sábado, 31 de dezembro de 2011

Olhar distante

© Foto de Fernando Rabelo. Prédio da Petrobras visto de uma rua do Bairro de Santa Teresa com uma lente 400mm.Rio de Janeiro, 2005.

Esta é mais uma imagem que compõe o meu ensaio intitulado “Olhar distante, o Rio visto de Teleobjetiva”. Com uma lente 400 mm, retratei o prédio da sede da Petrobras, no Rio, visto de uma rua do Bairro de Santa Teresa, ao entardecer.

quinta-feira, 29 de dezembro de 2011

Um entardecer depois da tempestade de neve

© Foto de Fernando Rabelo. Place de la Concorde. Paris, 2006.

Em 2006, após uma tarde nevando em Paris, as nuvens se dissiparam, quando de repente no entardecer surgiu um belo céu azul no horizonte, eu estava na Place de Concorde, não hesitei e registrei este belo fenômeno da natureza. Parecia um sonho.

terça-feira, 27 de dezembro de 2011

Espanha e Portugal vistos do céu

Foto da NASA. Espanha e Portugal vistos de satélite. Dezembro de 2011.

A agência espacial norte-americana NASA divulgou uma impressionante fotografia de satélite mostrando as áreas metropolitanas de Portugal e Espanha. Sem nebulosidade, a iluminação noturna destaca a distribuição populacional, sendo as zonas mais ocupadas as mais brilhantes da imagem, tais como Lisboa e Madrid. A foto feita em 04 de Dezembro, serve para uma análise geográfica do território, onde se observa claramente a despovoação no interior de Portugal. Além da Península Ibérica, na imagem é possível observar o estreito de Gibraltar, França e o norte de África.

sábado, 24 de dezembro de 2011

A escola de Papai Noel

© Foto de Alfred Eisenstaedt /Life. Santa Claus School, 1961.

Esta foto foi feita por Alfred Eisenstaedt na Santa Claus School, onde se podia obter um grau BSC (Bachelor of Santa Claus) por US $ 75. A série de Eisenstaedt foi publicada na revista Life em 1961.

sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

O período em que o MoMA presumiu que Henri Cartier-Bresson estava morto

© Foto de Henri Cartier-Bresson. Calle Cauauhtemocztin, México, 1934.

No período em que os alemães ocuparam Paris, o Museu de Arte Moderna de Nova York presumiu que Henri Cartier-Bresson estava morto, decidindo fazer uma retrospectiva póstuma à sua obra. Para grande surpresa de todos, Cartier-Bresson conseguiu fugir em 1943 do campo de prisioneiros alemão, onde esteve durante três anos. Ao ser informado que o MoMA lhe preparava uma homenagem, Bresson decidiu participar ativamente da exposição. Quando chegou a Nova York comprou um álbum de fotografias tipo “Scrapbook”, selecionou e organizou colando 346 fotografias de forma cronológica, que foram a base da escolha do MOMA para a exposição exibida em 1947. A fotografia acima feita com prostitutas no México foi uma das escolhidas por ele para compor a mostra retrospectiva.

O fotógrafo que não gostava de ser retratado

© Foto de Berenice Abbott. Eugène Atget. Paris, 1927.

O fotógrafo francês Eugène Atget não gostava de ser retratado, mas Berenice Abbott conseguiu essa proeza pouco antes de sua morte em 1927. Na imagem Atget aparece curvado olhando para a linha do horizonte. Os dois se conheceram em Paris quando foram apresentados por Man Ray e se tornaram grandes amigos. Após a morte do fotógrafo, Berenice ajudou a publicar muitos livros que celebravam o trabalho de Atget, incluindo a obra “The World of Atget”, publicada em 1964.

quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

Fotografia de libélula na chuva vence o grande prêmio da “National Geographic”

© Foto de Shikhei Goh. Libélula na chuva. Indonésia, 2011.

Esta belíssima fotografia de uma libélula na chuva foi a vencedora do Grande Prêmio no Concurso Fotográfico da revista National Geographic. A foto foi feita na Indonésia. "Quando me preparei para fazer a foto dela, começou a chover. Decidi tirar a foto assim mesmo", disse o fotógrafo, Shikhei Goh. Os vencedores do primeiro prêmio em cada categoria ganham US$ 2,5 mil (R$ 4,5 mil) e terão as fotos publicadas na revista. A foto que recebe o grande prêmio, dá ao fotógrafo mais US$ 7,5 mil (13,5 mil).

quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

Fotógrafo alemão vence o prêmio da Unicef

© Foto de Kai Loeffelbein. Criança se expõe a gases tóxicos e resíduos eletrônicos em uma lixeira em Gana, 2011.

