quarta-feira, 25 de setembro de 2013

Ângela Diniz, a “Pantera de Minas”


© Fotos de Antonio Guerreiro. Ângela Diniz, a “Pantera de Minas”, em dose dupla. Rio de Janeiro, década de 1970.

Esta é Ângela Diniz, a “Pantera de Minas”, em dose dupla, retratada por Antonio Guerreiro. Em 30 de dezembro de 1976, no balneário de Búzios, o playboy Raul Fernando do Amaral Street, apelidado de Doca Street, matou Ângela Diniz com três tiros no rosto e um na nuca, usando uma pistola Beretta. Em 1979, Doca Street foi julgado, e recebeu uma pena mínima de dois anos de detenção, com direito ao sursis, o que significou a suspensão do cumprimento da pena. Naquela ocasião, o advogado de defesa Evandro Lins e Silva proclamou a célebre frase que dizia assim: “Doca matou por amor, em legítima defesa da honra, depois de ter sofrido violenta agressão moral”. A pena que Doca Street recebeu revoltou as feministas mineiras, que picharam os muros de Belo Horizonte com o slogan “Quem ama não mata”. Em 05 de novembro de 1981, num novo julgamento, o assassino foi condenado a 15 anos de prisão em regime fechado.

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