész (1894-1985) compõe o livro “On Reading” publicado pela primeira vez em 1971. As imagens do livro feitas entre 1920 e 1970 capturam as pessoas que lêem em muitas partes do mundo. Este fotógrafo norte-americano de origem húngara teve uma carreira incomum: ele começou na fotografia em 1912, servindo o exército austro-húngaro durante a Primeira Guerra Mundial. Ele se mudou para Paris em 1925, onde conviveu com dezenas de intelectuais e artistas. Ainda na Cidade Luz, se manteve na vanguarda da fotografia, com obras como "Fourchette", de 1929, e "distorção" de 1933. Em 1936 mudou-se para Nova York onde começou a colaborar com as revistas Vogue e Harper´s Bazaar. Naturalizou-se norte-americano em 1944. Kertész ficou conhecido, sobretudo, pela inovação do uso da câmera fotográfica de 35 mm.

quinta-feira, 5 de maio de 2011

Andy Warhol no olhar de Dennis Hopper

© Foto de Dennis Hopper. Andy Warhol, 1963.

Esse belo retrato de Andy Warhol foi feito em 1963 pelo ator, cineasta e fotógrafo norte-americano Dennis Hopper, falecido em 2010. Dennis Hopper ficou conhecido pela atuação em filmes como Velocidade Máxima, Easy Rider, Rebelde Sem Causa e Apocalypse Now. Em 2009, ele lançou pela editora Taschen um livro que reúne fotografias feitas por ele na década de 1960, época em que ele retratou os sets de filmagens, festas, jantares, passeatas e passeios de moto, formando um acervo belíssimo de fotografias. No livro aparecem astros de Hollywood como Paul Newman e Andy Warhol em momentos de lazer, até o ativista Martin Luther King em plena passeata pelos Direitos Civis no Alabama – além de anônimos da cena urbana de Los Angeles. “Eu estava fazendo algo que eu considerei que fosse ter um impacto algum dia. De muitas maneiras, foram estas fotografias que me fizeram seguir criando”, diz Hopper no prefácio do livro.

Núcleo dos Amigos da Fotografia (NAFOTO) celebra 20 anos de atividades

© Foto de Penna Prearo. Atual diretoria do NAFOTO: Rubens Fernandes Junior e Nair Benedicto (sentados); Monica Caldiron e Fausto Chermont (em pé); Fabiana Figueiredo e Julia Raposo (ausentes da foto).

Para celebrar o 20° aniversário de criação do Núcleo dos Amigos da Fotografia (NAFOTO), a Caixa Cultural São Paulo (Sé) inaugura no próximo sábado, dia 07 de maio de 2011, às 11 horas, a exposição “NAFOTO 20 ANOS”, com a exibição de 150 fotografias de importantes fotógrafos do Brasil e do Exterior, projeções de imagens e apresentação de depoimentos de época dos fotógrafos e curadores convidados. A mostra tem a curadoria de Rubens Fernandes Júnior, Nair Benedicto, Fausto Chermont e Monica Caldiron. Além da exposição, que se estenderá até o dia 03 de julho, haverá a realização do seminário “Nafoto e a Fotografia Brasileira” e o lançamento de um catálogo raisonée listando todas as atividades desenvolvidas nas oito edições do Mês Internacional da Fotografia, evento criado pelo Núcleo em 1993 com o objetivo de ensinar, difundir e aprofundar o uso e a discussão da imagem fotográfica e gerar um intercâmbio efetivo entre a produção brasileira e a produção internacional, particularmente a latino-americana. O NAFOTO – Núcleo dos Amigos da Fotografia, entidade civil sem fins lucrativos, foi fundada em abril de 1991, com o objetivo de realizar a cada dois anos um grande evento internacional na cidade de São Paulo. Serviço: “NAFOTO 20 ANOS”. Abertura para convidados e imprensa: 07 de maio, às 11h. Visitação: de 07 de maio a 03 de julho de 2011. Horário de visitação: de terça-feira a domingo, das 9h às 21h. Local: CAIXA Cultural São Paulo (Sé) - Praça da Sé, 111 – Centro – São Paulo (SP). Seminário Nafoto e a Fotografia Brasileira - 17 de junho das 19:30 as 22h e 18 de junho das 10h as 13h. Informações: (11) 3321-4400.

quarta-feira, 4 de maio de 2011

Photon Festival reúne trabalhos de fotojornalistas de renome mundial

Começa amanhã, quinta-feira, dia 05 de maio de 2011, o Photon, primeiro Festival Internacional de Fotojornalismo de Valência, na Espanha. Várias exposições irão acontecer em diferentes áreas da cidade como na La Nau Universidade de Valência, no Mercado Central e no Instituto Valencia d'Art Modern (IVAM). O Photon Festival acontece até o próximo domingo, dia 8 de maio e tem planos de se tornar um evento anual como uma plataforma na qual os fotojornalistas apresentem o seu trabalho concluído. O festival é uma idéia que há anos vem sendo amadurecida por um grupo de fotógrafos que querem "tornar esse sonho possível". Na sua primeira edição, o festival apresenta trabalhos realizados de 12 fotojornalistas de renome internacional: Benito Pajares, Bruno Stevens, Carlos Lujan, Manuel Cristóvão, Edgar Melo, Emilio Morenatti, Enrique Meneses Lejarcegi Gorka, Redondo Markel, Salvans Txema, Balsells Sandra e Walter Astrada.

terça-feira, 3 de maio de 2011

O fotógrafo espanhol que morreu abraçado a sua câmera

Em 1989, no Panamá, um tanque dos EUA disparou contra um grupo de jornalistas, uma bala atravessou o olho de fotógrafo espanhol, que morreu abraçado a sua câmera.

No dia 22 de dezembro de 1989, a jornalista Maruja Torres e o fotógrafo Juantxu Rodríguez estavam no Panamá quando os EUA invadiram o país. Nas cercanias do hotel Marriott, um tanque norte-americano disparou contra um grupo de jornalistas, uma bala atravessou o olho do fotógrafo espanhol, que morreu abraçado a sua câmera, aos 32 anos de idade. "Para mim a morte Juantxu simboliza a milhares de vidas que custou a invasão dos EUA no Panamá", disse a jornalista que o acompanhava, reiterando a "certeza absoluta" de que as balas que mataram Juantxu Rodriguez vieram de soldados norte-americanos que atiraram de forma indiscriminada, apesar de se identificarem como jornalistas. Há anos que o fotojornalismo se tornou uma profissão difícil, uma profissão onde a informação valiosa pode custar um preço alto.

segunda-feira, 2 de maio de 2011

Fidel Castro na selva

© Foto de Enrique Meneses. Fidel Castro no acampamento na Sierra Maestra, 1958.

Essa rara imagem mostra Fidel Castro num acampamento em Cuba lendo a luz de vela. Em 1958, Fidel e seus homens acamparam durante quatro meses em Sierra Maestra, a várias centenas de quilômetros de Havana. O fotojornalista espanhol Enrique Meneses acompanhou a unidade liderada por um grupamento de revolucionários que seguiam para Havana, ali o jornalista conheceu Fidel Castro e Che Guevara. Enrique Meneses realizou uma impressionante reportagem sobre a revolução para a revista Paris Match. A publicação da matéria teve à época um enorme impacto.

domingo, 1 de maio de 2011

Foto de Domingo: Cecil Beaton

© Foto de Cecil Beaton. Carmen.30s.