O jovem fotógrafo alemão Kai Loeffelbein foi o primeiro colocado no prêmio da “Foto do Ano” da Unicef com este instantâneo que mostra a aventura de uma criança, exposta a gases tóxicos e resíduos eletrônicos, erguendo um monitor de televisão sobre a cabeça no meio de uma lixeira em Agbogbloshie, nos arredores de Accra em Gana.

terça-feira, 20 de dezembro de 2011

"Olhares latinos" em São Luiz do Paraitinga (SP)

© Foto de João Rangel. Procissão de São Judas Tadeu. Guaratinguetá (SP), 2004.

O evento intitulado “Bate-papo fotográfico”, que acontece no próximo dia 30 de dezembro de 2011, a partir das 14h, vai reunir os fotógrafos João Rangel, Luciano Coca e Raquel Marques, em São Luiz do Paraitinga (SP), para promover o primeiro evento do “Olhares Latinos- Núcleo de Estudos e Produção de Imagens”. O grupo surgiu da vontade dos profissionais de promover e despertar o debate sobre a fotografia, tendências e ética profissional. Um dos objetivos do “Olhares Latinos” é socializar o conhecimento da área da fotografia e preservar a importância desse instrumento como registro e documento histórico. O evento vai acontecer próximo ao “coretinho” do calçadão de São Luiz do Paraitinga. Nesse local bastante apropriado e sugestivo, haverá exposição fotográfica e uma feirinha da “breganha” de fotografias. Os fotógrafos profissionais e amadores, pesquisadores e amantes da fotografia poderão levar imagens ampliadas, juntamente com a história que elas contam, e “breganhar” com outras pessoas. O objetivo do encontro é valorizar a importância histórica dos registros visuais, promovendo o intercâmbio de experiências e a confraternização entre aqueles que têm a produção visual como uma de suas paixões. Aqueles que quiserem uma análise mais detalhada do trabalho poderão levar matérial para uma Leitura de Portifólio, que poderá ajudar no desenvolvimento de linguagens e organização de registros de uma carreira fotográfica. O “Bate-papo fotográfico” é gratuito e aberto para todos os amantes e curiosos da fotografia.

O sertão de Araquém Alcântara

© Foto de Araquém Alcântara. O garimpeiro Paulo Eduardo Almeida. Gilbuês, Piauí.

O fotógrafo Araquém Alcântara utilizou uma Leica, três lentes e diversos rolos de filme p&b Tri-X Pan, para elaborar as fotografias do livro Sertão Sem Fim (2009), onde se debruçou sobre o homem do sertão. As 90 imagens do livro foram feitas em dois anos de viagens por estradas de terra em oito estados brasileiros.

Aos oito anos, Qamar Sultan Hashim já é um dos fotógrafos mais premiados do Iraque

© Foto de Thaier Al-Sudani/Reuters. Qamar Sultan Hashim, o mais jovem fotógrafo profissional do Iraque exibindo os seus troféus, 2011.

Aos oito anos de idade, o menino iraquiano Qamar Sultan Hashim já é um dos fotógrafos mais premiados do Iraque. O mais jovem fotógrafo profissional deste país começou a fotografar aos 4 anos de idade, utilizando o equipamento de seu pai, um fotojornalista. "Quando eu vejo algo que eu gosto, eu logo capturo esse momento", diz o menino. Agora ele trabalha com uma câmera digital que ele ganhou do prefeito de Bagdá como reconhecimento ao seu trabalho. Segundo a Sociedade Iraquiana de Fotografia, Hashim é o fotógrafo mais jovem a ganhar vários prêmios neste país.

segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

Retratos do império e do exílio

© Foto de P. Gavelle/IMS. A princesa Isabel ao lado do marido e o conde d’Eu no exílio, 1919.

Este retrato da princesa Isabel ao lado do conde d’Eu no exílio foi exibido este ano, no Rio e em São Paulo, na mostra "Retratos do Império e do exílio: imagens da família imperial no acervo de dom João de Orleans e Bragança". O herdeiro da família imperial brasileira, o fotógrafo dom João de Orleans e Bragança possui um rico acervo com 781 fotos e negativos de seus antepassados. O Instituto Moreira Salles recebeu em 2009, todo o acervo do príncipe, em regime de comodato.

Documentário aborda a obra de fotógrafos brasileiros e sua relação com a natureza

© Foto de Ricardo Azoury.

Será lançado hoje, segunda-feira, dia 19 de Dezembro de 2011, às 19h30, na Fundição Progresso, no Rio, o documentário em média metragem intitulado "Foto em Cena/Natureza", que é o primeiro de uma série que abordará temas diversos relacionados com a fotografia. O documentário com roteiro e direção de Débora 70, que tem trinta minutos de duração, aborda a obra de seis importantes fotógrafos brasileiros e suas relações com o meio ambiente na realidade brasileira. Com características que enfatizam a fotografia de natureza José Caldas, Lena Trindade, Zeka Araújo, Dom João de Orleans e Bragança, Ricardo Azoury, e Luiz Cláudio Marigo são os fotógrafos convidados. Serviço: lançamento do documentário "Foto em Cena/Natureza". Dia 19 de dezembro de 2011, às 19h 30min. Fundição Progresso. Rua dos Arcos, 24 a 50 - Lapa - Rio de Janeiro – RJ.

A idade de ouro da fotografia albanesa

© Foto de Kel Marubi. Jovem muçulmana na primeira década do século XX.

A Maison Européenne de la Photographie em Paris exibe até o dia 08 de janeiro de 2012, a exposição intitulada "L'âge d'or de la photographie albanaise". A Albânia não entrou para história da fotografia mundial, no entanto, tem um patrimônio fotográfico único nos Bálcãs. A exposição apresenta um século de grandes imagens, com retratos de heróis, anônimos, estúdio, paisagens, cenas do mundo cristão e muçulmano, e da vida cotidiana. A Albânia, que passou por um dos regimes mais totalitários durante quase meio século, foi também a terra de bardos, contadores de histórias e viajantes. Dignos sucessores destes poetas, os primeiros fotógrafos albaneses retrataram a história do país.

domingo, 18 de dezembro de 2011

Foto de Domingo: João Bittar

© Foto de João Bittar. Caminhada pelas trilhas incas, de Mollepata até Macchu Pichu, feita durante a subida para o Paso de Salkantay, um dos pontos ais altos da Cordilheira dos Andes (6.000 mts).

Morre o fotógrafo João Bittar

João Bittar (1951-2011).

O fotógrafo João Bittar faleceu na madrugada deste domingo de um infarto fulminante, aos 60 anos de idade. O velório começa as 16:00 horas de hoje, dia 18, no cemitério do Araça, e a cremação será amanhã, dia 19, às 8:00 horas, na Vila Alpina, em São Paulo. Paulistano da Mooca, João Bittar começou a fotografar em 1968, aos 17 anos, e não parou mais. Trabalhou em várias redações - algumas extintas - e participou da imprensa alternativa e de vários projetos, como os da IstoÉ e do Jornal da República. Fundou e dirigiu a agência Angular Fotojornalismo e foi editor de fotografia da Folha de S.Paulo, Diário de S.Paulo, Quem, Época e Contigo.

Images&Visions é eleito o Top 2


O blog Images&Visions conquistou o segundo lugar na categoria Arte e Cultura (Júri Popular), do Top Blog Prêmio 2011. O prêmio foi anunciado em cerimônia realizada ontem, dia 17/12, em São Paulo. O blog já estava entre os três finalistas mais votados. Disputaram o prêmio 16.725 blogs, que somaram juntos um milhão e quinhentos mil votos. Estou feliz porque o resultado expressa uma vitória para a arte fotográfica no Brasil. Agradeço imensamente a todos que votaram no Images&Visions

sábado, 17 de dezembro de 2011

Tom Jobim por Luiz Garrido

© Foto de Luiz Garrido. Tom Jobim, 1993.

Este icônico retrato de Tom Jobim com o seu inseparável charuto e chapéu, foi feito em 1993, pelo fotógrafo carioca Luiz Garrido, que há vários anos vem retratando personalidades brasileiras das mais diversas áreas da sociedade. Luiz Garrido também clicou diversas personalidades estrangeiras como Alfred Hitchcock, Gina Lollobrigida, Alain Delon, John Lennon, entre outros. O acervo de Garrido conta com cerca de oitocentos portraits de artistas.

sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

A “Luz Teimosa” de Fernando Lemos

© Foto de Fernando Lemos. Luz Teimosa, 1949.

Intitulada “Luz Teimosa”, esta é uma das mais belas fotografias de Fernando Lemos. Nascido em Lisboa em 1926, Fernando, que tem forte influência do surrealismo, naturalizou-se brasileiro e vive no país desde a década de 1950. "O que mais admiro no surrealismo é esse sentido de liberdade total. Uma espécie de sonho, ou de ilusão", afirmou ele.

quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

Saramago pela lente de Sebastião Salgado

© Foto de Sebastião Salgado. José Saramago nas Ilhas Canárias, 1996.

José Saramago foi retratado por Sebastião Salgado caminhando solitário nas Ilhas Canárias, em 1996. Naquela época, o fotógrafo brasileiro viajou até as Ilhas onde o escritor português vivia. A amizade dos dois se consolidou em meados dos anos 90, quando Salgado preparava o livro "Terra", lançado em 1997, com textos de Saramago e música de Chico Buarque.

Elis Regina e o fotógrafo Paulo Kawall

© Foto de Paulo Kawall. Imagem feita para o disco 'Elis Essa Mulher'. Brasil, 1979.

Em 1976, o fotógrafo Paulo Kawall que trabalhava para a revista “Música”, recebeu uma ordem do chefe: “Você vai fotografar a Elis Regina”. Paulo tremeu, “cara, eu só tinha 21 anos, era minha primeira foto de artista”, disse Paulo Kawall (que antes assinava como Paulo Vasconcellos). Logo em seguida Paulo teve a ideia de comprar um anel de brilhantes falsos já que as fotografias iriam ilustrar uma matéria sobre o novo show intitulado Falso Brilhante. “Como eu tremia naquele dia. Tremia como vara verde. Não sabia nem usar a máquina direito”, afirmou Paulo, que pediu para que Elis Regina segurasse o brilhante falso. Paulo acabou se tornando o fotógrafo de Elis. A foto acima foi feita em 1979, para o disco “Elis Essa Mulher”.

quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

O obstinado W. Eugene Smith

© Foto do W. Eugene Smith Archive. W. Eugene Smith fotografou durante oito anos a rua vista de sua janela no quarto andar da 821 Sixth Avenue. Nova York, 1957.

Em janeiro de 1955, o fotógrafo W. Eugene Smith largou seu emprego bem remunerado na revista Life. Dois anos depois, em 1957, Smith deixou a casa que ele dividia com sua mulher e quatro filhos em Nova York e mudou-se para uma antiga construção de cinco andares, na 821 Sixth Avenue, um refúgio de fim de noite de músicos, incluindo alguns dos maiores nomes do jazz norte-americano. De 1957 a 1965, Smith operou 1.447 rolos de filme no prédio, fazendo cerca de 40 mil fotos, o maior projeto de sua carreira. Intitulado The Loft Jazz project, ele fotografou as noitadas de jazz no edifício, bem como a vida na rua vista de sua janela do quarto andar. O fotógrafo também gravou (4.000 horas) de fitas de áudio nos ensaios dos músicos que frequentavam o prédio.

Um tributo à Lagoa Rodrigo de Freitas

Capa do livro “Tributo à Lagoa”. Rio de Janeiro, 2000.

Em 2000, o Multishow fez uma matéria bem bacana sobre o meu livro intitulado “Tributo à Lagoa”, lançado naquele ano. Em 1999, passei onze meses fotografando a Lagoa Rodrigo de Freitas, no Rio, em todos os seus ângulos, escalando montanhas, topos de prédios, de helicóptero, de bicicleta, de canoa. Vejam na matéria alguns depoimentos de personalidades que escreveram para o livro, entre elas, Eduardo Dussek, Carlos Eduardo Novaes, Ferreira Gullar, Paulinho Moska, Paulo Casé, Zuenir Ventura, entre muitos outros. Vejam o vídeo Aqui

terça-feira, 13 de dezembro de 2011

A sorridente menina italiana de Steve McCurry

© Foto de Steve McCurry. Roma, 1990.

Esta fotografia de uma sorridente menina italiana é uma das imagens que compõe a exposição de Steve McCurry em Roma, que está sendo exibida no Museo d'Arte Contemporanea (MACRO), até o dia 29 de abril de 2012. Além das suas mais célebres fotografias, é exposta uma seleção de seus "retratos italianos", um tributo magnífico à Itália no ano em que celebra o seu 150 º aniversário, McCurry Steve lança seu olhar sereno sobre a Itália e os italianos.

Um olhar rodoviário

© Foto de George W. Gardner. Route 70, Missouri, 1967.

Durante trinta anos, o fotógrafo norte-americano George W. Gardner retratou em preto e branco, de moto e de automóvel, com sua câmera de 35mm, a vida dos moradores às margens das rodovias em todo território estadunidense, revelando uma nação cheia de contradições, onde encontrou pessoas obcecadas com armas, bíblias, Guerra do Vietnã, Guerra Fria, um povo que ainda vive atormentado por questões de segregação racial. Seus trabalhos hoje compõem o acervo de diversos museus nos EUA.

segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

Os adolescentes franceses de David Alan Harvey

© Foto de David Alan Harvey. Good friends celebrating summer with a cruise on the Seine. Paris, 1989.

O fotógrafo norte-americano David Alan Harvey passou semanas vivendo entre um grupo de adolescentes franceses para um ensaio publicado na edição de julho de 1989, na National Geographic. Ele foi para a escola com eles, comeu com eles, viajou com eles e dormiu em suas casas. “Cerca de 90 por cento do tempo, foi muito chato. Eles estavam apenas fazendo dever de casa ou fazendo provas. Mas eles se acostumaram comigo e acabei me tornando um mascote para eles”, afirmou o fotógrafo. Aos 66 anos, ele conta com uma longa e reconhecida trajetória na fotografia. Membro da Magnum, Harvey também já assinou 40 ensaios para a National Geographic.

sábado, 10 de dezembro de 2011

O retrato de Kurt Cobain

Foto de Mark Seliger. Kurt Cobain para a revista Rolling Stone, 1994.

O célebre retrato de Kurt Cobain, líder do Nirvana, foi produzido para a capa da revista Rolling Stone por Mark Seliger. O músico faleceu dois meses depois da foto. Mark Seliger, que já foi editor de fotografia da revista Rolling Stone, retratou diversas personalidades, como Bruce Springsteen, Johnny Cash, Justin Timberlake, Brad Pitt, Gilberto Gil, Bob Dylan, Ozzy Osbourne, Paul McCartney, Bono Vox, Courtney Love e Chuck Berry, entre muitos outros.

Ernst Haas na visão de Elliott Erwitt

© Foto de Elliott Erwitt/Magnum. Ernst Haas. Califórnia. EUA, 1955.

Este belo retrato feito por Elliott Erwitt mostra o fotojornalista austríaco Ernst Haas (1921-1986). As primeiras fotografias de Ernst, do retorno de prisioneiros austríacos, foram publicadas em 1947, e acabaram sendo vistas por Robert Capa, que em 1949 o convidou para ingressar na Magnum Photos. Ernst foi um dos fotojornalistas mais influentes nas inovações da fotografia a cores. “As limitações da fotografia estão em nós mesmos, pois o que vemos é o que somos”, costumava dizer Ernst Haas.

sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

A menina e os burrinhos

© Foto de Cristina Garcia Rodero. Escobar. Espanha, 1988.

Esta magnífica fotografia, de uma menina montada e abraçada a um burro, é de autoria de Cristina García Rodero, primeira fotógrafa espanhola a ingressar na Magnum Photos. Nascida em 1949, Cristina se tornou conhecida por sua obra “Espanha Oculta” (1989). "Eu tentei fotografar a alma misteriosa, verdadeira e mágica das pessoas da Espanha em toda a sua paixão, amor, humor, ternura, raiva, dor, em todas as suas verdades”, afirmou a fotógrafa. Garcia Rodero juntou-se à Magnum em 2005 e tornou-se um membro pleno em 2009.

“Jovem ouvinte de radio” é a filha do artista russo Aleksandr Rodtchenko

© Foto de Aleksandr Rodtchenko/ Varvara Stepanova Archive. Ouvinte de Rádio, 1929.

Esta jovem ouvinte de radio é a filha do artista russo Aleksandr Rodtchenko (1891-1956), que foi retratada por ele com uma câmera Leica, em 1929, para a revista Radiosluchátel. Aleksandr Rodtchenko é considerado um dos fundadores do construtivismo e do design moderno russo. Trabalhou como artista plástico, escultor, fotógrafo e designer gráfico. Rodtchenko fotografou ativamente de 1924 a 1954.

Brigitte Bardot e os primeiros paparazzi

© Foto de Roger Corbeau. Brigitte Bardot durante intervalo nas filmagens de “La Femme et le Pantin”, 1958.

A bela atriz francesa Brigitte Bardot foi retratada nos bastidores das filmagens de “La Femme et le Pantin”, em 1958, por Roger Corbeau (1908-1995), que foi um dos grandes fotógrafos de still do cinema francês, entre os anos 1930 e 1970 . Esta foto foi exibida em 2009, na galeria James Hyman, em Londres, na mostra intitulada “Brigitte Bardot e os primeiros paparazzi”.

quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

Bernardo Bertolucci no deserto

© Foto de Mimmo Cattarinich. O cineasta Bernardo Bertolucci durante as filmagens de “Il te nel deserto”, 1990.

Nesta belíssima foto aparece o cineasta Bernardo Bertolucci durante as filmagens de “Il te nel deserto”. O autor é o fotógrafo italiano Mimmo Cattarinich, conhecido como “O Mago da Luz”. Ele é um dos mais importantes fotógrafos de cena do cinema europeu, que já trabalhou com cineastas como Federico Fellini, Pier Paolo Pasolini, Bernardo Bertolucci, Pedro Almodóvar, entre muitos outros.

A Roma de William Klein

© Foto de William Klein. Divino Amore. Roma, 1958.

Em 1956, o jovem fotógrafo norte-americano William Klein chegou a Roma convidado por Federico Fellini para trabalhar como assistente de direção do filme "Noites de Cabiria". As filmagens sofreram atrasos, com sua câmera, Klein teve tempo de sobra para passear pela cidade. A Maison Européenne de la Photographie em Paris está exibindo até o dia 08 de janeiro de 2012, a mostra “Rome + Klein Photographies 1956-1960”, com imagens em preto e branco que mostram o dia a dia da capital italiana, como jogos de futebol nas ruas, desfiles, manifestações, recepções, festas de família e pequenas lojas. William retratou também pessoas anônimas e famosas, incluindo Vittorio De Sica, Roberto Rossellini e Federico Fellini.

quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

O pequeno índio de João Roberto Ripper

© Foto de João Roberto Ripper. Pequeno índio no Araguaia, 1982.

Esta bela fotografia de João Roberto Ripper, de um pequeno índio no Araguaia, compõe a mostra "Imagens Humanas", que já foi exibida em diversas capitais brasileiras. “Poucas imagens são tão radicalmente humanas quanto às fotografias produzidas por João Roberto Ripper. Elas são frutos de um olhar humanista sobre os muitos territórios que integram nosso país e constituem um vigoroso painel fotográfico do povo brasileiro”, afirmou Dante Gastaldoni, curador da mostra. João Roberto Ripper já teve seus trabalhos publicados em grandes veículos de comunicação, como os jornais Washington Post, New York Times, Le Monde e Herald Tribune. Atualmente Ripper atua como fotógrafo da agência-escola “Imagens do Povo”, criada em 2004, na Maré, uma das maiores favelas do Rio de Janeiro. Na agência-escola, ele ensina jovens fotógrafos e os prepara para o mercado de trabalho.

ABI realiza debate sobre o risco e os limites das “testemunhas oculares”

© Foto de Evaristo Sá/ Reuters. O fotógrafo Paulo Whitaker foi ferido à bala em novembro de 2010, durante a cobertura do conflito no conjunto de favelas do Alemão, no Rio.

A morte do cinegrafista Gelson Domingos, no início de novembro, quando participava da cobertura de uma ação policial na Zona Oeste do Rio de Janeiro, reacendeu a necessidade do debate sobre a segurança dos profissionais de imprensa em situações de risco. Ao mesmo tempo, indica uma aparente contradição na política de segurança pública do estado, em que o investimento na chamada "pacificação" de comunidades inscritas na zona olímpica convive com o confronto armado entre policiais e traficantes, agora concentrado na periferia. Para discutir essas questões, a Associação Brasileira de Imprensa-ABI promove o debate “O jornalista no meio do tiroteio: a necessidade, o risco e os limites das testemunhas oculares”, nesta quinta-feira, dia 8 de dezembro, às 18h, na Sala Belisário de Souza (7º andar). É um convite para os jornalistas apresentarem seus depoimentos e, ao mesmo, refletirem sobre os rumos da cobertura policial, no contexto mais geral de uma avaliação crítica da política de segurança adotada pelo governo. A mesa será composta por Jorge Antonio Barros (O Globo), Luarlindo Ernesto (O Dia), Alcyr Cavalcanti (ARFOC), Guillermo Planel (documentarista), Edna Del Pomo (NUESC/UFF) e Leonel Aguiar (PUC-Rio), com mediação de Sylvia Moretzsohn (ABI/UFF). Fonte: ARFOC-RJ

terça-feira, 6 de dezembro de 2011

Manoelzão pela ótica de Orlando Brito

© Foto de Orlando Brito. Manoelzão, personagem da obra de João Guimarães Rosa, 1991.

O sábio personagem Manoelzão do livro “Grande Sertão Veredas”, de João Guimarães Rosa, foi retratado pelo célebre fotógrafo Orlando Brito. “Em 1991, Manoelzão morava em Andrequicé, a 200 quilômetros de Belo Horizonte. Fui até lá fotografá-lo, pouco antes de sua morte, aos 93 anos. Personagem como este não poderia deixar de figurar em meu livro Senhoras e Senhores, que fiz porque ganhei uma bolsa da Fundação Vitae, de São Paulo. Por ter a fama de inspirador e personagem literário dos mais importantes livros de Guimarães Rosa, esperava encontrar um sujeito empafioso e cheio de soberba. Que nada! Era exatamente o contrário. Poucas vezes vi exemplo de singeleza e simplicidade. Típico mineiro, retraído, fala mansa e sobretudo comedido. Franzino, botinas de couro cru, chapéu de palha, caminhava com o auxílio de um cajado de madeira. As longas barbas brancas e o temperamento sereno, faziam lembrar a figura de um eremita”, escreveu Orlando Brito.

O revólver de Steve McQueen

© Foto de John Dominis/Life. Steve McQueen brinca com um revolver em sua residência. Palm Spring, EUA, 1963.

Esta imagem dos arquivos da revista LIFE foi publicada pela primeira vez em 14 de outubro de 1963. Na foto vemos o ator Steve McQueen apontando um revólver na sala de sua residência em Palm Spring. O fotógrafo norte-americano John Dominis passou três semanas acompanhando o dia a dia do ator, operando mais de 40 rolos de filme.

segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

As aventuras de Jacques Tati em Nova York

© Foto de Yale Joel/Life. Jacques Tati em Nova York, 1958.

O ator e diretor francês Jacques Tati (1907-1982), mestre francês da comédia, esteve em Nova York em 1958, onde realizou uma série de fotografias feita por Yale Joel. Neste registro ele aparece comicamente saindo de um taxi em Manhattan. O fotógrafo norte-americano Yale Joel (1919-2006) começou sua carreira profissional quando tinha 19 anos, atuou como fotógrafo de combate durante a Segunda Guerra Mundial, e alguns anos mais tarde tornou-se membro da famosa equipe de fotografia da revista Life. Yale Joel morreu em 2006,aos 87 anos, em Nova York.

Fotógrafo retrata as últimas 12 horas de vida de quatro chinesas condenadas à morte

© Foto de autor não revelado. Li Juhua (sentada no chão) aproveita as últimas horas para escrever uma carta e finalizar o seu testamento, com a ajuda de duas outras presas comuns, já que tem as mãos e os pés algemados.

Na semana passada, as fotos das últimas doze horas de vida de quatro chinesas condenadas à morte foram divulgadas pela Phoenix TV. Em 2003, um fotógrafo que não teve a identidade revelada teve acesso exclusivo às prisioneiras. As fotos mostram momentos de descontração de quatro mulheres: Ma Qingxiu, Li Juhua, Dai Donggui e He Xiuling, todas condenadas à morte por tráfico de drogas. O governo chinês proibiu a divulgação das fotos. O fotógrafo fez as imagens no Centro de Detenção feminina nº1, em Wuhan, na região central da China, a 24 de Junho de 2003. As informações são do Daily Mail. Veja mais fotos Aqui

Se estivesse vivo, Aleksandr Rodchenko completaria hoje 120 anos

© Foto de Georgi Petrusov/ Tosca Photography Fund. Retrato de Aleksandr Rodchenko, 1933.

Há exatos 120 anos, no dia 05 de dezembro de 1891, nascia o célebre artista plástico, escultor, fotógrafo e designer gráfico russo Aleksandr Rodchenko, um dos fundadores do construtivismo russo e do design moderno russo. Rodtchenko fotografou ativamente de 1924 a 1954. Muitos de seus trabalhos influenciam até hoje a fotografia e o design gráfico mundial.

domingo, 4 de dezembro de 2011

Foto de Domingo: Lula Cardoso Ayres

© Foto de Lula Cardoso Ayres. Obra do múltiplo artista pernambucano Lula Cardoso Ayres (1910-1987), que retratou com enorme sensibilidade diversos aspectos do cotidiano de seu povo.

sábado, 3 de dezembro de 2011

“Fui recebida com muita simpatia por aquela mulher linda”

© Foto de Claudia Andujar. A escritora Clarice Lispector, 1961.

A fotógrafa Claudia Andujar conta como retratou a escritora Clarice Lispector, em 1961, foto que ilustrou a capa da biografia "Clarice", de Benjamin Moser, lançado em 2009, pela Editora Cosac Naify. "Fui à casa de Clarice Lispector para fotografá-la a pedido da revista Claudia, que naquele ano de 1961 preparava uma reportagem sobre a escritora. Pouco me lembro daquele dia perdido no tempo, mas há detalhes que guardo para sempre. Ninguém da revista me acompanhava e fui recebida com muita simpatia por aquela mulher linda, vestida com simplicidade e elegância. Conversamos pouco. Quis deixá-la à vontade para a foto, e perguntei como gostaria de se posicionar. Se não me engano, a ideia de sentar diante da máquina de escrever e começar a trabalhar em algum texto foi de Clarice. E então ela se deixou absorver pelo ato de escrever, completamente entregue, sem quase notar minha presença". Fonte: Cosac Naify

O beijo de John Lennon e Yoko Ono

© Foto de Claude Azoulay. John Lennon e Yoko Ono. Cannes, 1971.

Este belo registro de John Lennon e Yoko Ono se beijando apaixonadamente em Cannes, em 1971, foi feito pelo fotógrafo francês Claude Azoulay, que começou a trabalhar na revista Paris-Match, em 1954. Claude cobriu a guerra da Argélia e muitas outras, fotografando os acontecimentos mais dramáticos da segunda metade do século XX. Seu trabalho como fotojornalista o levou-o para Saint-Tropez e Cannes, bem como para os grandes estúdios e sets de filmagens em Londres e Hollywood. Azoulay retratou várias estrelas do cinema, como Brigitte Bardot, Catherine Deneuve, Elizabeth Taylor, Faye Dunaway, Barbara Streisand, Jean-Paul Belmondo, Kirk Douglas, Jane Fonda e John Wayne.

sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

45 anos depois, portuguesa se reconhece em célebre fotografia

© Foto de Gérald Bloncourt. A menina filha de emigrantes portugueses num “bidonville” em Saint-Denis, 1966.

45 anos depois, a menina que aparece na célebre fotografia captada pelo fotógrafo Gérald Bloncourt, se reconheceu na imagem. A personagem se chama Maria da Conceição, de 52 anos de idade, que atualmente é professora em Coimbra, Portugal. A notícia foi divulgada pelo jornal português “Público” e em alguns jornais espanhóis. A foto da menina, filha de emigrantes portugueses, que segurava uma boneca na mão, no subúrbio parisiense de Saint-Denis, correu o mundo e chegou mesmo a ser exibida, em 2008, na exposição “Por uma Vida Melhor”, no museu Berardo, em Lisboa, que Bloncourt dedicou aos milhares de emigrantes portugueses que na década de 60 tentaram a sua sorte na França. Maria da Conceição, que hoje vive em Portugal foi até Paris, encontrou-se com o fotógrafo, e (re) confirmou a sua identidade, identificando o "bidonville" em Saint-Denis onde vivia com o seu pai, a sua mãe e o irmão.

Fotógrafo de guerra abre galeria no Bronx, o bairro mais pobre e multiétnico dos EUA

© Foto de. A primeira mostra é dedicada a Tim Hetherington (foto), que morreu cobrindo os conflitos na Líbia, 2011.

Depois de cobrir a Guerra do Iraque e do Afeganistão, o fotojornalista Michael Kamber abriu uma galeria no Bronx, um bairro de má reputação em Nova York. O “Bronx Documentary Center” foi inaugurado há um mês com uma exposição dedicada a Tim Hetherington, o fotógrafo britânico morto na Líbia em abril passado, que era fascinado pelo Bronx, o bairro mais pobre e multiétnico dos Estados Unidos. “Tim amava o Bronx e estava fascinado pela ideia de abrir uma galeria, porque seus moradores não têm tradicionalmente, acesso a esse gênero de exposição. Conversava muito com Tim sobre a mania de os fotógrafos se dirigirem sempre ao mesmo público, expondo em Chelsea, Soho, repletas de galerias de arte”, afirmou Michael Kamber. A galeria foi logo adotada pela vizinhança. Estudantes do bairro fazem dela um ponto de encontro para depois da escola. Na sala de exposição, ainda se sente o odor de tinta fresca. Logo na entrada, vê-se o capacete e o colete à prova de balas, usados por Tim Hetherington, quando foi atingido por um tiro mortífero, ao lado de seu colega Chris Hondros, também morto no mesmo ataque. Além de contar com uma galeria no térreo, o prédio de tijolos - comprado por Kamber -, abriga jovens fotógrafos nos andares superiores. "É inspirador morar aqui", confia Benjamin Petit, um francês diplomado recentemente no Centro Internacional de Fotografia (ICP). "Gosto que eles morem e trabalhem aqui, que os passantes parem, que as crianças participem. Na, verdade, neste prédio, construímos uma comunidade", diz Kamber. Fonte: AFP

quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

Sir Cecil Beaton e Mick Jagger

© Foto de Cecil Beaton. Auto-retrato ao lado de Mick Jagger, 1968.

Este auto-retrato do fotógrafo Cecil Beaton ao lado de Mick Jagger, refletidos num espelho, foi feito em 1968, no set de filmagem de “Performance UK, 1968”. Sir Cecil Beaton (1904 – 1980) foi um dos mais aclamados fotógrafos britânicos do século passado. Beaton se tornou conhecido por suas fotografias de moda que realizou para as revistas Vanity Fair e Vogue na década de 20, e por suas fotos de celebridades em Hollywood .

A “Copacabana” de Kitty Paranaguá e Joaquim Ferreira dos Santos

© Foto de Kitty Paranaguá. Imagem que compõe o livro “Copacabana”, 2011.

A Editora Barléu lança na próxima segunda-feira, dia 05 de dezembro de 2011, às 19 horas, na livraria Argumento do Leblon, o livro “Copacabana”, com fotos de Kitty Paranaguá e textos de Joaquim Ferreira dos Santos inspirados nas imagens. A obra reúne cerca de 70 fotos em preto e branco, registradas ao longo de 10 anos. O livro oferece ao leitor uma viagem sensível e profunda às características deste bairro da zona sul do Rio de Janeiro, identificando e propagando algumas das imagens mais importantes da cenografia carioca.